quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI volta a ser Joseph Ratzinger



Dário José

Daqui a algumas horas, Bento XVI voltará a se chamar Joseph Alois Ratzinger, seu nome de nascimento. O 265º Papa se tornará o primeiro Papa Emérito da Igreja Católica Apostólica Romanana na Era Moderna. Hoje é dia do seu último ato público. Nesta quinta-feira (28), às 20h (16h, horário de Brasília), Bento XVI devolverá o cargo de Sumo Pontífice à  Igreja.

Fico pensando na declaração do Senhor Jesus, quando estava em Cesareia de Filipe, num  momento de  intimidade com seus apóstolos, em resposta a confissão de Pedro: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16.18 ARA). 

Com certeza Ele não estava falando de uma igreja institucionalizada, riquíssima em bens, eivada de dogmas, cheias de ícones, com catalogação e codificação de pecados, elencada de mediadores humanos, abarrotada de encíclicas e bulas papais, com penitências e indulgências. 

Ele declarou que a sua Igreja não seria uma mera organização, mas um Organismo Vivo. Essa Igreja empreenderia uma grande batalha espiritual durante a sua estadia na terra defendendo a Sã Doutrina, não fomentando batalhas (guerras) humanas, visando bens, territórios e poder temporal, e,  defendendo apenas as tradições.

Jesus conclui sua fala dizendo a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.” (Mateus 16.19 ARA).

O que vemos aqui não é a concessão e exacerbação de poder nas mãos de  alguns privilegiados em uma organização, mas pleno exercício da autoridade espiritual, através do seu Corpo, a Igreja, da qual Ele é Cabeça (Efésios 4.15; 5.23; Colossenses 1.18).

É perigosíssimo querer institucionalizar o que Deus estabeleceu como obra espiritual, e espiritualizar o que Ele simplesmente qualifica de obra humana.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tirando tudo, o que resta?



Dário José


Tire- lhe o terno, o caro sapato e a gravata;
Tire-lhe o púlpito, o microfone e o aparato de som;
Tire-lhe as técnicas de homilética, a oratória e a dialética;
Tire-lhe as grandes “plateias” de incautos que ovacionam;
Tire-lhe os “elevados cachês” e as comodidades;
Tire-lhe a mídia, o espelho e o Photoshop;
Tire-lhe o marketing pessoal e a publicidade;
Tire-lhe a concorrida  e extensa agenda;
Tire-lhe os “tapinhas nas costas” e os “mimos”;
Tire-lhe os “banquetes reais” regados a manjares;
Tire-lhe os títulos, o status e as “supostas” benesses ministeriais...


Tire tudo isso dele, e o que restará? A voz! Ou melhor, João Batista! Esse profeta era de uma simplicidade, que quando arguido quanto à função de eminente profeta (que de fato o era), não aceitou, mas disse: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (Isaías 40.3; João 1.23).  Não disse simplesmente “Eu sou a voz”, mas “Eu sou a voz do que clama”. Quem clama é Deus! O homem é apenas instrumento seu.


Atualmente, na maioria das vezes,  muitos querem ser The Voice (A Voz), ou seja, querem ter e ser. Querem ter nome, ter vez, ter oportunidade, ter visibilidade, ter muito dinheiro, ter fama, ter sucesso ministerial. Mas também querem   ser “o cara”, ser o melhor pregador, ser o melhor cantor, ser o melhor pastor, ser o melhor professor, ser o melhor líder.


Ser a voz do que clama não é ser autônomo, mas é “ser o som que é produzido pelo ar, lançado dos pulmões na laringe do organismo humano, e modificado pelos órgãos vocais. É emitir sons que se modulam em forma de palavras ou de canto." 

Ser a voz do que clama é  gritar, clamar e reclamar sob o domínio de quem tem todo Poder. É falar o que Ele manda para o povo ouvir, não é querer "dar" ao povo o que "querem" ouvir.

