quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tirando tudo, o que resta?



Dário José


Tire- lhe o terno, o caro sapato e a gravata;
Tire-lhe o púlpito, o microfone e o aparato de som;
Tire-lhe as técnicas de homilética, a oratória e a dialética;
Tire-lhe as grandes “plateias” de incautos que ovacionam;
Tire-lhe os “elevados cachês” e as comodidades;
Tire-lhe a mídia, o espelho e o Photoshop;
Tire-lhe o marketing pessoal e a publicidade;
Tire-lhe a concorrida  e extensa agenda;
Tire-lhe os “tapinhas nas costas” e os “mimos”;
Tire-lhe os “banquetes reais” regados a manjares;
Tire-lhe os títulos, o status e as “supostas” benesses ministeriais...


Tire tudo isso dele, e o que restará? A voz! Ou melhor, João Batista! Esse profeta era de uma simplicidade, que quando arguido quanto à função de eminente profeta (que de fato o era), não aceitou, mas disse: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (Isaías 40.3; João 1.23).  Não disse simplesmente “Eu sou a voz”, mas “Eu sou a voz do que clama”. Quem clama é Deus! O homem é apenas instrumento seu.


Atualmente, na maioria das vezes,  muitos querem ser The Voice (A Voz), ou seja, querem ter e ser. Querem ter nome, ter vez, ter oportunidade, ter visibilidade, ter muito dinheiro, ter fama, ter sucesso ministerial. Mas também querem   ser “o cara”, ser o melhor pregador, ser o melhor cantor, ser o melhor pastor, ser o melhor professor, ser o melhor líder.


Ser a voz do que clama não é ser autônomo, mas é “ser o som que é produzido pelo ar, lançado dos pulmões na laringe do organismo humano, e modificado pelos órgãos vocais. É emitir sons que se modulam em forma de palavras ou de canto." 

Ser a voz do que clama é  gritar, clamar e reclamar sob o domínio de quem tem todo Poder. É falar o que Ele manda para o povo ouvir, não é querer "dar" ao povo o que "querem" ouvir.

É melhor ser a voz dEle clamando com autoridade nos “desertos”, do que  ser aclamado, sem Ele,  pelas massas nas “megalópolis”.

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