quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A síndrome dos números



Dário José

A matemática é uma ciência exata. Mas alguns, por soberba ou e insensibilidade se esquecem disso, e em suas atitudes patológicas, no afã de querer “provar” e “ganhar” alguma coisa, maquia os números na somatória de tudo o que administra, faz e possui.


Deus é radicalmente contra isso! Mas como Ele não altera o livre arbítrio do ser humano, surge a cada dia pessoas "infectadas" com a “síndrome dos números”. 

Longe de ser alguém que goste de numerologia cabalística, quem sofre desse “mal” se realiza em exibir seu potencial, suas conquistas, suas performances, seus atributos. Outros, querendo galgar poder político, religioso e ministerial, também se apropriam dos números para manipular a grande massa de incautos.


O símbolo de mais (+) estará sempre presente, implícita ou explicitamente, nas palavras, frases e discursos de quem desenvolveu essa “doença”, pois inflaciona tudo que fala. Alguns exemplos abaixo revelam um pouco disso. Se houver semelhanças, será mera coincidência.


“Não é querendo me gabar, mas preguei ontem para MAIS de 2 mil pessoas. MAIS de cem pessoas foram batizados com Espírito Santo, MAIS de cem curados, MAIS de cem renovadas...”


“Quando assumi esse campo, havia menos de cem crentes, mas hoje pela ‘graça de Deus’, soma-se MAIS de 3 mil membros, fora os congregados...”


“Este ano eu ‘pedi a Deus’ MAIS de 200 novas conversões. E eu sei que ‘Ele’ vai cumprir isso. E o ‘Tomé’ que não acreditar vai ter que se calar...”


“Quero levantar uma oferta para a construção do templo. O Senhor me falou nessa madrugada que todos ‘devem’ contribuir e NÃO pode ser MENOS de 100 reais...”


O rei Davi, fruto da escolha direta de Deus (I Samuel 16), homem segundo coração de Deus (Atos 13.22), foi o segundo rei do reino unido de Israel. Ele reinou de 1010 a 970 a.C. Tomou Jerusalém e a tornou a capital religiosa do reino. Levou a arca para lá (II Sm 6) e organizou os serviços de adoração (I Crônicas 15-16). Ampliou o reino (II Samuel 8;10;12) e ajuntou materiais para a construção do TEMPLO (I Crônicas 22). Foi governador, guerreiro, músico e poeta. E foi um dos antepassados de Jesus (Mateus  1.1). 


Davi, um líder com toda essa “credencial”, quis um dia, por vontade própria, contar o povo. Não era a vontade de Deus que fizesse isso e ele foi tentado pelo Diabo, pois havia sido “infectado” pela “síndrome dos números”.  

Pelo seu arrependimento houve a intervenção divina, e o monarca por pouco não viu esse mal se alastrar no seu interior. Mas houve drástica conseqüência provando que Deus é radicalmente contra qualquer pensamento, ato e postura de um líder que queira loucamente “tentar” provar pelos “números” suas aptidões, suas estratégias, seu know-how, sua sabedoria (I Samuel 24.1-25;I Crônicas 21.1-27).


Tudo que acontecer de favorável na liderança de alguém, nunca resultará da força e sabedoria humana. Todo mérito, louvor, glória pertencem exclusivamente a Deus (I Coríntios 3.1-9,18-21).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Para não dizer que não falei do Natal...




Dário José

De uma festa pagã se constitui o Natal?

Com variados símbolos, comidas e bebidas,

Onde o que é mais focado é o lado comercial?

Ou é o Natal uma história mal compreendida?



Há de fato resquícios de paganismo,

Há grande ênfase no comer e no beber,

Há visão midiática voltada ao consumismo

E há “estórias” que diferem do Jesus bebê.



Então é pecado comemorarmos o Natal?

E a árvore com presentes e o Papai Noel?

E o presépio com “três” magos é normal?

E as luzes que enfeitam até arranha-céus?



