sábado, 22 de junho de 2013

O cristão deve ou não protestar?



Dário José

Antes de qualquer coisa, o que é protestar? Protestar é afirmar e declarar a própria vontade de maneira solene, categórica e pública, com propósito e resolução inabalável. É também reclamar contra a ilegalidade de alguma coisa. 

Não precisamos dizer quase nada sobre as manifestações publicas da população brasileira nos últimos dias, pois os meios de comunicação não falam de outra coisa.  Os que protestam, na sua a maioria jovens, se posicionam contra a o aumento das tarifas das passagens do transporte público, contra as injustiças sociais, contra os gastos exorbitantes com o evento da Copa das Confederações, contra a corrupção que grassa a nação, etc.


Há uma maioria que se manifesta com gritos e palavras de ordem, de maneira pacífica e ordeira. Mas, há uma minoria que a mídia qualifica de vândalos, pois depredam monumentos e o patrimônio público, fazendo arruaças e enfrentando a polícia, que acuada, faz uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha. 


Tais protestos já se tornaram um fenômeno nacional, visualizado também pela imprensa internacional, levando políticos a realizarem concessões, como a diminuição de tarifas em todo país. A presidenta Dilma Rousseff fez pronunciamento ontem à noite (21/06), em cadeia de rádio e TV, expondo a sua posição sobre os protestos.


O cristão pode ou não protestar?


Mas a pergunta que levantamos é: o cristão pode se participar desses protestos? Sim e não.  A resposta é sim se a sua conduta for ética, cordata e pacífica, pois afinal de contas vivemos sob um Estado democrático de direito. Obviamente, se o comportamento e postura dos servos de Deus destoam dessa realidade, a resposta é não (I Coríntios 10.31,32).

Como povo de Deus, devemos ser “inconformados” com o mundo, o sistema do mal (Romanos 12.1,2; I João 2.15-17; 5.19). Esse posicionamento não deixa de ser uma forma de protesto!  Os profetas protestaram contra pecados e problemas sociais dos seus dias, alguns até morrendo por isso (Neemias 9.26; Lucas 13.34). O Senhor Jesus também protestou (Mateus 21.12). 


Além de “crentes”, “cristãos”, “evangélicos”, também somos chamados de “protestantes”, ou seja, aqueles que protestam. Esse último título remete à Reforma Protestante, e aí nos lembramos de muitos que “protestaram” à sua época: Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, João Knox, João Huss, Jerônimo Savanarola, etc.


Deve se protestar contra atitudes, não contra pessoas nem contra seus bens. Mas, o ato de protestar não nos isenta de amar as pessoas que estão no mundo (João 3.16; Mateus 5.43-48). Aí é que estar a grande diferença, pois amar também se traduz por tratar bem, cuidar, assistir, respeitar e se necessário, se “engajar” em causas nobres. 

Depredar, destruir, infringir leis e praticar vandalismo não são  práticas saudáveis de pessoas de bem. Como verdadeiros cristãos, devemos também respeitar (honrar) todas as autoridades constituídas (Romanos 13.1-7).


8 comentários:

  1. Excelente reflexão. Parabéns.

    Que Deus continue lhe abençoando.
    Abração.

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  2. Excelente texto. Realmente não há contradição maior do que protestantes achando ruim protestar. aff

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  3. Texto um tanto incoerente e tendencioso... mas vamos lá.

    O texto que cita que não devemos nos conformar com este mundo, quer dizer que não devemos nos apegar a esta Terra... pois teremos um lar eterno zilhões de vezes melhor e sem fim com Deus! Nada tem a ver com protestar para mudar as coisas terrenas, pois sabemos que o mundo jaz no maligno e não poderemos abreviar e nem mudar o fim iminente deste planeta.

    O que me espanta, é ver cristãos preocupados mais com protestos e política, do que com o Reino e Sua Mensagem de salvação. Preferem gritar palavras de ordem, do que proclamar a Mensagem da Volta de Cristo.

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  4. Muito bom o texto. Que Deus continue lhe abençoando!!!

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  5. Excelente pergunta.minha resposta é servos do senhor não pode ser covardes PR João Barros.

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  6. Excelente texto; Quem não luta pelo futuro que quer tem que aceitar o que vier...

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  7. Interessante,no entanto quê seja por uma causa nobre, podemos e devemos, reivindicar por direitos que o cidadão precisa

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