quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Você sabe guardar segredo?



Dário José

“As três coisas mais difíceis no mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.” Benjamim Franklin [1]

José, o filho amado de Jacó, neto de Isaque e bisneto de Abraão, os três grandes patriarcas, conseguiu se sair vitorioso sobre dessas três grandes “provas” citadas acima?

Bem, José era humano como cada um de nós. Ele não conseguiu guardar “segredo” do dos sonhos proféticos que Deus lhe dera. Mas, se levarmos em consideração os três itens abaixo, será que nós não faríamos o mesmo?!
  • José com os seus irmãos viviam num ambiente que os sonhos eram valorizados, pois com certeza já tinham ouvido do pai Jacó acerca dos seus sonhos proféticos (Gênesis 28.10-17);
  • O ódio dos irmãos em relação a José não veio à tona por causa dos sonhos que ele contara, pois já era invejado por sua postura.  Mas os sonhos fez aumentar a aversão dos seus irmãos (Gênesis  37.1-36);
  • José só tinha dezessete anos. Não se pode exigir muita maturidade de um adolescente. O seu pai Jacó até o repreendeu, mas por já ser maduro, “guardava tudo que ouvira no coração” (Gênesis  37.2,10-11).


Então, podemos dizer que por inocência e simplicidade, José não “guardou segredo” dos sonhos dados por Deus. Aliás, os sonhos seriam a “marca registrada” do seu ministério. Ele só suportou todas as agruras na vida, porque acreditou no Deus que fez promessas através dos sonhos. Ele daria interpretação aos sonhos dos companheiros de prisão e de Faraó (Gênesis  40,41).

As duas últimas “provas”, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo, foram cumprida à risca pelo filho de Jacó. Na casa do pai, na casa de Potifar, no cárcere e como chanceler no Egito, José encarou todas as situações, a maioria adversas , como oportunidades dadas por Deus. Quando se deu a conhecer aos irmãos, não se vingou de todo mal que lhe fizeram, mas liberou o perdão (Gênesis  39.1,2, 20-23; 41.37-57; 45.1-15).

Alguém já disse que “aquele que aprende com os próprios erros é ser inteligente, mas o que aprende com os erros alheios sábio é”. Então, vamos aprender com a pequena “falha” de José, NUNCA contando a ninguém os “segredos” que Deus nos confiou. Vamos aprender também com seus acertos, perdoando SEMPRE a todos e aproveitando com sabedoria SEMPRE o tempo que nos é dado!

[1] Benjamim Franklin (1706-1790), calvinista, grande jornalista, diplomata, abolicionista, editor, autor, filantropo e líder da Revolução Americana.

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