domingo, 31 de março de 2013

A exuberância agride!



Dário José 

O que é agressivo na exuberância são os excessos,
E o que choca é o exibicionismo sem nenhum nexo.
O exuberante só tem de superioridade o complexo,
Pois sua insensatez é de deixar qualquer um perplexo!


A exuberância fere frontalmente a real humildade:
É querer ter por exibição, e não ter por necessidade.
Quem se exibe com bens e status, revela crueldade,
Pois enxerga os demais como desprovidos de capacidade.


O exuberante é incapaz de pesar os efeitos das suas atitudes,
Pelo contrário, tem sua farta ostentação como virtude.
Nunca saberá a diferença de prosperidade e vicissitudes,
Pois criou um “mundo próprio” que o engana e o ilude.


O exuberante anda na contra mão de Jesus e dos seus ensinos,
Tudo que empreende e executa, não tem perspectiva de destino.
Por pensar, agir, desejar, “brincar” e sonhar sempre como menino,
“Presenteará” aos seus “pais” a herança dos seus desatinos.

terça-feira, 26 de março de 2013

Dessemelhanças!



Dário José

Quantas “cadeiras” que mais parecem tronos!
Mas há um Trono que não cabe em cadeiras.

Quanto esforço na tentativa de se perpetuar “poderes voláteis”!
Mas há o Poder que não tem como impedir a sua existência.

Quantas mentiras maquiadas de verdades!
Mas há a Verdade que não veste disfarces.

Quantos usam de “manobras” para se elevarem em cargos!
Mas há a escolha divina que destrói qualquer trama.

Quantas mensagens são vociferadas por “grandes” pregadores!
Mas há a grande mensagem, que só é proferida pela “voz do deserto”.

Quantos “templos” cheios de pessoas tão vazias de Deus!
Mas há gente tão plena de Deus que não cabem no mundo.

Quantos, que enquanto vivem, buscam esculpir seus próprios monumentos!
Mas há aquele a quem Deus “entalha” como legado para as futuras gerações.

Quantos que tentam “de tudo” para serem o que a vocação lhes negou!
Mas há os que sem esforço algum, por graça divina, autodidatismo exala.

Quantas casas são tão repletas de riquezas que não cabem nelas sentimentos!
Mas só há de fato um “lar” se o amor for seu alicerce, suas vigas e sua cobertura.

Quantos, que com medo de perder a “zona de conforto”, negociam valores!
Mas há e sempre haverá “desconforto”  para quem mantém firme o seu caráter.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Há coisas que o cristão deve mostrar e outras que deve ocultar?



Dário José

Não estou falando das vestimentas que deve ou não o cristão usar, apesar de entender que esse assunto mereça um post futuramente. Também não estou discorrendo sobre a propagação ou ocultação de escândalos no meio evangélico, nem tampouco quero trazer à baila o bom ou o mau uso da internet e das redes sociais por parte daqueles que se dizem servos de Deus. A pergunta que faço no título deste post reflete sobre o testemunho externo e interno dos verdadeiros seguidores de Jesus.


O que deve ser exposto 

O Senhor Jesus nos ensina que há valores cristãos que DEVEM ser MOSTRADOS, pois eles refletem a ação do Espírito Santo em nós (Gálatas 5.16,22-25), servindo de testemunho para o mundo e promovendo a glorificação de Deus através do nosso exemplo, pois são ações  julgadas por pessoas. Esses valores têm a ver com o que somos em Deus!

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;
nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Mateus 5.13-16


 O que não deve ser exposto

O Senhor Jesus também nos ensina que há outros valores cristãos que NÃO DEVEM ser MOSTRADOS.  Esses valores refletem o que somos diante de Deus. Mesmo sendo ações que se evidenciam externamente, o seu verdadeiro julgamento só poderá ser feito pelo Pai, em secreto. Esses valores têm a ver com o que fazemos em Deus!

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

"Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita;
para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
 
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 

"Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,
com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Mateus 6. 2-4,6,16-18


Há quem tente fazer uma “troca” nos valores acima citados, propagando diante de todas as suas contribuições, orações e jejuns, mas ocultando (apagando) o brilho da própria “luz” e perdendo o “sabor” como “sal” (virtudes, caráter, graça), diante dos homens.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Seis sonhos e um reino – Capítulo 4

 
 Dário José

O Reino Roubado

Você se lembra do Camponês que se tornou Marquês? (Se não lembra ou não leu os posts anteriores, é só clicar e conferir: Capítulo 1, Capítulo 2, Capítulo 3). Bem, o Marquês que já me confidenciou três dos seus primeiros sonhos que tivera com o Príncipe que se tornara Rei, já havendo passado seis meses, tornou a me procurar para contar seu quarto sonho.

