quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ministério: escolha de Deus ou do homem?



Dário José


Quando o homem escolhe, sem a Deus consultar,
Ao seio da Igreja atrairá uma problemática.
Essa equivocada escolha os Céus nunca ratificará,
E o que resulta são as experiências traumáticas.

Ministério para Deus é serviço e sacerdócio,
Sendo uma escolha divina gerada na Eternidade.
Ele nunca escolherá os que vivem do ócio,
Sem histórico, sem foco e sem nenhuma atividade.

Sua escolha terá sempre esse padrão:
Ele levanta o menor entre a os “mais cotados”,
Alguém que saberá "sentir com o seu coração",
E que nunca será maior do que o seu chamado.

Para os escolhidos, Deus tem diferentes ministérios:
Uns para dar início a Obra, outros pra pregar;
Alguns ensinam, enquanto revelam os seus mistérios,
Outros foram chamados para ovelhas apascentar.

Há os que se dedicam a exortar, servindo com mansidão,
Mas há os que têm a misericórdia como exercício da alegria.
Há ainda os que repartem com liberalidade no coração,
E os que presidem com honestidade, de noite e de dia.

Nem todos foram escolhidos para o exercício da liderança,
Mas todos, do Corpo de Cristo, devem ser membros ativos.
São nutridos e alimentados da mesma fé, amor e esperança,
E se permanecerem arraigados nEle, nunca serão confundidos.

Só os escolhidos saberão aguardar o cumprimento das promessas,
Conscientes da chamada se manterão firmes e de pé.
Enquanto esperam, combaterão o bom combate sem pressa,
Terminarão a carreira em fidelidade e não abandonarão a fé.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A pregação expositiva faz a Igreja crescer saudável! E a falta dela???

Pr. Hernandes Dias Lopes

Dário José

A ausência da Mensagem ou Pregação Expositiva faz muita falta à Igreja do Senhor Jesus, pois  abre lacunas no Corpo de Cristo, traz mazelas à Noiva do Cordeiro, fomenta a mediocridade nos cultos (liturgia) e revela uma multidão de famintos do "Pão do Céu", que crescem como uma nova "geração raquítica", "definhada" (Provérbios 29.18; Oséias 4.6; II Timóteo 3.16,17). 

Para elaboração da Mensagem Expositiva, se requer tempo (meditação), preparo espiritual (oração, jejum) e intelectual (estudo minucioso); para sua exposição (pregação), se requer tempo (no púlpito), espiritualidade sadia (santificação) e poder (unção do Espírito Santo). 

Assista a este vídeo do Pr. Hernandes Dias Lopes, que baseia sua mensagem em II Timóteo 4.2, onde  ele nos confronta com a gritante realidade dos nossos dias, onde os púlpitos estão “empobrecidos” da verdadeira mensagem que gere transformação de vidas, que produza profícuos resultados nas vidas dos ouvintes a curto, médio e longo prazo.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A maioria sempre tem razão?



Dário José

Razão: capacidade mental que leva o ser humano chegar a certas conclusões baseadas em suposições (conjecturas, hipóteses) ou premissas (conclusões).

O uso da razão leva alguém a defender aquilo que entende como a verdade. Mas o que é a verdade? Aquilo que é ou existe iniludivelmente. Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. Concepção clara de uma realidade. Algo real e exato.

Verdade absoluta significa algo comprovado, empírico como a mistura do vermelho com o amarelo certamente resultará em cor laranja. E verdade relativa é racional, como afirmações que podem ser comprovadas ou não dependendo do ponto de vista de cada indivíduo.

Deus não é o homem

De Deus tem-se a Verdade Absoluta, dos homens a verdade relativa (Romanos 3.4);

Deus não se engana, o coração do homem se equivoca (I Samuel 16.7;Jeremias 17.9,10);

Deus não mente, o homem é tendencioso a falsidade (Números 23.19);

Deus não dorme, o homem até “ronca” (Salmos 121.4; Provérbios 6.9-11);

Deus não é de confusão, o homem intromete-se em balbúrdias (I Coríntios 14.33; Tiago 3.16).