É melhor ser a voz dEle clamando com autoridade nos “desertos”, do que  ser aclamado, sem Ele,  pelas massas nas “megalópolis”.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Seis sonhos e um reino – Capítulo 3



Dário José

A Família Real

Era (mais) uma vez um Camponês que se tornou Marquês. Ele, que já tivera dois sonhos sobre como o Príncipe que se tornou Rei, me procurou novamente (eu, narrador dessa estória), para contar seu um novo sonho. Para entender melhor esse capítulo, seria bom recordar os capítulos anteriores: Capítulo 1 e Capítulo 2

Bem, ele já havia me dito que tinha recebido, em parte, a interpretação do seu primeiro sonho, mas não a do segundo. Ao me procurar dessa vez, já se passara dois anos e onze meses.

Então ele me disse: “Deus me fez entender que a queda sofrida pelo então Príncipe, no primeiro sonho, tinha a ver com o ‘final’ do seu reinado. Ele sofrerá uma ‘queda’ por não saber lidar com o baú nem com o ‘segredo’ nele contido, no exercício do seu governo monárquico.

"Quanto a ferida mortal que vi no segundo sonho, no abdômen do Príncipe, Deus me concedeu o significado. Entendi que esse será o estado final do Rei: perdendo o baú do segredo, isso mostra que será incapaz de governar bem o povo; estando seminu, revela que se tornará repreensível diante do seu povo; estando magérrimo, aponta para o seu definhamento espiritual; estando sujo, faz compreender seu envolvimento com o ‘sistema corrompido’; estando ferido na pélvis, fala das traições que sofrerá por aqueles que lhes são tão próximos; estando numa carruagem velha, aponta para o seu afastamento da graça divina.”

Mais um sonho

Mas o  Marquês teve um terceiro sonho, que me contou sem delongas: “Já faz quase três anos que tive os dois primeiros sonhos. O que vi dessa vez foi também algo que muito me intrigou. Eu estava detrás de um Salão de Reuniões Litúrgicas, e, quando procurei entrar por uma porta ali existente, me deparei com o Rei deitado numa cama dormindo. Achei estranho vê-lo naquela situação e naquele lugar, que mais parecia um depósito, pois em volta da sua cama só  havia móveis e equipamentos velhos.

“Quando entrei naquela sala, mesmo sem fazer nenhum barulho, o Rei acordou e olhou para mim assustado. Estava seminu e comportava-se como alguém que tivera um grande pesadelo. Tentei acalmá-lo, pedindo que voltasse a dormir, enquanto procurei sair dali por uma outra porta que dava acesso ao Salão de Reuniões Litúrgicas. Lá, deparei-me com um grupo de vinte pessoas, aproximadamente, discutindo sobre determinado assunto sem chegarem a um consenso. Havia muitos fardos de tecidos de diversas cores, espalhados pelo chão.

“Entendi que aquela comitiva tinha pouquíssimo tempo para confeccionarem as cortinas daquele recinto de culto, pois na manhã daquele dia haveria ali uma cerimônia de grande importância. O sol já raiava e ninguém chegava a acordo algum. No meio daquele grupo, só reconheci apenas as fisionomias de duas pessoas: a de uma mulher e do seu marido. Ela era a irmã da esposa do Rei. Ambos pareciam querer ‘controlar’, sem sucesso aquela grande ‘desordem’. Acordei, mais uma vez, sem nada entender.”

O Marquês me disse que dessa vez não se limitou em compartilhar do seu sonho apenas com sua esposa, mas procurou um velho sábio ancião numa montanha próxima ao Palácio Real.

Não perca, neste mesmo Blog, a continuação de Seis Sonhos E Um Reino. Nosso próximo capitulo: O Reino Roubado.

P.S. O que será que o sábio ancião da montanha conversou com o Marquês? E o terceiro sonho do Marquês, do que se trata?

Dário José (direitos autorais reservados).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Compensações...



Dário José


Compensação é um mecanismo pelo qual uma pessoa substitui uma atividade por outra a fim de satisfazer motivos frustrados. É também buscar focalizar e supervalorizar algo periférico e secundário em detrimento ao que é central e primário, por incompetência, mediocridade.

Às vezes se investe muito no invólucro, mas o conteúdo não tem nenhum valor. Eu disse “às vezes”, pois para toda regra, há exceções. Mas infelizmente há os que insistem farisaicamente tentando compensar o que lhe “falta” com o que lhe “sobra”.