Sempre que me procura para contar mais um sonho, ele traz a interpretação do sonho anterior. Dessa vez, ele estava mais preocupado do que das vezes anteriores. Passou algum tempo em silêncio olhando para o chão, de repente de endireitou, olhou para mim e falou: “Não sei o porquê de Deus me mostrar todas ‘essas coisas’ em sonhos. Também não sei por que as interpretações só me vêem ao entendimento tempos depois. Tive um novo sonho, mas gostaria de falar primeiro da interpretação do meu sonho anterior.

“As cenas que vi no meu terceiro sonho, o do Salão de Reuniões Litúrgicas, Deus me fez compreender o seu significado. O Rei sozinho deitado e dormindo numa cama, fala da sua solidão na liderança e da sua demência espiritual em governar; estando seminu, mostra que ele se tornou repreensível diante do seu povo; o lugar (atrás do Salão Litúrgico), que mais parecia um depósito com móveis e equipamentos velhos, reflete a desorganização do seu reino; o seu sono ‘leve’ e a maneira assustada que acordou, aponta para as suas noites de ‘pesadelos’ em que reflete sobre seus próprios erros.

“A cena que vi ao me afastar do Rei e entrar no Salão de Reuniões Litúrgicas, foi a de um grupo de aproximadamente vinte pessoas entre fardos de tecidos coloridos, espalhados pelo chão, discutindo sem chegarem a um consenso, tendo pouquíssimo tempo para prepararem as cortinas daquele Salão, pois o sol já raiava. A irmã da esposa do Rei e o seu marido, que queriam ‘controlar’ aquela ‘desordem’, foram as únicas pessoas que reconheci no sonho.

“A interpretação dessa cena é a seguinte: esse grupo é a Família Real ‘envolvida’ em várias áreas do Reino, representada pelas cores dos tecidos; a discussão sem se chegar a um acordo reflete a desunião dessa família que ‘luta’ pelo poder; a noite já chegando ao seu fim, aponta para as ‘dificuldades’ geradas pela Família Real (estando o Rei ‘dormindo’), mas que há esperança no novo dia que está chegando; a eminência  da irmã da esposa do Rei e a do seu marido no sonho, reflete a influência (negativa) que esse casal exerce sobre o Rei.

“Procurei um velho sábio ancião que morava numa montanha próxima ao Palácio Real e confidenciei-lhes os três primeiros sonhos. Perguntei-lhe se deveria contar ao Rei. Ele olhou para mim, ponderou, ponderou e finalmente respondeu: ‘Se você não tem juízo, conte-lhe esses sonhos. Mas, se quiser preservar a sua vida e a da sua família, mantenha a boca fechada...”

Um quarto sonho

Após trazer a interpretação do sonho anterior e falar da conversa que teve com o sábio ancião, o Marquês me contou o seu quarto sonho: “Estávamos indo com o Rei, eu e outros marqueses, em várias carruagens, a um condado bem distante do Palácio Real, junto ao Mar do Norte. Eu entendia no sonho que o Rei estava indo buscar doações concedidas por um nobre conde daquelas terras: mesas, cadeiras, armários, papiros, penas e tintas para escrita.. Eu estava na segunda carruagem, atrás da Carruagem Real, que quem conduzia era o próprio Rei e éramos seguidos por outras carruagens. O interessante e intrigante é que só a Carruagem Real era puxada por cavalos e as demais carruagens estavam atreladas a ela.

“Era noite e havia chovido muito, pois havia no ar o frescor da umidade que vinha da grama e das folhas das árvores. Ao mesmo tempo em que enfrentávamos dificuldades na nossa jornada, por conta dos buracos da estrada, de vez enquanto vislumbrávamos a beleza da lua refletida nas poças de água.

”Percebi que o Rei estava muito preocupado, apreensivo e com pressa de chegar. Eu me sentia muito angustiado, pois sabia que nas carruagens em que estávamos indo, não teríamos condições de transportar todas as doações do conde. Mas, tanto eu como os demais marqueses não ousávamos falar nada ao Rei, visto quê estava obstinado em empreender aquela viagem. Todos nós sabíamos que quando agia assim, era impossível dissuadi-lo.

