quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"Estou cansada..."



Dário José

“(Estou) Cansada de ter que às vezes ser o que não sou para agradar as pessoas. 


“Cansada de sorrir quando sinto uma enorme vontade de chorar, chorar até extravasar ou secar minhas lágrimas, que luto para que não inunde o meu rosto, por achar que não se vale à pena.


“Cansada de fingir sentir o que não sinto e tantas vezes fingi apenas para agradar aqueles que, nunca se importaram em saber se estavam me agradando.

 
“Cansada de dizer palavras sinceras, tão sinceras que mesmo assim foram duvidadas, não acreditadas ou simplesmente jogadas no lixo ou debochadas; acima dessa sinceridade foram massacradas por certos convencimentos, esnobismo e mania de grandeza.

 
“Cansada! De ouvir e nunca ser ouvida com a mesma atenção, com a mesma paciência, na maior boa vontade que eu, quantas vezes sem que pudessem ver a tristeza que se estampava em meus olhos por achar que devia ter feito mais ou quando achava que havia fracassado em ajudar quem tanto precisava da minha ajuda; para depois ganhar um beijo, o beijo da traição da falsidade, da mediocridade, o beijo que arde e machuca.


“Cansada! De viver brincando, fazendo brotar sorrisos dos lábios das pessoas ou arrancando boas gargalhadas e ser tachada de engraçada, sempre com as mãos no coração das pessoas amenizando a suas dores, fazendo-as esquecer por um momento com esse meu jeito louco de ser o seu desespero, sua solidão, depressão e fracassos ou mesmo a dores do amor a dor da rejeição ou a dor da doença, para depois virem com palavras ásperas, duras, amargas, frias”.
Minha filha Magna ainda criança aprendendo escrever e hoje


Este texto é da minha filha Magna Elaine.  Foi postado no início da tarde de hoje, 02 de janeiro de 2013, na página do seu Facebook. Ele mexeu com a minha estrutura, me provocou uma mistura de variadas emoções. O texto me faz sentir: orgulho, tristeza, esperança, alegria, introspecção, ganho, perdas, crescimento, confrontação de erros e acertos, empatia, reciprocidade, dor n’alma, verdade, solidão, afeto, carência, caráter, altruísmo, independência, vida, lágrimas, sorrisos... Ouvir um grito, não de desespero, mas de certeza! Vi amor!

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