sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ele é Deus, apesar de nós



Dário José

Ele é Senhor, antes de sermos escolhidos para servir.

Ele é Santo, antes de sermos purificados.

Ele é Eterno, antes de sermos criados.

Ele é Justo, antes de termos infligido suas Leis. 

Ele é Criador, antes de sermos barro.

Ele é Pai, antes de sermos adotados.

Ele é Onipotente, antes de sermos um simples zigoto. 

Ele é Perdoador, antes de sermos descendência de Adão.

Ele é Longânimo, antes de ofendermos a sua Santidade.

Ele é Galardoador, antes de termos uma carreira a correr.

Ele é Fiel, antes de adulterarmos espiritual, moral ou financeiramente.

Ele é Onipresente, antes de termos livre arbítrio.

Ele é a Fonte da Graça, antes de nos tornarmos pecadores.

Ele é Bondoso, antes de sermos seus inimigos.

Ele é Majestoso, antes de vislumbrarmos a luz do dia.

Ele é Pastor, antes de nos desgarrarmos.

Ele é Onisciente, antes de sonharmos, de planejarmos e de realizarmos.

Ele é Rei, antes de conhecermos os limites do seu Domínio.

Ele é Refúgio, antes de sermos perseguidos.

Ele é Mestre, antes de alguma coisa sabermos.

Ele é Guarda, antes de conhecermos os perigos.

Ele é Salvador, antes de entendermos o pecado.

Soli Deo Gloria!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

11 maneiras de como criar um delinquente



1 - Comece na infância a dar ao seu filho tudo que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja.

2 - Quando ele disser palavrões, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.

3 - Nunca lhe dê qualquer orientação espiritual. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e "decida por si mesmo".

4 - Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a sua responsabilidade.

5 - Discuta com frequência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6 - Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que ele terá que passar pelas mesmas dificuldades que você passou?

7 - Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.

8 - Tome o partido dele contra vizinhos, professores, amigos. (Afinal todos têm má vontade para com seu filhinho.)
Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê essa desculpa: "Nunca consegui dominá-lo."

10 - Em ocasiões onde ele estiver com amiguinhos ou com seus irmãos use e abuse das comparações que incitem disputa. Compare seu caráter, sua capacidade intelectual, e seus dotes estéticos; diga em alto e bom tom para que todos possam ouvir, ele inclusive, coisas do tipo: "Meu filho é mais inteligente, é mais bonito, é mais esperto, que os outros."

11 - Se tiver vícios, demonstrem-nos em sua presença todos os dias, assim ele vai achar tudo isto natural  e  não pesará os males que eles trarão.

Feito tudo isso, prepare-se para uma vida de desgostos. É sem dúvida seu mais que merecido destino!


Fonte: Departamento de Polícia do Texas – EUA

domingo, 12 de agosto de 2012

PAI




Dário José

Engraçado, não aprendi ainda ser pai,
É uma enorme tarefa que exige demais...
Sob o exemplo de quem me criou:
Penso que se igualar, não serei capaz,
Àquele que dos meus filhos é avô.

O pai, que segundo Deus, é sacerdote do lar,
À família, o Único Caminho deve ensinar!
Seus feitos in memorian serão gravados:
Quando os seus dias sobre a terra findar,
Não serão os bens, mas a história o maior legado.

Na verdade, me encaixo entre os pais imperfeitos,
Nessa árdua tarefa, tenho tantos defeitos...
Sei que é meu papel como cabeça do lar:
Ser exemplo de prática e não de conceitos,
À minha prole,  que a “semente” perpetuará!

Parabéns a todos os PAIS no seu DIA!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mãos



Dário José

Mãos de infantes que tudo quer tocar,
Com toques, o mundo lúdico acaricia.
Mãos de adolescentes que sempre que teclar,
Com toques, o mundo virtual aprecia.

Mãos de jovens que erguem diplomas universitários,
Tocando superficialmente o futuro distante.
Mãos de adultos que calculam os gastos e o salário,
Tocando também a testa em gesto preocupante.

Mão do pai que leva apreensivo a filha ao altar,
A 'síndrome do ninho vazio' experimentando.
Mão da mãe enxuga a lágrima prestes a rolar,
E que num misto de perda e felicidade, ri chorando.

Mãos de idosos, enrugadas e tão frágeis,
Buscando se sustentar numa bengala.
Mãos de avós, que com netinhos tão ágeis,
Em vão tentam acompanhá-los na sala.

Não sou apolítico nem político, sou cidadão que vota!




Dário José

Este é o primeiro de alguns artigos que publicarei sobre política. Quero deixar evidente que nesse post expresso minha opinião, opinião essa que sempre defendi ao longo das minhas quatro décadas e meia de vida.

Não sou apolítico, sou servidor público que sirvo aos interesses partidários, ou seja, sou cidadão votante. O apolítico é o indivíduo que tem aversão à política, não segue, não acredita, não se posiciona a nada que se relaciona com política. Também não sou Político, pois não me ocupo de política para me relacionar com a vida social de uma coletividade; não sou estadista.

