terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Podemos julgar as profecias?

Dário José

Neste post queremos discorreracerca do julgamento que podemos ou não fazer às profecias.

"Profecias" quase a meia noite

Antes de analisarmos o tema, gostaria de contar um fato que me ocorreu no sábado passado, dia 27, neste último mês do ano.  Após regressar, às 23h15min, de um casamento, deixei esposa e filha em casa. Ao me retirar para guardar o veículo, ofereci carona a “certo obreiro” que se dirigia a uma vigília de oração em um templo próximo. O tal "obreiro" mal sentou no banco do carona,  começou a “profetizar”. O transcurso não durou mais de 2 minutos, mas foi tempo suficiente para que o "obreiro" destilasse outras frases “proféticas”. Eu, que apenas ouvia tudo, antes de parar o carro e o deixar em frente ao templo,  lhe disse duas coisas: “Meu companheiro, saiba que a responsabilidade maior é  a sua sobre o que falou, do que minha, pois apenas escutei (...) Saiba também que tudo que me “falam”, independente de quem quer que seja, anoto em uma agenda pessoal para uma posterior análise...[*]”.

[*] Tenho uma agenda, onde desde 1987 faço minhas anotações: sonhos,
profecias e fatos que circundam minha vida e ministério. Esses registros
servem para futuras análises à luz da Palavra de Deus. (Fotos: Magna Elaine)

As profecias podem ser julgadas?

Há quem diga, citando isoladamente o texto do evangelho segundo Mateus, 7.1,2, que não podemos julgar nada e nem ninguém: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (grifos nosso).

Mas no citado texto acima, o Senhor Jesus está acusando aqueles que fazem juízo temerário (julgamento precipitado e hipotético), pois ninguém deve incorrer no erro de “condenar” sem ter antes  provas reais dos fatos. Cristo não está criticando o julgamento, mas a “forma errada” de se julgar.

Mas é o Senhor mesmo que diz, também, segundo o relato do evangelho de João: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça (João 7.24 – grifos nosso). Aqui o Senhor Jesus está indicando a “forma certa” de se exercer um julgamento ou se fazer uma análise acurada de fatos.

Há áreas, segundo a Bíblia, que estamos autorizados a exercer julgamentos: 1) julgar a nos mesmos (I Coríntios 11.28-32; II Coríntios 10.12), 2) julgar a própria família (I Timóteo 3.4,5), 3) julgar, na condição de líder, questões eclesiais (Mateus 18.15-20; I Coríntios 5.12,13; 6.2,3), 4) julgar erros doutrinários (Romanos 16.17,18), 5) julgar as profecias nos cultos (I Coríntios 14.26-33).

Em resposta a pergunta já feita acima, não só podemos, mas devemos julgar as profecias! Julgar é o mesmo que discernir. É uma obrigação cristã analisar (discernir) todas as profecias. Foi Paulo, que com autoridade apostólica escreveu: “... falem dois ou três [profetas], e os outros julguem(I Coríntios 14.29 – grifos nosso).

João, outro escritor neotestamentário, também investido de autoridade apostólica, nos diz: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (I João 4.1 – grifos nossos).

Quando uma profecia é contrária à Palavra de Deus?

Quando serve para “determinar” decisões que é de responsabilidade individual. Tais “profecias” se parecem mais com “vaticínios” de horóscopo, onde alguém busca “resposta” para obter um casamento, abrir um negócio, empreender uma viagem, etc.

Quando serve para “sentenciar” doenças, infortúnios e morte a outrem, às vezes por puro revanchismo. Isto conflitua-se com o triplo objetivo da profecia: “edificar, exortar e consolar” (I Coríntios 14.3).

Quando serve, sob coerção ou incentivo, para “afirmar” o que o Espírito de Deus não falou: “O ‘Espírito Santo revelou’ algo tremendo ao meu coração agora... Então, eu profetizo... olhe para o seu irmão e profetize também...”.

Quando serve para expor a “empolgação” do portador do dom, exagerando ou dizendo o que Deus de fato não revelou (II Samuel 7.1-17).

Então, vamos desprezar as profecias? Vejamos o que o apóstolo Paulo nos diz: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom” (II Tessalonicenses 5.19-21). O Paulo que incentiva a não “desprezar” é o mesmo que lembra a necessidade de “julgar” (examinar) as profecias.

