terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Seis sonhos e um reino – Capítulo 3



Dário José

A Família Real

Era (mais) uma vez um Camponês que se tornou Marquês. Ele, que já tivera dois sonhos sobre como o Príncipe que se tornou Rei, me procurou novamente (eu, narrador dessa estória), para contar seu um novo sonho. Para entender melhor esse capítulo, seria bom recordar os capítulos anteriores: Capítulo 1 e Capítulo 2

Bem, ele já havia me dito que tinha recebido, em parte, a interpretação do seu primeiro sonho, mas não a do segundo. Ao me procurar dessa vez, já se passara dois anos e onze meses.

Então ele me disse: “Deus me fez entender que a queda sofrida pelo então Príncipe, no primeiro sonho, tinha a ver com o ‘final’ do seu reinado. Ele sofrerá uma ‘queda’ por não saber lidar com o baú nem com o ‘segredo’ nele contido, no exercício do seu governo monárquico.

"Quanto a ferida mortal que vi no segundo sonho, no abdômen do Príncipe, Deus me concedeu o significado. Entendi que esse será o estado final do Rei: perdendo o baú do segredo, isso mostra que será incapaz de governar bem o povo; estando seminu, revela que se tornará repreensível diante do seu povo; estando magérrimo, aponta para o seu definhamento espiritual; estando sujo, faz compreender seu envolvimento com o ‘sistema corrompido’; estando ferido na pélvis, fala das traições que sofrerá por aqueles que lhes são tão próximos; estando numa carruagem velha, aponta para o seu afastamento da graça divina.”

Mais um sonho

Mas o  Marquês teve um terceiro sonho, que me contou sem delongas: “Já faz quase três anos que tive os dois primeiros sonhos. O que vi dessa vez foi também algo que muito me intrigou. Eu estava detrás de um Salão de Reuniões Litúrgicas, e, quando procurei entrar por uma porta ali existente, me deparei com o Rei deitado numa cama dormindo. Achei estranho vê-lo naquela situação e naquele lugar, que mais parecia um depósito, pois em volta da sua cama só  havia móveis e equipamentos velhos.

“Quando entrei naquela sala, mesmo sem fazer nenhum barulho, o Rei acordou e olhou para mim assustado. Estava seminu e comportava-se como alguém que tivera um grande pesadelo. Tentei acalmá-lo, pedindo que voltasse a dormir, enquanto procurei sair dali por uma outra porta que dava acesso ao Salão de Reuniões Litúrgicas. Lá, deparei-me com um grupo de vinte pessoas, aproximadamente, discutindo sobre determinado assunto sem chegarem a um consenso. Havia muitos fardos de tecidos de diversas cores, espalhados pelo chão.

“Entendi que aquela comitiva tinha pouquíssimo tempo para confeccionarem as cortinas daquele recinto de culto, pois na manhã daquele dia haveria ali uma cerimônia de grande importância. O sol já raiava e ninguém chegava a acordo algum. No meio daquele grupo, só reconheci apenas as fisionomias de duas pessoas: a de uma mulher e do seu marido. Ela era a irmã da esposa do Rei. Ambos pareciam querer ‘controlar’, sem sucesso aquela grande ‘desordem’. Acordei, mais uma vez, sem nada entender.”

O Marquês me disse que dessa vez não se limitou em compartilhar do seu sonho apenas com sua esposa, mas procurou um velho sábio ancião numa montanha próxima ao Palácio Real.

Não perca, neste mesmo Blog, a continuação de Seis Sonhos E Um Reino. Nosso próximo capitulo: O Reino Roubado.

P.S. O que será que o sábio ancião da montanha conversou com o Marquês? E o terceiro sonho do Marquês, do que se trata?

Dário José (direitos autorais reservados).

2 comentários:

  1. reflexivo...
    muuuiito reflexivo.
    Me assusta cada palavra desta "estória".
    Parabéns pastor Dário José.
    Sabia que o sr. é um ótimo escritor?
    continue e no final dará um ótimo livro de reflexão para a liderança da nossa atualidade.
    pr. Isaac Luiz

    ResponderExcluir