segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Igreja – uma simples definição



Dário José

O texto que segue é copiado do vídeo que você poderá assistir  abaixo (na versão original em inglês “What is the Church?”, com legendas),  trazendo uma definição simples do que é a Igreja e de como podemos servir a Deus sendo Igreja.

O Que A Igreja?

A Igreja é um edifício (prédio)?
A Igreja é o pastor (líder)?
Ou os auxiliares (cooperadores)?
A igreja é a música (corais, conjuntos, orquestras, etc.)?
A tradição (usos e costumes)?
Ou ministérios (departamentos)?

Todas essas coisas são boas, mas elas não são a Igreja!
Tire elas e a Igreja ainda existe. Por quê?
Porque você ainda está aqui. A Igreja é você!

A Igreja é você com um propósito: para amar a Deus e
amar os outros (o próximo)!

A Igreja é você com uma missão: para ligar o que não está ligado
a Cristo e junto crescer em total devoção a Ele!

A Igreja é você com um plano, um simples plano: de estar ligado a Deus com o nosso serviço; de liderar uma pequena comunidade; de viver usando os seus dons e paixões e passar (transmitir) a sua fé àqueles que não conhecem a Cristo!

Quando você e eu vivermos desta forma, todas as coisas que costumamos fazer na Igreja tornam-se coisas que fazemos como Igreja.

Deus deseja isto! O mundo precisa disto. E nós somos chamados para ser isto!

O que a Igreja? A Igreja é você!



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Com que cara vou sair hoje?




Dário José

“Aborreço a duplicidade, porém amo a tua lei” (Salmos 119.113 - grifo nosso).



“Homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1.8 - grifo nosso).


  
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos,   pecadores; e   vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.” (Tiago 4.8 - grifo nosso).



“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes” - (I Pedro 3.8 - grifo nosso)


Os textos acima discorrem sobre a pessoa que revela diferentes sentimentos, segundo o fim que mais lhe convém. Quem assim age, finge sorrisos, dissimula ódio, falsifica comportamento. Chamam-no popularmente de “duas caras”.

Mas digo que alguns têm até “várias caras”: uma de manhã, outra ao meio dia; a “cara” da tarde difere da “cara” da noite; o ânimo varia de acordo com as estações: no inverno chora, no verão sorri, no outono lamenta e na primavera canta (a ordem nem sempre é essa). Pessoa assim, um dia fala com você fazendo festa, no outro dia muda o caminho para não lhe cumprimentar, pois finge que não lhe conhece.

Quem tem duplicidade de ânimo ou ânimo dobre é alguém ambivalente, vacilante, de mente dupla, incerto, duvidoso; pessoa de interesse dividido.

Veja o que a Bíblia diz:

  • O salmista diz que devemos aborrecer (rejeitar) a duplicidade de ânimo. Isso só é possível se amarmos a Deus e a sua Palavra - Salmos 119.113;
  • O apóstolo Tiago nos diz quem tem duplicidade de ânimo sofre de“inconstância aguada”. Tal pessoa, se não buscar mudança, seu proceder será sempre incerto, variável, mudável - Tiago 1.8;
  • Tiago também nos diz que devemos nos aproximar de Deus, buscando mudança de comportamento e ações (atitudes externas – mãos) e principalmente, mudança da nossa alma   (atitudes internas – coração) - Tiago 4.8;
  • O apóstolo Pedro nos diz que, na vida cristã, só devemos praticar aquilo que é benéfico aos nossos irmãos: ter empatia pelo sofrimento alheio, sermos amigos verdadeiros, exercitarmos a misericórdia e sermos sempre humildes - I Pedro 3.8.

Ser de igual ânimo é ser de uma mesma mente, concordante. Não é ser igual a outro, pois ninguém se iguala a ninguém, mas no que concerne à convivência em comunidade (cristã ou não), todo indivíduo deve manter a firmeza de caráter, no relacionamento interpessoal: não mentir, não fingir, não dissimular, não usar de falsidade, não ser hipócrita, etc. 

Que sejamos verdadeiros uns com os outros! 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O paradoxo da esperança



Dário José

Há um dito popular que diz: "a esperança é a última que morre...” A esperança é tida como uma crença emocional que vislumbra a possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança é calcada na perseverança, pois acredita que algo é possível de acontecer, mesmo quando tudo se mostra contrário. Esta é uma explicação simples da esperança.

No Antigo Testamento há várias citações (e exemplos) daqueles que viram em Deus a Fonte de sua esperança (Salmos 39.7; 62.5; 71.5; Jeremias 17.7 etc.).

Como cristão, vivenciando o Evangelho de Cristo que pulsa dentro de mim e procurando obedecê-lo integralmente, não obstante as circunstâncias adversas, sou “capitaneado” por este Evangelho a crer na realidade da real esperança. À luz do Evangelho, como qualificaria esta esperança? Confiança no cumprimento de um desejo ou de uma expectativa.

O apóstolo Paulo diz que as principais virtudes da vida cristã formam um trio: fé, esperança e amor (I Coríntios 13.13). Então a esperança é a segunda virtude desse trio. Paulo também diz a esperança se baseia na (inteira e total) confiança em Deus (Romanos 15.13) e que Cristo é a nossa esperança (I Timóteo 1.1; Colossenses 1.27). 