“Percebi também que na ‘Carruagem Real’, estava sentado um ‘Bobo da Corte’, que com suas ‘estripulias’ e ‘bobagens’ prejudicava a concentração do Rei, que estava muito suado e com as rédeas dos cavalos nas mãos. Com autoridade pedi ao “Bobo” que deixasse o Rei em paz e, inexplicavelmente, ele desapareceu. Ao sairmos da longa floresta e chegarmos finalmente ao nosso destino, percebemos que não havia móveis nem os objetos que tínhamos ido buscar. O Rei, com as mãos na cabeça e desesperado, andava de um lado para o outro na frente da bela casa, que ficava com vistas para o Mar do Norte. Mas o conde nem mais ninguém estavam nos esperando. Mais uma vez, sem nada entender, acordei.”

Não perca, neste mesmo Blog, a continuação de Seis Sonhos E Um Reino. Nosso próximo capitulo: O Livro Perdido.

P.S. Qual a interpretação que o Marquês terá desse quarto sonho? E “O livro Perdido”? Qual será o conteúdo do quinto sonho do Marquês?

Dário José (direitos autorais reservados).

terça-feira, 19 de março de 2013

O orgulho pode ser um precipício?





Dário José

Vamos começar este post fazendo uma pergunta: existe orgulho positivo e orgulho negativo?

Antes de responder a pergunta, vamos divagar um pouco em volta do tema com outras perguntas: ver a bandeira americana (em alguma cena) de praticamente todos os filmes feitos nos EUA é orgulho patriótico? Os pais que se orgulham do filho que passou no vestibular ou que ganhou medalha numa competição esportiva, esse seu sentimento é positivo ou negativo? E os ativistas que tremulam seus estandartes multicores estão certos ou equivocados do seu orgulho gay?Adesivos grudados em carros com seguintes os dizeres: “Orgulho de ser católico”, “Orgulho de ser evangélico”, “Orgulho de ser espírita”, etc., fazem ou não sentido?


Diferenciando o positivo do negativo

O orgulho negativo. É orgulho demasiado, que é o conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo, acompanhado de desprezo pelos outros. É o que soa como altivez, amor-próprio exagerado, empáfia, bazófia, soberba, ufania. É o orgulho que é excessivo e pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, cujo oposto é a humildade.

Quem desenvolve esse sentimento e atitude negativa, tem como característica não se submeter a ninguém, não aceitar estar errado, não encarar os fatos.  Considerado pelo catolicismo como um dos sete pecados capitais, o orgulho é um sentimento de satisfação por alguma coisa, algum fato ou alguma qualidade.

O orgulho positivo. Sendo um sentimento interior, mas que externamos pelas atitudes e pelas palavras, o orgulho pode ser usada de maneira sábia e ponderada, tornando-se uma virtude. Quando nos valorizamos a nós mesmos, nem mais nem menos, mas de maneira justa naquilo que somos e naquilo fazemos, isso é bom e até importante para manter a auto-estima saudável, e estimula o crescimento pessoal. Quem assim age, tanto valoriza a si próprio como as demais pessoas. É o amor próprio, pois só podemos amar o próximo se amarmos a nós mesmos (Deuteronômio 6.4,5; Marcos 12.30,31). Esse orgulho não é contrário a humildade, mas caminha paralelamente com ela.

O orgulho não trabalhado e não vigiado, gera frustrações a arrependimentos futuros, pois leva o indivíduo a um mundo de imaginação e prepotência sem fim.

“O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprios; o dos grandes em nunca falar de si.” Voltaire

“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.” Agostinho

“O orgulho devora a si mesmo.” William Shakespeare


O orgulho à luz da Bíblia

A pessoa orgulhosa, que se vê sábia aos próprios olhos (Provérbios 3.7), está prestes a “cair” num “precipício” e “morrer”. Vejamos algumas referências sobre o orgulho negativo e nocivo:

“Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca;  porque o Senhor é o Deus da sabedoria  e pesa todos os feitos na balança.” II Samuel 2.3
 
“Olhar altivo e coração orgulhoso, a lâmpada dos perversos, são pecado.” Provérbios 21.

“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” Romanos 12.16 

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;” I Timóteo 6.17

“Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.”

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,” I Pedro 5.5,6

Que Deus nos ajude a vigiarmos os nossos sentimentos constantemente. Se não tivermos capacidade de detectarmos o que está dentro de nós, peçamos a sua ajuda como fez o rei Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139.23,24).

segunda-feira, 18 de março de 2013

Uma Abordagem Bíblica Sobre A Velhice




Dário José

Todos passam pela juventude, mas ninguém permanece na juventude. Todos nós, potencialmente, chegaremos à velhice. Este gracioso poema do sábio Salomão (Eclesiastes 12.1-8) nos confronta com detalhes terríveis da velhice, que "letamente" nos aproxima à morte.

