segunda-feira, 22 de julho de 2013

Se curve a quem é maior!



Dário José

Deus é maior do que o seu Reino,
O seu Reino é maior do que a Igreja,
A Igreja é maior do que concílios, convenções, sínodos e denominações.


Deus é maior do que a fé,
A fé genuína é maior do que as religiões,
A Verdadeira Religião é maior do que conceitos, rituais, preceitos e dogmas.


Deus é maior do que a História,
A História é maior do que os homens,
Os homens são maiores do que as coisas, bens materiais e propriedades.


Deus é maior do que o seu Trono,
O seu Trono é maior do que os anjos,
Os anjos são maiores do que os homens e outras criaturas.


Deus é maior do que a sua escolha,
A sua escolha é maior do que o escolhido,
O escolhido é maior do que as circunstâncias que permeiam a caminhada.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Descansando Em Deus



Foto: Nathan Wirth
Dário José

Descanso em Deus: 
Apesar da negritude da “noite”,
Que agride a alma como açoite...
Descanso, pois um novo “dia” nascerá,
Ele é fiel e isso me faz sossegar!


Descanso nas suas promessas: 
Não obstante vislumbrar o caos,
E o gargalhar de homens maus...
Descanso, porque Ele tem o controle,
Quando tudo parece um “descontrole”!


Descanso na sua Palavra: 
Mesmo com conspirações não aleatórias,
Objetivando cessar minha trajetória...
Descanso, pois Ele é Escudo de defesa,
Um Alto Retiro, uma Fortaleza!


Descanso na sua provisão: 
Ainda que “coisas” me venham faltar,
Que “amigos” sua amizade possa negar!
Descanso, porque Ele sempre é didático,
Dor e alegria me trazem ensino prático.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Há grande diferença entre o sorriso e o silêncio



Dário José

“Quem quiser vencer na vida deve fazer como os seus sábios: mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios.” Dinamor

O ato de sorrir pode manifestar um sentimento de benevolência, simpatia ou de ironia. Há sorrisos verdadeiros, honestos e espontâneos, mas há sorrisos falsos e “amarelos”.

O sorriso pode atestar uma alegria que vai além do simples contentamento. Pode refletir júbilo, prazer, regozijo, divertimento, festa ante aos acontecimentos felizes.

“Os homens de poucas palavras são os melhores.” William Shakespeare
 
O silêncio, por sua vez, é a ausência completa de ruídos. Abstenção voluntária de falar, de pronunciar qualquer palavra ou som, de escrever, de manifestar os seus pensamentos.


O silêncio às vezes dói, grita, incomoda. Muitos dizem “quem cala, consente”, mas isso nem sempre é verdade. Calar pode ser ato de sabedoria, prudência, maturidade.


Há o silêncio da conivência, mas há o da prudência. Há quem cale por covardia, há quem nada diga ponderando as coisas.


Preciso ainda aprender a “domar” a minha alma pela Palavra: sorrir com a alegria da salvação e a silenciar quando confrontado (Salmos 119.11; 100; Filipenses 4.4; Mateus 11.28-30; Isaías 53.7).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Seis sonhos e um reino – Epílogo



Dário José

Depois de termos lido as narrativas dos seis capítulos: O Baú dos Segredos, Uma Ferida Mortal, A Família Real, O Reino Roubado, O Livro Perdido, O Reino Invadido, traremos agora um Epílogo de toda a estória.

Eu (narrador dessa estória) e o Marquês continuávamos sentados à sombra do velho carvalho, enquanto o sol se despedia do dia, deixando no céu um belo quadro, com pinceladas de branco, laranja, amarelo e azul. Ele tinha exposto a interpretação do seu quinto sonho e, em seguida me contou o último. Tinha se emocionado muito. Compreendi que se sentia aliviado por ter alguém para contar tão fortes revelações.

Decifrando o sexto sonho

O Marques levantou-se mais uma vez, olhou para mim e disse: “Tenho duas ‘coisas’ que ainda quero lhe compartilhar. A primeira coisa é a interpretação do sexto sonho que Deus já colocou no meu espírito e, a segunda ‘coisa’, tem a ver com o monarca que governou antes do Rei atual.