Sou Cidadão que vota, pois moro em uma cidade e como indivíduo que goza dos direitos civis e políticos que o Estado me concede, aprovo ou elejo (alguém) por meio de voto, ou seja, emito o meu voto numa eleição, exprimindo a minha opinião ou manifestando o meu consentimento através da urna. (Abaixo, uma comprovação de que nunca deixei de votar nas eleições anteriores. Só não o fiz, quando residi em São Paulo de1988 a 1991, justificando o voto).
Esses comprovantes de votação datam desde de 1996, quando foi implantada as urnas eletrônicas


Estamos às vésperas das eleições municipais, quando teremos mais uma vez o direito de votar, exercendo plenamente a nossa cidadania. Bem, com toda essa liberdade democrática que temos e os cuidados da justiça brasileira, ainda há muita falta de conscientização por parte do eleitorado. No meio da nossa população, em todo o país, há ainda muitos eleitores incautos. O voto deve ser livre, consciente e secreto. Se for diferente disso, fere a democracia.

Votar Livre e Consciente.
Isso ocorre quando o eleitor consciente da sua cidadania, após analisar minuciosamente a vida dos possíveis candidatos (caráter, história, vida pregressa, etc.), suas propostas (metas, plano de governo, valores éticos, idealismo político, etc.), vai à urna sem se deixar manipular por ideias de terceiros e nem tão pouco se vender por propostas mirabolantes. 

Esse deveria ser o único tipo de voto aceitável, mas, infelizmente não é assim que acontece. Veja outras maneiras ERRADAS de votar:

Votar por Protesto.  Quem assim faz, vota por votar, pois diz que todos os candidatos são iguais. Tanto faz “escolher” a candidato um animal “famoso” de um zoológico da cidade como um comediante de programa humorístico de TV.

Votar por Manipulação. Quem assim vota, não é consciente de seu papel de cidadão e não faz bom uso da liberdade de escolha. Deixa-se levar pelos números de pesquisas, por propagandas de marqueteiros, por ideias forjadas acerca de candidatos que nem conhecem.

Votar por Procuração. A pessoa que assim age, vota em candidato que nunca viu e nem sabe sua procedência, apenas pela indicação de um parente, de um amigo ou de um vizinho.

Votar por Chantagem.  O eleitor que já recebeu alguns benefícios ou favores de candidatos sente-se reféns na época da eleição, tendo que se submeter à imoral chantagem de “dar o retorno” em forma de apoio e de voto(s).

Votar por Corporativismo. Corporativismo é o agrupamento das classes. O ato de votar dos evangélicos e/ou dos católicos pode ser corporativista, se os líderes religiosos (pastores, padres) orientarem (ou obrigarem) seus fieis a votarem em seus candidatos. Se os sindicatos da CUT e organizações correlatas (outro setor que fomenta o voto coorporativo), indicarem “Fulano de Tal” como candidato, que palavra se daria a essa ação a não ser corporativista.

Votar por Compra. É votar em troca de dinheiro, através de cabo eleitoral ou diretamente entre candidato e eleitor. Antes de ser um ato nojento, se constitui um crime.

Votar por Estética. Quem vota assim, vota simplesmente pelo visual (“ele é bonito...”, “ela tem presença de palco...”, “Ele pratica esporte, é sarado...”). Esse tipo de voto nos faz lembrar o “caçador de marajás” das Alagoas (o ex-presidente Fernando Collor).  Quem assim vota talvez faça um trocadilho entre “valores éticos” e “valores estéticos”.

Votar por Religiosidade. É votar em alguém que pertence a alguma comunidade cristã, baseado simplesmente no conceito de que “irmão vota em irmão”. Mas se esse “irmão” não tem nenhuma proposta política viável, não tem uma vida de conduta moral plausível, não tem capacidade de representar o seu segmento religioso?

Votar por Ilusão.  Aquele que assim faz, é levado pela ilusão da promessa de um cargo, de um emprego, um carro, uma casa, etc.

Votar por Tradição. É votar em um candidato que usa algum grau de parentesco para se eleger. “Vote em 'Betraninho', filho do senador Beltrano”, “vote em ‘Sperta’, esposa do deputado Sicrano”, “vote em ‘Conti Nuísta’, irmão do prefeito Fulano”…

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Quem quer ser profeta (verdadeiro)?




Dário José

O profeta sempre a crua realidade confronta,
Suas palavras são como lâminas de dois fios!
É ouvido em desconforto e como forte afronta,
Quando fere os réprobos nos seus falsos brios.

O profeta que empresta a voz a Deus no seu falar,
Explicitamente, torna-se de todos respeitado!
Não conseguindo a vontade do Altíssimo ocultar,
Como persona non grata, por muitos é reputado.

Ser odiado é a senda de todo profeta verdadeiro,
Carregando em suas entranhas o peso da verdade!
Não senta a comer gorduras de ovelhas e cordeiros,
Às mesas de reis que se mancomunam com a vaidade.

Mas há o profeta das palavras eivadas de engano,
Vaticinando futilidades que o Céu nunca inspirou.
Acreditado por quem já trocou o sagrado pelo profano,
Que rejeita o Pão e se contenta apenas com bolor!

Saul não quis ter Samuel como seu guia e profeta,
Calou a voz da sua consciência, na busca do vil afã...
Davi, porém, teve visão ampla, salutar e correta,
Permitindo a agudeza constante das palavras de Natã.