“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;” (v.1)
O texto acima nos alerta que devemos focar o Criador e não olhar para as vaidades terrenas (as coisas que passam). Lembrar de Deus aqui não é simplesmente ter imaginações acerca dEle, mas é deixar de lado a nossa pretensão à autosuficiência, entregando-nos a Ele. Nesses textos abaixo Salomão discorre sobre os males e a realidade da velhice. A cadência da própria idade avançada gera pensamentos e palavras de saudade: “Não tenho, nos meus dias de velhice, nenhum prazer” (v. 1).


“antes que se escureçam o sol, a lua e as estrelas do esplendor da tua vida, e tornem a vir as nuvens depois do aguaceiro; “(v.2) 
O versículo 2 nos leva a perceber a “frieza” do inverno e a persistência da chuva, que oculta a luz solar transformando o dia em penumbra e a noite em densas trevas. Metaforicamente falando, com a idade avançada, as “luzes” da vida humana vão se apagando paulatinamente.

“no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas, e cessarem os teus moedores da boca, por já serem poucos, e se escurecerem os teus olhos nas janelas; 
“e os teus lábios, quais portas da rua, se fecharem; no dia em que não puderes falar em alta voz, te levantares à voz das aves, e todas as harmonias, filhas da música, te diminuírem;” (vv.3,4) 
No texto acima (versículos 3 e 4),  não é mais a noite, nem a tempestade ou o inverno que se vislumbra, mas uma grande “casa” que desmorona. O quadro é rico de metáforas (braços, pernas, dentes humanos e assim por diante). A “casa” decadente revela a fragilidade peculiar da idade avançada, quando a pessoa já não se sente mais parte integrante do mundo a sua volta.

“como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça; (v.5) 
Aqui vemos alguém idoso com medo de cair, por não ter mais firmeza e andar devagar. A metáfora do cabelo branco é vivamente sugerida pela amendoeira que fica com as flores brancas no inverno. Ugafanhoto é muito leve, mas essa metáfora retrata que para uma pessoa idosa, qualquer coisa leve torna-se um “peso”. A expressão “perecer o apetite” pode ser tra­duzida por “acabar o desejo”. A “casa  eterna” aponta para o final de tudo, e Salomão, conclui essa parte do texto confrontando o ser humano com a realidade da cerimônia do seu iminente funeral.

“antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,” (v.6)
Nesse versículo (6), temos a estrutura do corpo humano, que tanto tem beleza como fragilidade. O homem é uma obra de arte feita por Deus, mas ao mesmo tempo é tão frágil como um vaso de barro, que pode se quebrar a qualquer momento.

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (v.7)
 A nossa vida não nos per­tence. O corpo morrerá e voltará aos seus elementos primitivos no solo terrestre, o fôlego da vida (a parte imaterial), retorna para Deus.

“Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.” (v.8) 
No versículo 8, com a expressão com“ vai­dade de vaidade” , Salomão finaliza declarando  que o homem na sua “busca” durante a sua existência, terminará com na velhice sem poder “reter” nada do que acumulou, pois nada que lhe foi oferecido “debaixo do sol” não lhe pertence de fato.

Todos (com exceções) chegaremos à velhice! Na realidade, você está envelhecendo agora.  Iremos ao estágio da vida quando já não haverá mais a capacidade de recuperação da juventude ou a perspectiva de uma compensação.

Lembra-te do teu Criador hoje, nesse instante, pois você ao terminar de ler este post agora, já está alguns segundos mais velho!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam Franciscum! Temos Papa Francisco!



Dário José


Hoje (13/03/2013), a visível fumaça branca na chaminé do Vaticano e o audível som das badaladas de sinos, às 19h06 horário local (15h05 Brasília), indicavam que os 115 cardeais reunidos na Capela Sistina, haviam elegido, depois de cinco votações e dois dias de conclave, o sucessor de Bento XVI. 

O novo chefe da Igreja Católica, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, apareceu na sacada diante da Praça de São Pedro, como Papa Francisco I, nome que escolheu se chamar. Das suas primeiras palavras como Papa, eis a frase abaixo:

"O objetivo do conclave foi nomear o bispo de Roma. Mas parece que meus irmãos, os cardeais percorreu todo o caminho para o fim do mundo. Agradeço por seu bem-vindo."

O que observamos com tudo isso é a busca da perpetuação e a hegermonia do poder e da força, que a igreja institucionalizada ainda tenta manter. 

A Igreja do Deus Vivo, cujo Sumo Pastor é o Cristo (I Timóteo 3.15; Hebreus 13.20; I Pedro 2.25; 5.4; Efésios 4.15; 5.23; Colossenses 1.18), nunca precisará de conclaves, fumaça branca, anel, paramentos. O Único Mediador dessa Igreja é o Senhor Jesus (I Timóteo 2.5).