Há quem invista na fisicultura do corpo, por não incrementar cultura para a sua mente. 
Há quem construa um belo e alto muro, para poder ocultar a feiúra e a pequenez da casa.  
Há quem orna bem o templo e o púlpito, pois não é ornamento da doutrina que prega.
Há quem ostente belo anel no dedo, porque não admite que foi relapso em não estudar.
Há quem exiba um belo design de capa, ao editar livro com conteúdo nada palatável.
Há quem apresente simplicidade estética, para ocultar a vileza e a arrogância do seu interior.
Há quem se afogue no muito falar, pois vive no deserto da inércia e da preguiça.
Há quem finja extrema santidade, “montando” álibi para prática contumaz de pecados.


Busquemos viver em sinceridade, pois mais cedo ou mais a verdade virá à tona. E toda “casca” de fingimento cairá, revelando o oco cerne de toda farsa montada.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A árvore



Dário José 

Era apenas uma pequena semente, 
Que num solo simples foi plantada. 
Brotou e cresceu naturalmente!
Por sua singeleza, nem era notada.


Mesmo oriunda de um broto pequeno, 
Suas raízes e caule tiveram aumento.
Por ter “nascido” num fértil terreno,
Impossível foi deter seu incremento.


De uma planta sem nenhuma significação, 
Passou a exteriorizar uma rara beleza.
De frágil, tornou-se caule de expressão,
Exprimindo valor dentro da verde natureza.


Mas essa árvore começou a se orgulhar, 
Em empáfia “cresceu” além da sua altura.
Seu “autoconceito” passou a aumentar,
Perdendo-se na ufania da sua loucura.


Essa árvore agora se esquecendo do Criador, 
Escapa-lhe da memória quem lhe fez brotar.
Não lembrando mais do seu Fiel Cultivador,
Por ser frondosa e grande passa a se estribar.


Quem dependia da sua sombra ficará descoberto, 
Quem do seu fruto comia sofrerá de inanição,
Quem se aninhava nos seus galhos ficará sem “teto”,
Quem só nela se apoiava, tombará com ela ao chão.


Certamente essa árvore do seu orgulho morrerá, 
Sendo ferida por lâmina fria de rijo machado.
Se não se arrepender em tempo, ruína sofrerá,
Pois o dia da sua grande queda já está marcado.







segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

As três vias das relações interpessoais


Ilustração: W.H. Marcetson
Dário José

Relações interpessoais são todos os contatos mantidos entre pessoas. As relações interpessoais ocorrem nos âmbitos familiar, educacional, social, institucional e profissional. Se as relações interpessoais são boas e saudáveis, resultarão em harmonia, paz, avanço, progressos, etc. Mas, havendo incompatibilidade, atritos, conflitos, o resultado final será estagnação, agressão ou alienação.


Nas relações interpessoais são evidenciadas as maneiras e os modos como tratamos todos os indivíduos a nossa volta. Imaginemos que toda a nossa vida transcorra numa ESTRADA e as demais pessoas que percorram essa mesma ESTRADA serão alvos do nosso tratamento. Ora, só há três maneiras de lidarmos com os “companheiros de viagem” e “transeuntes” dessa ESTRADA: pela via acidental, pela via marginal ou pela via direta.


Você se lembra do bom samaritano? Bem, Jesus dialogando com certo intérprete da lei, quando de maneira capciosa fora indagado acerca da vida eterna, conta-lhe uma parábola mostrando o valor do amor ao próximo e de como a prática ou não desse amor é identificada nos tratamentos que dispensamos às pessoas na ESTRADA da vida (Lucas 10.25-37). Vamos às "Vias":


Via Acidental. É o tratamento casual, fortuito, imprevisto, pois não é essencial nem é importante. O “sacerdote” (o líder da intermediação entre Deus e o homem e do sacrifício), que descia para Jericó “casualmente”, no grego, traduz-se “por acaso, acidentalmente”, não deu nenhuma importância ao seu próximo caído e ferido. Os escrúpulos religiosos e o egoísmo exacerbado o impedia de fazer o bem (Lucas 10.30,31).