A maioria sem Deus de nada vale, Deus sem a maioria é Autossuficiente! Há uma expressão proverbial, em latim, que diz “Vox populi, Vox dei”, que traduzindo seria “A voz do povo [é] a voz de Deus”. A voz do povo é simplesmente a voz da massa, porém, a voz de Deus faz toda a diferença! 

A voz de Deus é firmada nos seus Atributos Absolutos (incomunicáveis), tais como Perfeição, Eternidade, Imutabilidade, Veracidade, Onisciência, Onipresença, Onipotência, Equidade, Soberania, etc.

Exemplos negativos

Segue abaixo alguns exemplos da maioria equivocada, que por não aceitar a Verdade, “lograram êxito temporário”:

O povo e Arão.  O povo aproveitando a ausência de Moisés convenceu Arão a levantar um ídolo, trocando-o por Jeová que os libertara do Egito (Êxodo 32.1-35);

O povo e Samuel.  O povo rejeitou o governo teocrático de Deus e o seu profeta, Samuel (I Samuel 8.1-22; 10.17,23-25);

O povo e Saul. O mesmo povo que pedira um rei, agora o persuade a não cumprir a vontade de Deus (I Samuel 13.8,11;15.9,15,21,24);

O povo e Jesus (o Messias).  O povo trocou Jesus por Barrabás (Mateus 27.15-26).

Exemplos positivos

Vejamos alguns exemplos bíblicos de uma “minoria” que, por abraçar a vontade e a Verdade de Deus, sobrepujaram a maioria envolvida com sua verdade relativa:

Micaías. Nos prova que é melhor ser um solitário profeta com a mensagem de Deus, do que pertencer à maioria de bajuladores com mensagem de demônios (I Reis 18);

Sadraque, Mesaque e Abdnego. Nos confirma que é melhor serem três que entram na fornalha ardente com fé, do que ser da maioria que se curvam diante da fria idolatria (Daniel 3);

Davi. Nos ensina que é melhor ser “o menor” de funda na mão vendo Deus, do que ser a maioria com espadas, que só conseguem vê o gigante (I Samuel 17);

Noé e família. Nos adverte que é melhor serem oito que constroem uma arca, crendo no que nunca viram, do que se juntar a maioria que festejam em volta do que só conseguem “enxergar” (Gênesis 6-8);

José. Nos faz pensar que é melhor perder tudo confiando nos sonhos dados por Deus, do que ser a maioria que terão seus “ganhos” transformados em “pesadelos” (Gênesis 37; 45);

Os 12 apóstolos. Nos deixa a lição de que é melhor pertencer aos poucos que têm fome e sede de Deus, do que somar com a maioria que apenas buscam o alimento que perece (João 6.22-69).
A matemática é uma ciência exata. Dois mais dois são quatro, e isso é verdade absoluta. Mas, se digo que um mais um é igual a três, essa "minha verdade" é relativa, fruto do meu raciocínio e pode ser questionada.

Portanto, é preferível ficar com Deus, mesmo que sejamos a minoria. Devemos procurar seguir a sua Verdade, que é Absoluta e não relativa. Devemos andar nessa Verdade (João 14.6), pois só Ele é cheio de Verdade (João 1.14,17). Só a sua Verdade liberta radicalmente o homem das suas ”prisões” pessoais (João 8.32), e o leva a ser guiado pelo Espírito da Verdade (João 14.17; 15.26; 16.13). Sua Verdade nos santifica (João 17.17,19), pois quem pratica essa Verdade se aproxima da Luz (João 3.21). Para adorá-LO, só através dessa Verdade (João 4.23,24).

Lembre-se: a maioria, pouquíssimas vezes, tem razão.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Teocentrismo. O que é isso?



