segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para quem gosta da língua portuguesa




Dário José

O fictício episódio abaixo revela a extrema necessidade da correta pontuação e acentuação no manuseio da nossa língua.

Certo cidadão deixou todas as suas economias (um tesouro) para alguém, mas a única prova (testamento) era um bilhete encontrado sobre a sua escrivaninha. Esse cidadão, de família, só tinha uma irmã e um sobrinho. Não deixou dívidas, a não ser uma pequena conta do último terno que fizera com o amigo alfaiate. Era um homem bom, pois mensalmente ajudava uma instituição de caridade da sua cidade. Só que havia um problema: o bilhete deixado por ele não tinha nenhum sinal de pontuação nem de acentuação. Veja o bilhete:

“Deixo os meus bens a minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres”

Agora vamos imaginar se um dos quatro personagens dessa estória (a irmã, o sobrinho, o alfaiate e o representante da instituição de caridade), tivesse tido acesso ao bilhete primeiro, pudendo acentuar e pontuar corretamente o texto, para quem iria a fortuna?

A irmã: “Deixo os meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!”

O sobrinho: “Deixo os meus bens. À minha irmã, não, ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!”

O alfaiate: “Deixo os meus bens. À minha irmã, não! Ao meu sobrinho, jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres!”

O representante da instituição de caridade: “Deixo os meus bens! À minha irmã, não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres!”

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