segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Você tem marcas que identificam a tua liderança?




Dário José

Todo líder deixará uma indelével marca à sua posteridade, positiva ou negativamente. Sua liderança resulta, em grande parte, da influência de quem o liderou e do quê o “norteou” em toda sua trajetória.

Marca é a qualidade, padrão; impressão que fica impregnada no espírito de quem lidera e nos que são liderados. Identidade é a qualidade ou os caracteres próprios e exclusivos duma pessoa.

Líder (liderança) na ótica secular

Na visão comum, o líder é aquele que lidera pessoas, influenciando-as. Aí podemos observar que há uma diferença entre o líder-chefe e o líder-guia.  O primeiro “manda” com a força do poder oriunda do cargo (função, status), o segundo “guia” através da autoridade conquistada. A influência do líder-chefe é negativa e atendida por obrigatoriedade, pois ele diz: “faça isso porque eu estou mandando!” Já o líder-guia, consegue influenciar positivamente seus liderados, tendo as suas ordens acatadas, porque diz: “façamos isso porque é necessário!”

Líder (liderança) na ótica espiritual

Na visão bíblica, o líder é uma “ovelha” escolhida do “rebanho” para servir liderando outras “ovelhas” no “rebanho”.

Eliseu e Geazi

Deus tinha escolhido Eliseu para substituir o profeta Elias no ministério profético (I Reis 19.15-21). Enquanto servia a Elias, Eliseu aprendeu a ouvir, a ponderar e a esperar, e assim, entendeu o verdadeiro significado do que era ser um profeta de Deus. Quando Elias foi levado ao Céu em um redemoinho de fogo (II Reis 2.11), chegou o tempo de Eliseu  substituí-lo. Seu ministério não foi igual ao de Elias, rápido e marcado pelo fogo, mas foi influenciador e de longo alcance, marcado pela água

Temos muito que aprender com a vida do profeta Eliseu, pois ele tinha muitas marcas: 1) a marca da escolha divina, 2)a marca da perda, 3)a marca da espera, 4)a marca da humildade, 5)a marca da submissão, 6) a marca do caráter e 7) a marca do discernimento.

Geazi teve uma oportunidade parecida, a de ser servo de Eliseu, um dos maiores profetas da história de Israel (II Reis 4.12-31). Não obstante, ter tido a maravilhosa oportunidade de estar associado intimamente a alguém tão abençoado por Deus, não a aproveitou com sabedoria esse período, como fizera Eliseu em relação a Elias. Como é doloroso entender que Geazi poderia ter aprendido tanto, ouvindo e observando, durante os anos em que trabalhou com o profeta.

Geazi, como todo mundo, tinha duas coisas: potencial e oportunidades. Mais não desenvolveu o seu potencial nem aproveitou as oportunidades. O resultado foi fracasso, infelicidade e um legado (história) de mau exemplo (II Reis 5. 20-27). Aprendemos com os erros de Geazi. Para não repeti-los!



As marcas do nosso ministério são frutos da nossa história: autentica-nos no presente, tornar-se-ão um legado no futuro...

Um comentário:

  1. Pr. Estava no dia em que fez a explanação do tema, muito bom, gostaria que tivesse aberto mais as marcas, no blog.A Deus, honra e glória. A paz Pr. Espero um dia ter aulas com senhor no curso de teologia.

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