Mas, há momentos na nossa vida que parece que “tudo está andando ao contrário”, mesmo que “latejem” no coração as promessas e a mente não se esqueça dos “sonhos” e “revelações proféticas”. Então, para conforto nosso Paulo nos lembra que “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência” (Romanos 4.18 – grifos nosso). Vejo isso como “o paradoxo da esperança”! E o que um paradoxo? É toda opinião contrária à comum; aquilo que é contraditório e incompatível com a realidade que se vive.

O símbolo da esperança é a âncora (Hebreus 6.17-20). A âncora só fica à mostra quando o navio navega sobre as águas tranquilas. Mas há momentos que ela fica oculta: quando o navio está parado no porto ou quando enfrenta alguma tempestade, que a melhor alternativa é lançá-la ao mar para que a embarcação não navegue à deriva. 

Haverá momentos que precisaremos “aportar” para nos “reabastecermos” e haverá momentos que enfrentaremos a força das “tempestades”, em ambos, precisaremos da “âncora”. Precisamos de esperança quando não sabemos o que iremos enfrentar e também quando estamos no meio da fúria dos ventos.

Tanto em mar calmo (no porto) como no meio dos temporais, somos testados e a nossa esperança é solidificada, robustecida, fortificada. Por isso, Paulo nos diz que a “tribulação gera perseverança, que gera experiência, que gera esperança” (Romanos 5.1). E quem tem essa esperança não vive “em confusão” (Romanos 5.5).

A verdadeira esperança atinge sua plenitude quando no meio do caos vislumbramos o cosmos, no meio da desordem enxergamos a ordem, no meio da completa aridez sentimos o cheiro de uma flor (Romanos 8.24).

É paradoxal a situação que nos confronta atualmente? Então “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hebreus 10.23 – grifos nosso).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Púlpitos e pregadores



Dário José 

“Erro no púlpito é como fogo no monte de palha.” Anônimo

A melhor maneira de desperdiçar seu púlpito é pregar seus próprios pensamentos em lugar dos pensamentos de Deus.” John Piper
John Piper

Nem a eloquência, nem a profundidade de pensamento faz um verdadeiro grande pregador. Somente uma vida de oração e meditação fará dele um vaso pronto para o uso do Mestre e próprio para ser empregado na conversão de pecadores e na edificação dos santos“.  George Müller 

George Müller

“A chama do amor do Calvário é intensa e deve causar resplendor no púlpito.” Christmas Evans
Christmas Evans

“Se existe debaixo do céu um lugar mais santo do que outro, este é o púlpito de onde o evangelho é pregado.” C. H. Spurgeon
C.H. Spurgeon

“Um homem cheio de si jamais poderá pregar verdadeiramente o Cristo que se esvaziou de si mesmo.” J. Sidlow Baxter
J. Sidlow Baxter

“O púlpito pode tornar-se uma vitrine na qual exibimos nossos talentos.” Leornard Ravenhill
Leonard Ravenhill

“Não tente demolir nada com sua pregação, a não ser o diabo, e não tente edificar nada, a não ser Jesus Cristo.” Rowland Hill
Rowland Hill

“Meu alvo principal na pregação é quebrantar o coração endurecido e curar o coração enfermo.” John Newton
John Newton

“Um pregador que não ora não pode ser chamado pregador.” E. M. Bounds
E. M. Bounds

“Prefiro ser plenamente compreendido por dez a ser admirado por dez mil.” Jonathan Edwards
Jonathan Edwards

“O falso pregador é alguém que precisa dizer algo; o verdadeiro pregador é alguém que tem algo a dizer.” John Henry Newman
John Henry Newman

“Nenhum homem deve estar em um púlpito cristão, se temer mais os homens do que a Deus.” William Still
William Still

“O pregador deve conhecer quatro coisas: sua época, sua Bíblia, seu Deus e a si mesmo.” Joseph Sizoo
Joseph Sizoo

“Há púlpitos que Jesus não prega mais, só os pregadores 'estrelas'. Há púlpitos que as 'estrelas' não pregam, mas Jesus prega.” Elinaldo Renovato
Elinaldo Renovato

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Contra fatos não há argumentos



Dário José

Abra a Bíblia de ALGUÉM, antes de ouvir sua pregação (Salmos 119.11; Tiago
 1.22-25).

Veja as “solas” dos sapatos de ALGUÉM, antes de ouvir as “histórias” de suas jornadas (Salmos 37.3,5).

Atente para os PAIS, e saberás quem são seus filhos (Provérbios 22.15; Hebreus 12.4-11).

Considere a duração do silêncio de ALGUÉM, pois verás um tolo de língua cortada ou um sábio que mantém os lábios cerrados (Provérbios 17.28; Tiago 3.1-12).

Preste atenção na fala de ALGUÉM, e saberás se o mesmo mantém ou não o hábito da leitura (Lucas 6.45; II Timóteo 3.14-17).

Observe cuidadosamente a ÁRVORE, antes de comer o fruto só pela estética (Mateus 7.17-19).

Leia primeiro o LIVRO todo, para depois entender o design da capa (Provérbios 29.20;Mateus 7.1,2;Lucas 6.37).

Pondere a quantidade de “EUS” dentro do discurso de um líder, e não precisarás contar número dos seus seguidores (Pv 27.2).

Veja como ALGUÉM se defende, e saberás o “peso” e o “alvo” de suas acusações (II Samuel 15.1-6).

Escute bem a oração pública de ALGUÉM, e saberás se o tal tem ou não a oração intimidade com Deus (Mateus  6.5-8).