quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Papa renuncia o Pontificado


Foto: Quentin Fottrell
Dário José

O papa Bento XVI (o alemão Joseph Ratzinger) anunciou na última segunda-feira (11), a renúncia do seu pontificado. E nesta quinta-feira (14), pediu uma verdadeira "renovação" na Igreja Católica em uma cerimônia de despedida emocionada com padres de sua diocese em Roma. Num discurso improvisado disse: "Precisamos trabalhar para a realização do verdadeiro Concílio e para uma verdadeira renovação da Igreja", se referindo ao Concílio Vaticano II da década de 1960.

O Papa é o segundo a renunciar em 2.000 anos de Igreja Católica, o primeiro a fazer isso foi em 700 anos. Nenhuma data foi definida para o Conclave, onde se elegerá o novo Papa, mas espera-se que comece entre os dias 15 e 19 de março. Bento XVI afirmou que planeja renunciar no dia 28 de fevereiro às 19h00 GMT (16h00 de Brasília).

O papa, que tem um marcapasso no coração há dez anos e sofre com artrose, diz "não ter mais forças" para exercer a função.

Enquanto muitos procuram embasar biblicamente  a saída do Papa com o cumprimento de Apocalipse 17 e textos correlatos, ou seja,  o iminete  surgimento do anticristo (o futuro Papa?), eu procuro seguir uma outra linha de raciocínio, sem especulações infundadas.

Vejo nessa escolha do sumo pontífice de Roma  nobreza, humildade e o reconhecimento da própria fragilidade humana. Vivemos num mundo de “apego ao poder”, e isso ocorre em todas as instituições. Há pessoas que “fazem de tudo” para se perpetuarem num cargo, mesmo não tendo mais condições de levarem a frente suas obrigações. É sinal de hombridade reconhecermos o término do nosso tempo, no exercício das nossas tarefa.

Um comentário:

  1. Também acho que foi um ato de humildade desse papa. Mas permita-me fazer uma pequena correção: Bento XVI não é o segundo papa a renunciar, mas, se não me engano, é o quarto ou quinto a renunciar. E outra coisa é que a igreja Católica não tem 2000 anos, isso seria o mesmo que dizer que os apostolos eram católicos, mas ela foi criada bem depois com a aceiação do cristianismo como religião oficial de Roma por motivos mais políticos do que espirituais.

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