Portanto, ouça todas as profecias e se possível, anote-as. Mas, nunca deixe de analisá-las (prová-las) à luz da Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras (Hebreus 4.12,13).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

“Porque cães não vivem tanto quanto as pessoas?”

Dário José

O texto que você lerá abaixo, só será bem entendido por quem possui ou já possuiu algum animal de estimação, principalmente um cão. O texto, que circula na internet, é de autor desconhecido.


“Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa, e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.

“Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e me ofereci para proceder a eutanásia para o velho cão em sua casa. Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.

“No dia seguinte, eu senti o familiar "aperto na garganta" enquanto a família de Belker o rodeava. Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão.

“Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos. Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, saltou, ‘Eu sei por quê. ’ Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.

“Ele disse:

—‘As pessoas nascem para que possa aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo?’

“E o garoto de quatro anos continuou...

— ‘Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar aqui por tanto tempo. ’ “


Autor desconhecido

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trivialidade ou essencialidade




Dário José

Precisamos definir nossas escolhas:
Optamos pelas terrenas trivialidades
Ou buscamos do Alto a essencialidade?
Se escolhermos o trivial...
Oh, como teremos uma vida fútil!
Mas, se optarmos pelo essencial,
Nossa existência não terá sido inútil.

Precisamos manter firme a nossa fé:
Seremos traídos pelo “vinho”, com seu aroma e cor
Ou beberemos água insípida, inodora e incolor?
Se os “finos manjares” nos contaminar,
Em Babilônia não seremos preservados.
Mas, se nos “legumes” buscarmos nossa dieta alimentar,
Deixaremos às gerações futuras, história e legado.

Precisamos saber a quem servimos:
Ao Deus Altíssimo, que “mora” na Eternidade
Ou aos deuses da fama, da ganância ou da imoralidade?
“Covas” profundas os inimigos vão sempre preparar,
Só não podem proibir nossa vida de oração.
Mas, se “tramas” conspiratórias não soubermos evitar,
Nosso Deus Altíssimo nos socorre com salvação!

Precisamos de discernimento espiritual:
Buscaremos respostas no “caldeirão” do paganismo sumério,
Ou em Jeová, que aos seus sempre revela os mistérios?
A vida de trivialidades aproxima o homem do mal,
Tornando-o insensível e levando-o agir como ateu.
Mas, só o Criador sabe rebaixá-lo a condição de um animal,
Até que reconheça que Ele está vivo e que é Deus!

Precisamos repensar nossa jornada:
Macularemos nossa biografia optando pelas trivialidades
Ou buscaremos em Deus a essência da nossa santidade?
Em “Babilônia”, o mal nos perseguirá desde a juventude,
E, na velhice, ainda seremos duramente tentados.
Mas, pesando Deus nossos pensamentos, palavras e atitudes,
Em “balança fiel”, seremos por Ele no fim, de fato aprovados?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O barco e a imaginação

Ilustração: Javier Cordero Fernadez
Dário José

- Ei! Vai viajar conosco?

- ‘Conosco’? Pra onde?

- Algum lugar...

- Mas neste pouco d’água? Com um barco pequeno?

- Como pouca água?! Você está cego, estamos no porto e diante do grande mar...

- Cego, eu? Que porto? Que mar?

- Você não tem imaginação?

- Tenho... Mas... Qual é sua rota? Seu destino?

- Já falei, use a imaginação meu caro! Tudo se torna possível com imaginação.

- Mas você está sozinho. Não precisaria de um barco maior? De uma tripulação?

- Não precisamos de nada do mundo real, improvisamos tudo. Imaginação, lembra?

- Ah! Imaginação... Entendi...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Tem gente brincando de ser pastor?

Dário José

Entendo e reconheço que, sendo descendentes de Adão, todos nós herdamos a suscetibilidade ao pecado e às tentações. O apóstolo Paulo nos fala de uma luta pessoal constante, dia após dias, dentro de cada um de nós (Romanos 7.14-24). Por isso somos aconselhados a vigiar e orar, pois a “carne” sempre será fraca (Mateus 26.41).

Hoje, porém, ao ouvirmos (eu e minha esposa) em aconselhamento pastoral, certa “ovelha”, me convenci que tem gente brincando de pecar, tornando-se “agente duplo”, ou melhor, “agente” de tentação. Tem “lobo” brincando de ser “pastor” (Atos 20.29).

