quinta-feira, 28 de junho de 2012

O preço de ser diferente



Dário José

No meio dos ‘mesmos’, ser diferente!
Viver além da mediocridade,
É tornar-se, no mínimo, irreverente,
Com os que querem negociar a Verdade.

Quem não é a favor do continuísmo,
É reputado como réu.
Despe-se de qualquer favoritismo,
Troca o doce pelo fel.

Para si, quem não ergue monumentos,
Dos olhares sórdidos é desprezado!
Recusa-se a ‘viver’ tacanhos momentos,
Porém, deixa à história inestimável legado!

No meio de ‘réplicas’, ser diferente!
Dormir ao deitar a cabeça no travesseiro,
Recusando ‘propostas indecentes’,
Mesmo frágil, se agarra ao Verdadeiro!

Pequeno comentário adicional à 1º Lição (3º Trimestre 2012)



Dário José

No Mundo Tereis Aflições

Leitura Bíblica Em Classe: João 16.20,21, 25-33

Texto de Ouro: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Jo 16.33 (ARA)

Do capítulo 14 a 17, do evangelho de João, temos Jesus preparando os seus apóstolos para a sua iminente morte no Calvário, ressurreição, Ascensão aos Céus e a vinda do Outro Consolador, o Espírito Santo. Então Ele esclarece aos seus seguidores que, enquanto no mundo,  todos estavam sujeitos a aflições: adversidades, problemas, dificuldades, frustrações, doenças, provocações, calamidades, angústias, etc.

Expressões hebraicas e gregas que ajudam a compreender melhor o termo AFLIÇÃO   na Bíblia [1]:
  • oniy (hb) – aflição, pobreza, miséria (Gn 16.11;Êx 4.31); 
  • ka`ac (hb) – (ser alvo de) ira, irritação, provocação, aflição, frustração (I Sm 1.16); 
  • atsab (hb) – ferir, doer, magoar, descontentar, aborrecer, distorcer (I Cr 4.10);
  •  t^ela’ah (hb) – labuta, dificuldades, provação, cansaço (Ne 9.32); 
  • ‘aven (hb) – problema, impiedade, sofrimento (Jó 5.6); 
  • amal (hb) – dificuldade, dano, trabalho (Jó 7.3); 
  • charah(hb) – estar doente, tornar-se fraco  pela doença (Sl 77.10);
  • anah (hb) – ser afligido, ser humilhado (Sl 119.71); 
  • choliy (hb) – doença (Ec 6.20); 
  • tsarah(hb) – dificuldades, aflição, problema (Is 30.6); 
  • lachats (hb) – opressão, aflição, pressão (Is 30.20); 
  • ‘anash (hb) – estar doente, fraco, frágil (Jr 17.16); 
  • ra’ (hb) – aflição, calamidade, adversidade; coisa mau, ruim; ferida, dano; 
  • thlipsis (gr) – ato de prensar, imprensar, pressão, opressão, aflição, tribulação, angústia,   dilemas (Jo 16.33; At 7.10; II Co 6.4; Cl 1.24); 
  • kakopatheo (gr) – sofrer (suportar) males (necessidades, dificuldades); estar aflito (II Tm 4.5);
  • anagke (gr) – calamidade, aflição, situação extremamente difícil (Lc 21.23; Jo 16.21).

Há quem diga que o cristão não pode passar por sofrimentos, vicissitudes, dor ou perdas. Prefiro ficar com a Palavra de Deus!

[1] Strong, James: Léxico Hebraico, Aramaico E Grego De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil (Libronix).

Sola Scripitura!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Domingo, 1º de julho - nova Lição Bíblica da EBD



Dário José

O 3º Trimestre de 2012 da EBD, através das Lições Bíblicas (CPAD), trará o tema: "Vencendo as Aflições da Vida".

Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva
O sumário dos temas abordados será:

01 – No Mundo Tereis Aflições
02 – A Enfermidade na Vida do Crente
03 – A Morte para o Verdadeiro Cristão
04 – Superando os Traumas da Violência Social
05 – As Aflições da Viuvez
06 – A Despensa Vazia
07 – A Divisão Espiritual no Lar
08 – A Rebeldia dos Filhos
09 – A Angústia das Dívidas
10 – A Perda dos Bens Terrenos
11 – Inveja, um Grave Pecado
12 – As Dores do Abandono
13 – A Verdadeira Motivação do Crente
14 – A Vida Plena nas Aflições

Sempre as quinta-feiras, estarei publicando um comentário adicional sobre o tema da semana.

Sola Scripturas!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dinheiro - bênção ou maldição?



Por: Russell Shedd 

Paulo afirma que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1 Tm 1:10). Por que será que nenhuma sociedade escapa dos grandes males criados pelo sucesso? A resposta estaria no fato que o narcisismo acaba minando todos os valores. O servo desta preocupação com nosso bem-estar é o dinheiro que tem a força para nos captar em sua rede, ainda que de outro modo que um animal que é capaz de tirar sua própria perna para se libertar de uma armadilha. Não ignoramos que o dinheiro é um valor que pode abençoar quem recebe ou dá. Paulo escreveu em sua Segunda Carta aos Coríntios sobre a importância do dinheiro para socorrer os necessitados (capítulos 8 e 9).

Queremos entender melhor o que a Bíblia tem para nos dizer a respeito desta tão útil e perigosa ferramenta para fazer o bem como o mal.