O Natal aponta para a festa da Salvação,

Onde Deus, o nosso Pai, nos enviou Jesus!

O restante é secundário, sem expressão,

Sem valor e ofuscado pela Verdadeira Luz!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O mundo não acabou! Mas também não acabou...



Dário José

O mundo, conforme a profecia do calendário maia, não chegou ao seu fim. Quem ama a Palavra de Deus e a tem como única regra de conduta e fé, já sabia disso! O mundo não acabou, poderemos refletir que outras coisas também não foram exterminadas.


Não acabaram as tribulações que permeam a vida do cristão no MUNDO – João 16.33;

Não acabou a tentação das glórias do MUNDO – Mateus  4.8;

Não acabou a nossa responsabilidade de sermos luz para MUNDO– Mateus 5.14;

Não acabou a vigilância sobre os cuidados do MUNDO, que podem sufocar a Palavra – Mateus 13.22;

Não acabou a advertência do perigo de buscar ganhar o MUNDO, sob o risco da  perda da própria alma – Mateus 16.26;

Não acabou as oportunidades de se pregar o evangelho ao MUNDO – Mateus 24.14;

Não acabou o ódio do MUNDO para com que são fiéis a Deus no MUNDO – João 15.18,19;

Não acabou o cuidado de Deus de nos guardar no MUNDO – João 17.11-15.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O que está faltando ao cristianismo atual?




Dário José

“Cruz - antigo instrumento de tortura e morte, formado por duas vigas, uma atravessada na outra, em que eram pregados ou amarrados os condenados. As cruzes eram de três feitios: em forma de X (xis), ou de T (tê) maiúsculo, ou de sinal de somar (+), sendo mais longa a viga que ficava enterrada (Marcos 15.30)”.  

A crucificação era a mais cruel e ignominiosa punição, copiada pelos gregos e romanos dos fenícios. À cruz eram cravados entre os romanos, até o tempo de Constantino, o grande, os criminosos mais terríveis, particularmente os escravos mais desprezíveis, ladrões, autores e cúmplices de insurreições, e ocasionalmente nas províncias, por vontade arbitrária de governadores, também homens justos e pacíficos, e até mesmo cidadãos romanos”. [1]



O que falta ao cristianismo hoje? 

Está faltando ao Cristianismo a tual a cruz de Cristo! A cruz é um símbolo universal da fé cristã. Aí é que reside o grande problema: ela se tornou simplesmente um símbolo, uma marca, um distintivo, uma figura. Ela é peça de bijouteria para o pescoço, para o braço, para a orelha. Pode ser vista na parte  mais alta da torre de uma igreja ou sendo carregada em procissões. Pode ser vista estampada numa camiseta, pixada num muro ou sendo carregada por um ator que interprete Cristo numa peça teatral. 

Mas, todos, cristãos e não-cristãos estão entendendo o verdadeiro significado da cruz e sabem de fato porque Jesus Cristo morreu sobre ela?



Qual o verdadeiro significado da Cruz?


A cruz possui uma mensagem de poder: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (I Coríntios 1.18).


A cruz é motivo de glorificação: Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6.14).


A cruz reconcilia o homem com Deus: e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Efésios 2.16).


A cruz proporciona paz e a reconciliação de todas as coisas: “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Colossenses 1.20).


A cruz propicia o cancelamento da dívida do pecado: tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2.14). 

A cruz estabelece a vitória completa contra o diabo e seus agentes maléficos: “e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz(Colossenses 2.15).
  
Na cruz o Nosso Senhor Jesus efetuou o mais perfeito sacrifício para Deus: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gálatas 3.13).


Fujamos da imagem, do esteriótipo e mero simbolismo da cruz. Busquemos o seu real significado e valor, ou melhor, nos apropriemos de todas os benefícios provenientes da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos lembrar que, seguindo o exemplo  do nosso Mestre, devemos como seus discípulos “levar a nossa cruz”diariamente (Mateus 10.38;16.24;Lucas 14.27).



[1] Fonte: Libronix