Ouvimos o que não gostaríamos de nunca ouvir, pois quem “deveria” amar, cuidar, proteger, livrar, alimentar tal “ovelha”, está tentando, de todos os meios, destruí-la. Enquanto compartilhava do sofrimento da “ovelha”, me indignava por dentro e minhas entranhas se contraiam.

Há quem brinque de ser “pastor”, porque há quem “brinque” de ministério. E essa “brincadeira” existe pelas razões mais estapafúrdias que alguém possa imaginar. Brinca-se com coisas sérias (I Timóteo 3.6; 5.22).

Você que está lendo este post agora poderá até está pensando: “só ouviu a ‘ovelha’ e já está fazendo um juízo temerário (precipitado), sem procurar o tal ‘pastor’ e ouvir sua ‘versão’ dos fatos”.

Há uma frase bem conhecida de todos que diz: “contra fatos não há argumentos”, não é verdade? Pois é, a tal “ovelha” não titubeou em meio a argumentos sofríveis e “montados’, mas “apresentou” fatos impossíveis de serem recusados como “provas” cabais em qualquer tribunal. E Fatos são acontecimentos reais, não ficcionais.

Aconselhamos a “ovelha” a agir conforme a Palavra de Deus e nos comprometemos em ajudar em oração. Mas confesso que minha alma ficou sacudida por tristeza, repulsa, angústia, insatisfação (...)


Então, ao digitar estas linhas finais, lembro-me que essa “ovelha” não é “propriedade” de nenhum pastor terreno, mas do Sumo Pastor Jesus (João 10.11; Hebreus 13.17; II Pedro 2.25; 5.4). Que, sendo apascentada por um pastor, o tal tem que exercer seu pastorado em conformidade com as prerrogativas bíblicas, sendo exemplo para as ovelhas (II Pedro 5.1-4). 

Lembro-me também do “ai” que Jesus profere acerca dos que fazem tropeçar (em armadilhas e ciladas) aqueles que crêem nEle, tornando-se promotor de escândalo, cujo futuro, se não houver arrependimento, será o inferno (Mateus 18.6-9).

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

As imagens falam a verdade?

Dário José

Não somos o que pensamos de nós mesmos, pois o que pensamos pode ser fruto de uma “leitura” distorcida do nosso próprio coração adoecido e inflado pelo egoísmo (Jeremias 17.5,9,10). Tampouco, somos o que as outras pessoas possam dizer de nós, pois se por um ângulo, podemos ser alvo de antipatias, juízos temerários (precipitados), calúnias, preconceitos (Mateus 7.1,2), por outro ângulo, podemos ser vistos pela “imagem falsa que montamos” de nós mesmos, na tentativa de mantermos a reputação que “teatralizamos” (Mateus 6.2,5,16; 23.27). Mas, o que somos realmente é o que Deus sabe ao nosso respeito. E Ele sabe tudo (Salmos 139; Lucas 16.15; Apocalipse 3.15)!

Quando exponho a imagem do que realmente sou interiormente, poderei até ser julgado pelo que não sou. Mesmo sofrendo pela censura que fazem de mim externamente, repousará na minha alma a tranquilidade de estar sob o olhar daquEle que perscruta tudo e sabe quem realmente sou (I Coríntios 3.1-5).

Quando a imagem de quem realmente sou revela pecados, e é flagrada e exposta a todos, a atitude mais nobre e sensata é confessar diante dos homens e de Deus, alcançando sua misericórdia, mesmo tendo que sofrer as consequências dos próprios atos (II Samuel 12.1-13;Salmos 51.1-4). Mas, se  tentar “trabalhar a minha desgastada imagem”, buscando provar o improvável, corro risco de ser rejeitado pelo Senhor (I Samuel 15.10-31).

Para os fariseus da sua época e para os que tentam viver uma vida “farisaica” (de mentiras travestidas de verdade) em nossos dias, veja o que diz nosso Senhor:

“Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus.  Lucas 16.15  (ARA, grifos nosso).

Conforme o texto acima, quem tenta "maquiar" a verdade e justificar a si mesmo, SEMPRE reputa como elevado (gr) hupselos, aquilo que, na opinião pública,  é visto como alto, eminente, exaltado, e, impelido pelo  “espírito farisaico” busca tudo que tem sinal de poder e influência, pois na ambição da sua mente, coisas superiores geram honras e riquezas. Essa ambição por status (manter a posição, o nome, a condição financeira, etc) leva muitos a tentar justificar o injustificável.