A Bênção do Dinheiro

Quando Deus criou o homem, o abençoou e deu a ele o privilégio de dominar, mas sempre como mordomo do Senhor (Gn 1:28). Apos a queda, o desejo pelo domínio cresceu e rapidamente a humanidade se esqueceu da responsabilidade de usar as coisas materiais para a glória de Deus e para o bem de todos.

Quando Jesus ensinou que é mais abençoado dar do que receber (Atos 20:35), fica sem dizer que é necessário receber primeiro para poder dar. A fonte de tudo que recebemos é Deus. Sua generosidade se manifesta todo dia em que Ele providencia as condições para produzir produtos de toda espécie para manter a vida, além de tudo que seja útil para manter a proteção e conforto. Toda atividade econômica depende do Criador que supre as condições necessárias para realiza-la.

Deus nos criou para gozar de vida corpórea e espiritual. Posses devem sustentar a vida do corpo – casa, alimento, transporte e fornecer mil outros produtos. Os livros que comunicam a verdade eterna às nossas mentes são apenas um exemplo. Paulo refere-se à bondade de Deus ao declarar para o povo de Listra, “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria” (At 14:17). A benção de Deus sobre o mundo material, em benefício do homem, é um sinal do amor de Deus por todos. Dinheiro fornece um meio eficiente para distribuir os benefícios doados por Deus e repassar a fartura para os necessitados.

Jesus confrontou o jovem rico com a surpreendente declaração que somente vendendo tudo que tinha e dando o resultado aos pobres, teria o privilégio de ser Seu discípulo e ganhar a vida eterna (Mc 10:21). A benção seria rejeitar o amor ao dinheiro e em seu lugar alcançar um amor real pelo próximo. O sacrifício material no tempo presente garantiria a benção maior no futuro – “terás tesouro no céu”. O galardão que aguarda todos que ajuntam tesouros no céu é glorioso e seguro (aí não há ladrões, nem qualquer tipo de destruição de perda, Mt 6:20). “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (v. 21)

Fica eminentemente claro que a única maneira de mandar riqueza para o céu é usando dinheiro para beneficiar os necessitados; pode ser materialmente ou espiritualmente. Dar generosamente aos necessitados é o melhor de todos os investimentos. Seu retorno será grande e sua felicidade eterna.

A Maldição do Dinheiro

O apego aos valores materiais assedia a maioria dos homens. Possuir dinheiro e tudo que ele pode comprar dá satisfação e segurança. O desejo de adquirir mais do que necessitamos, alimenta o egoísmo natural que faz parte do mundo que a Palavra de Deus nos proíbe amar (1 João 2:15). O avarento não tem herança no reino de Deus (1 Co 6:10). “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1 Tm 6:10). Basta notar a freqüência de notícias de corrupção nos altos escalões do governo, para perceber que dinheiro é uma forte fonte de tentação.

A maldição das posses é muito sutil. Poucas pessoas reconhecem o seu perigo. A maioria pensa que ganhar mais dinheiro demonstra a benção de Deus sobre a vida. Nalguns casos é verdade. Mas, na realidade, a falta de dinheiro pode ser o caminho da benção, porque humilha, rebaixando os homens ao nível de mendigos. Tornam-se dependentes da graça de Deus, e alvos do amor dos irmãos na fé. A maldição invade nossas igrejas se não há generosidade. A prática da igreja de Jerusalém não nos incentiva a cuidar dos órfãos e viúvas, mesmo diante da declaração que “religião pura e sem mácula” é cuidar dos órfãos e viúvas (Tg 1:27). 

Um dos casos bíblicos mais impressionantes relata a conseqüência maldita da mentira de Ananias e Safira (Atos 5:1-11). Este casal crente, da igreja de Jerusalém, vendeu uma propriedade. A avareza os levou a concordar em reter uma parte do preço e oferecer a Deus o resto. Mentiram, afirmando que a quantia depositada “aos pés dos apóstolos” era o preço todo. O resultado foi a morte sumária dos dois. Por que? Não foi porque não ofereceram tudo para o Senhor, mas porque mentiram, desejando apresentar-se mais desprendidos do que na realidade foram.

Outra surpresa na Palavra é descobrir que é possível distribuir todos os bens entre os pobres sem amor (1 Co 13:3). Se assim for, não há proveito nenhum para o doador. Com isto Deus quer nos ensinar que podemos dar com motivos errados. Sacrifício material, sem amor, não agrada a Deus e não acarreta benefício algum para o doador. Seguramente muitos filantropos oferecem somas grandes para acolher aos necessitados, mas eles não recebem nenhum proveito diante do Juízo do universo. Joan Kroc, herdeira da fortuna da cadeia mundial de lanchonetes McDonald’s, doou ao Exército de Salvação de San Diego, na Califórnia, 80 milhões de dólares. No juízo final será revelado se a Sra. Kroc terá algum benefício em troca desta razoável oferta.

Conclusão

O privilégio de ser mordomos de Deus, pelo uso das riquezas deste mundo, deve nos segurar diante da tentação da avareza. A maldição do dinheiro somente se transforma em benção quando o Espírito Santo produz o seu bendito fruto em nossas vidas. Esse fruto é amor e benignidade (generosidade) (Gl 5:22). Vence-se a maldição por meio do Espírito de Cristo que cria uma vida em benefícios dos outros em lugar do narcisismo feroz. 


Dr. Russel Shedd

Publicado em www.sheddpublicacoes.com.br juntamente com outros ótimos textos do Dr. Russel Shedd.


Fonte: Genizah