Via Marginal. Como o vocábulo já expressa, esse é o tratamento feito à margem. É anormal e divergente. O “levita” (o líder da liturgia, dos cânticos e dos diversos serviços do tabernáculo e/ou do templo), no seu encontro “acidental” com o seu próximo espancado, em atitude semelhante a do sacerdote, também passou de largo (Lucas 10.32).


Via Direta. É o tratamento direito, franco, claro, sem rodeios e subterfúgios. É o relacionamento da empatia, da autoidentificação com o próximo. É olhar nos olhos, é o face a face. Essa foi a maneira de agir do terceiro personagem da parábolade Jesus:

“Certo samaritano, que seguia o seu caminho” também se encontrou com o moribundo. No grego, “certo” é o mesmo que “alguém, uma certa pessoa”, sem se revelar títulos, históricos, performances, atribuições. Esse “certo alguém” se aproximou do semimorto, o observou minuciosamente e teve compaixão dele (Lucas 10.33). E o que ele fez mais? Leia o restante do texto e confira (Lucas 10.34-36).


Jesus finaliza seu ensino dizendo ao intérprete da lei: “Vai e procede tu de igual modo” (Lucas 10.37).


Qual desses três tratamentos dispensamos às pessoas que estão próximas de nós na nossa ESTRADA da vida?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Papa renuncia o Pontificado


Foto: Quentin Fottrell
Dário José

O papa Bento XVI (o alemão Joseph Ratzinger) anunciou na última segunda-feira (11), a renúncia do seu pontificado. E nesta quinta-feira (14), pediu uma verdadeira "renovação" na Igreja Católica em uma cerimônia de despedida emocionada com padres de sua diocese em Roma. Num discurso improvisado disse: "Precisamos trabalhar para a realização do verdadeiro Concílio e para uma verdadeira renovação da Igreja", se referindo ao Concílio Vaticano II da década de 1960.

O Papa é o segundo a renunciar em 2.000 anos de Igreja Católica, o primeiro a fazer isso foi em 700 anos. Nenhuma data foi definida para o Conclave, onde se elegerá o novo Papa, mas espera-se que comece entre os dias 15 e 19 de março. Bento XVI afirmou que planeja renunciar no dia 28 de fevereiro às 19h00 GMT (16h00 de Brasília).

O papa, que tem um marcapasso no coração há dez anos e sofre com artrose, diz "não ter mais forças" para exercer a função.

Enquanto muitos procuram embasar biblicamente  a saída do Papa com o cumprimento de Apocalipse 17 e textos correlatos, ou seja,  o iminete  surgimento do anticristo (o futuro Papa?), eu procuro seguir uma outra linha de raciocínio, sem especulações infundadas.

Vejo nessa escolha do sumo pontífice de Roma  nobreza, humildade e o reconhecimento da própria fragilidade humana. Vivemos num mundo de “apego ao poder”, e isso ocorre em todas as instituições. Há pessoas que “fazem de tudo” para se perpetuarem num cargo, mesmo não tendo mais condições de levarem a frente suas obrigações. É sinal de hombridade reconhecermos o término do nosso tempo, no exercício das nossas tarefa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Seis sonhos e um reino – Capítulo 2


Dário José

Uma Ferida Mortal


Era uma vez, um simples Camponês que continuava morando numa casa simples, distante do Palácio Real.

Ele me procurou mais uma vez, com ar de preocupado, para contar o segundo sonho que teve: “Me encontrava, caminhado estrada afora, quando de repente vi o Príncipe, o mesmo do sonho anterior, vindo em direção oposta a minha. 

“A cena que vi era o oposto da primeira, pois o Príncipe estava conduzindo uma carruagem muito velha, caindo aos pedaços. Mas não havia mais baú e nem tampouco o segredo nele contido. A imagem do Príncipe era terrível: estava seminu, muito magro, sujo e tinha uma perfuração de punhal no lado direito do corpo, na altura do abdômen, próximo a pelve. 

“O Príncipe quando me viu, parou a carruagem e olhou profundamente nos meus olhos, mas não disse nenhuma só palavra. Entretanto, o seu olhar suplicava por ajuda. Corri ao seu encontro buscando socorrê-lo, mas me senti impotente diante daquela situação. Enquanto me preocupava em saber o que deveria fazer para ajudá-lo, mais uma vez, acordei”. 