“No sonho anterior, eu me encontrava na Casa de Banhos do Palácio Real, onde escutava um barulho estranho que vinha do outro lado da parede. Eram seis homens vestidos com mantos brancos, tendo símbolos de feitiçaria pendurados no pescoço, braços, pés e recitavam ‘estranhas orações’. Um deles se destacava como líder, pois tinha turbante na cabeça e lançava ‘libações’ em todo o recinto. Todos tinham trejeitos femininos e me olhavam com sarcasmo, raiva e desprezo.

“O Espírito de Deus me fez entender que tudo aquilo se tratava de uma ‘invasão silenciosa e sorrateira” do mal, que se instalava dentro de todo o Reino, a partir da Casa de Banhos, o recinto mais íntimo do Palácio Real. Não era uma invasão de exércitos inimigos declarados, com soldados, cavalos e armas, mas uma infiltração perniciosa disfarçada de espiritualidade. Com roupas brancas, ‘eles’ querem mostrar pureza. Com símbolos dependurados no pescoço, mãos e pés, ‘eles’ querem apresentar ‘religiosidade’ no falar, no trabalhar e no agir.

“Suas ‘orações estranhas’ e suas ‘libações’ apontam para um falso culto. ‘Eles’ têm um ‘líder’ à frente dos seus rituais, revelando que há uma ‘operação de engano organizada’ e em atividade. Seus trejeitos femininos aludem à prática do homossexualismo, que tende a grassar veladamente em todo o Reino. Os seus olhares de sarcasmo, raiva e desprezo revelam o ódio que nutrem pelos que se opõem as suas práticas.

“A angústia, repulsa e indignação que eu sentia ao ver todo aquele descalabro reflete nitidamente o que Deus incutiu na minha personalidade de cristão: não aceitar o mal. A reação contrária e de ‘descaso’ do Rei ao contemplar a mesma cena sem nada fazer, tem a ver com as duas palavras que ressoaram na minha mente quando acordara desse sonho: ‘comprometimento’ e ‘permissibilidade’. Em outras palavras, o Rei estava tão ‘envolvido’ com o ‘sistema’ e com a ‘burocracia palaciana’ que lhe faltava discernimento, levando-o a abrigar ‘feiticeiros zombadores e carnais’, achando que eram ‘flecheiros benfeitores e espirituais’. O Reino havia sido invadido! Quem poderá expulsar a ‘operação do engano’, que com certeza trará tantos malefícios ao Palácio Real e a todo o Reino? Quem?”

Epílogo

O Marquês se aproximou da sua cavalgadura, conferiu os arreios e, com um rápido salto montou o animal que se impulsionou para sair, mas foi freado bruscamente por um firme puxar das rédeas. O Marquês olhou novamente para mim e disse: “Caro amigo, tenho total confiança em ti, ao ponto de lhe segredar todos esses sonhos com suas interpretações. Poderei voltar aqui, para revê-lo, mas não mais para lhe contar sonhos e elucidar seus significados.

“Mas há uma segunda ‘coisa’ que eu disse que queria compartilhar contigo, nobre amigo. É sobre o monarca que governou antes. Cinco anos antes dos seis sonhos com o atual Rei, Deus também me revelou outros quatro sonhos, com o Rei antecessor. Eu o denominei o primeiro sonho de A Escolha, o segundo de O Projeto, o terceiro, O Exercício e o quarto de A Dieta. Esses sonhos, porém, Deus não me permite contá-los...” 

Enquanto o Marquês se afastava em seu cavalo, pensativo entrei em casa. Sob a luz da lâmpada, sentei na escrivaninha, peguei tinta, papel e pena para escrever essas últimas linhas sobre Seis Sonhos E Um Reino.

Bem, concluímos de fato a narrativa dos seis sonhos do Marquês. Obrigado por sua excelente companhia! 

Dário José (direitos autorais reservados).