 Dário José

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11.36 (ARA)

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente. Amém.” Romanos 11.36 (ARC)

Vivemos na era do antropocentrismo, pois tentam colocar o homem como alvo e centro de tudo. Consequentemente, também vivenciamos a crise da transloucada tentativa de tirar de Deus a centralidade de todas as coisas. O Teocentrismo percebe, entende, reconhece, compreende, enxerga, vislumbra, aponta e ver claramente que Deus é o Centro de tudo. Deus não é "um grande", Ele é o Único em Grandeza. O Senhor não tem rival nem sucessor (Is 43.11-13).

Retrato do antropocentrismo hodierno, onde o homem procura ser o centro de tudo

O apóstolo Paulo faz uma séria advertência sobre os últimos dias, revelando-nos um quadro terrível do comportamento humano, que busca a glória para si (II Timóteo 3.1-5). Ele  aconselha-nos a se afastar de pessoas que são:

Egoístas (amantes de si mesmos) – alguém que busca seu próprio interesse;
Avarentos – alguém que ama o dinheiro;
Jactanciosos (presunçosos) – alguém pretensioso, ostentador;
Arrogantes (soberbos) – alguém que se eleva acima dos outros;
Blasfemadores (blasfemos) – alguém que fala mal, difama, injuria;
Desobedientes aos pais – alguém insubmisso aos pais;
Ingratos – alguém desprezível, mal agradecido;
Irreverentes (profanos) – alguém ímpio, mau;
Desafeiçoados (sem afeto natural) – alguém insociável;
Implacáveis (irreconciliáveis) – alguém que não se deixa persuadir, não negocia;
Caluniadores – alguém dado à calúnia, que acusa com falsidade;
Sem domínio de si (incontinentes) – alguém sem controle próprio;
Cruéis – alguém não domesticado, selvagem, feroz;
Inimigos do bem (sem amor para com os bons) – alguém que se opõe à bondade;
Traidores – alguém que entrega outro nas mãos do inimigo: sedutor;
Atrevidos (obstinados) – alguém precipitado;
Enfatuados (orgulhosos) – alguém que fica cego com o próprio orgulho;
Mais amigos dos prazeres (deleites) que amigos de Deus.

Então, o apóstolo Paulo nos diz algo estarrecedor. Ele diz que os que assim agem não são os que estão entregues ao pecado, no mundo, mas os que se dizem cristãos, pois “tendo forma (aparência) de piedade, negam, entretanto, o poder (eficácia) dessa falsa vida de santidade”. Esse é o retrato exacerbado do antropocentrismo, que permeia o “arraial dos santos” nos dias atuais.
As Escrituras Sagradas revelam Deus com o Único digno de louvor e adoração, Criador e Mantedor de todas as coisas. O Superhomem é fruto da imaginação antropocêntrica de alguém e é o alterego de quem o criou.

A Centralidade de Deus

O mesmo apóstolo, Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, em um momento de êxtase espiritual, nos brinda com uma pequena, mas profunda doxologia (hino de glorificação a Deus). Ele nos fala de cinco verdades concernente àquEle que deve ser o ÚNICO alvo da nossa adoração (Romanos 11.36):

Porque dEle – indica origem (fonte) do nosso louvor. Ele é Criador e Mantenedor de tudo (João 1.1-5, 10; Hebreus 1.1-4).  Nunca devemos esquecer que tudo o que é bom, vem dEle  (Tiago 1.17,18).

Por meio dEle – indica a intermediação do nosso louvor - Jesus. Só por meio dEle, oferecemos sacrifícios de Louvor a Deus (Hebreus 13.15).

E para Ele – indica o foco do nosso louvor. Só para Deus, e mais ninguém, seja todo o nosso louvor (Filipenses 2.5-10).

São todas as coisas – indica a extensão do nosso louvor. Tudo que realizarmos deve ser para atingirmos e alcançarmos amplamente a Ele (I Coríntios 8.6; Colossenses 1.18).

A ele, pois a glória eternamente. Amém! – indica a intensidade do nosso louvor. O grau e a elevação do nosso louvor devem ser unicamente para a glória de Deus (Isaías 42.8; I Coríntios 10.23,31).