O Camponês me disse também que contou o segundo sonho à esposa, mas, como ambos continuavam sem nada entender, resolveu não contar a mais ninguém. Inclusive, o próprio Príncipe, figura central dos seus sonhos, deveria ser poupado dessas informações, pois tinham a forte sensação que tal relato não seria bem recebido por ele. Só eu, seu confidente, gozo do privilégio de ouvir os seus “sonhos proféticos”.
 
Dois anos depois...


Dois anos se passaram, e devido à abdicação do Rei anterior, o Príncipe recebeu a coroa real sobre a sua cabeça. E o Camponês? Bem, não me pergunte como (sou apenas o narrador dessa estória), mas o Camponês tornou-se Marquês e passou a residir em uma casa, menos simples, nas proximidades do Palácio Real. 


Passando algum tempo, o agora Marquês, recebeu como por iluminação divina a interpretação parcial do primeiro sonho que tivera com o antigo Príncipe. Então, ele me procurou e relatou a sua “descoberta”:


“Meditando, a sós com Deus em minha casa, entendi com clareza que a insígnia real que vi bordada na veste, do lado esquerdo do peito do então Príncipe, era a sua ascensão ao trono, como de fato aconteceu. E o baú cheio de segredo, fala da condição, da função e da responsabilidade que a monarca precisa para governar o povo, sob os auspícios de Deus.  


“Sobre a queda que ele sofreu, deixando à mostra o segredo do baú, não me veio nenhuma interpretação até o momento. E isso tem me deixado aflito. E sobre o segundo sonho, também não tenho nenhuma explicação plausível, principalmente a ferida mortal no abdômen do Príncipe. Talvez um dia eu tenha a interpretação...”



Não perca, neste mesmo Blog, a continuação de Seis Sonhos E Um Reino. Nosso próximo capitulo: A Família Real.



P.S. Será que o Marquês terá a interpretação da “queda do Príncipe” do primeiro sonho? E o segundo sonho? Será que ele chegará a alguma elucidação?



Dário José (direitos autorais reservados).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Seis sonhos e um reino – Capítulo 1




Dário José

O Baú do Segredo

Era uma vez, numa casa simples e distante do Palácio Real, um simples Camponês que teve um sonho nada simples, que o deixou preocupado. 

Ele me procurou (eu, narrador dessa estória), e contou o que agora repasso a vocês leitores. Disse ele: “Eu via no meu sonho um Príncipe e representante da Corte Real, na praça central da maior cidade daquele Reino carregando apressadamente um pesado baú. Ele tinha a insígnia real bordada na veste,  do lado esquerdo do peito. 

"Quando me aproximei do Príncipe para cumprimentá-lo, pois o conhecia bem, fui  tratado com desprezo. Ao dar alguns passos decepcionado com a atitude daquele que tinha como amigo, escutei um barulho estranho e, ao me virar para ver o que acontecera, o contemplei caído no chão. Havia tropeçado numa pedra e o baú estava ao seu  lado, aberto. Fiquei apreensivo, pois o baú agora aberto, revelava todo o segredo que aquele Príncipe carregava. 

"Imediatamente, corri em sua direção e prestei-lhe socorro, ajudando a colocar todo o segredo de volta dentro do baú, antes que aparecesse algum ladrão para roubá-lo Não trocamos nenhuma palavra, mas percebi que o Príncipe vivenciava um misto de alegria e vergonha. Alegria por ter sido ajudado, vergonha porque quem o ajudara, havia sido alvo do seu desprezo há alguns segundos atrás. Afastamo-nos, seguindo os nossos próprios caminhos”.

O Camponês me disse que acordou atordoado, e sem nada entender, permaneceu até o galo cantar “remoendo” o sonho. E de manhã, já na mesa ao lado da sua esposa tomando a primeira refeição do dia, contou-lhe o sonho, mas ela também não entendeu nada.

Não perca, neste mesmo Blog, a continuação de Seis Sonhos E Um Reino. Nosso próximo capitulo: Uma Ferida Mortal.


P.S. Essa estória pode se confundir com uma história real? Estando no campo dos sonhos, tornar-se-ia uma realidade?


Dário José (direitos autorais reservados).