Quem age assim, não consegue enxergar que essa sua atitude é abominação (gr) bdelugma, diante de Deus. E abominação diante do Todo-Poderoso é uma coisa suja, horrível, detestável, que tem afinidade com ídolos e idolatria.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O tripé da profecia, segundo a Bíblia

Dário José

À luz da Palavra de Deus, o que se configura como profecia? Qual é o crivo bíblico que devemos usar para nos certificarmos se uma profecia é realmente de Deus?

O tripé da profecia

Tripé é mesmo que tripeça, ou seja, aparelho portátil firmado sobre três pés que podem ser ajustados, que dar sustentação e equilíbrio a tudo que esteja sobre ele. Mas a palavra tripé poderá ter outra acepção, como no sentido figurado, que significa um conjunto de três coisas, unidas entre si com uma ou mais características afins.

Na sua primeira Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo elenca as três grandes virtudes da vida cristã, que são valiosas e permanentes: “... a fé, a esperança e o amor...” (I Coríntios 13.13). Essas três virtudes formam um tripé. Uma dessas virtudes complementa as outras e não podem ser vivenciadas separadamente.

Deus, conforme as Escrituras Sagradas, fala aos seus servos através de profecias ou palavra profética.  As profecias oriundas de Deus (conteúdo e/ou mensagem), sempre se firmam num “tripé” e tem o propósito precípuo de edificar, exortar e consolar, como podemos observar no texto bíblico abaixo:
      
            “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.”
                                             I Coríntios 14.3 (versão Almeida Revista e Atualizada – grifos nosso)


Edificar é construir através de um processo lento o caráter cristão, conforme o caráter de Cristo (Efésios 4.11-14; Mateus 16.18; Atos 20.32; I Coríntios 14.12; Judas 20,21, etc). Construir vem de oikodome (no grego). É construir promovendo o crescimento de outrem em sabedoria cristã, piedade, felicidade, santidade.

Exortar é admoestar, advertir, aconselhar, avisar, animar; apontar falhas, mas encorajando para o arrependimento (Romanos 12.8; II Timóteo 4.2; Tito 2.15; I Pedro 2.11). O verbo “exortar”, que corresponde a parakaleo (no grego), não tem o sentido de “repreender”.

Consolar é despertar e proporcionar paz. Do grego paramuthia tem a ver com discurso feito com o propósito de persuadir, ou de despertar e estimular, ou de acalmar e confortar (João 11.19; I Tessalonicense 2.12; 5.14). 

Diante da verdadeira profecia, quando Deus traz uma mensagem de edificação, nos firmamos; quando nos exorta, aceitamos; quando nos consola, acalmamos. Ele não fala para gerar medo, perturbação ou dúvidas, pois não é “Deus de confusão" (I Coríntios 14.33).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Todo vício traz malefícios?

Dário José

O escritor brasileiro Luiz Fernando Veríssimo publicou uma curiosa pesquisa sobre vícios. Na sua análise, a maioria das coisas que começa com “C” são as que viciam. Vício é coisa séria, pois traz muito malefícios ao ser humano. 

Luiz Fernando Veríssimo
Aproveitando as informações de Veríssimo, cataloguei e acrescentei outros vícios.Os vícios são vários e todos os seres humanos têm tendências variadas, para desenvolver esse ou aquele vício. 

O que temos abaixo não é a catalogação completa de todos os vícios, mas é apenas uma amostragem, já que listamos os que apenas começam com a letra “C”.


Viciados em alimentos: cachaça, cerveja, champagne, Coca-Cola, caipirinha, chopp, café, cappuccino, chá, chimarrão, chocolate, chiclete, cachorro-quente, catchup, churro, churrasco, coxinha, creme de leite, etc.

Viciados em jogos: corridas de cavalos, cartas ou carteado, cassinos, cara ou coroa, casa de apostas, crapô (ou crapot), etc.

Viciados em atividades: criminalidade, cadeias, cachorros (animal de estimação), corrida (fazer  cooper), ciclismo, clicar (zapear com controle remoto), etc.

Viciados em substâncias: cafeína, cigarro (nicotina), charuto, comprimidos, cocaína, crack, cannabis sativa (maconha), cacto mexicano (ópio ou narcótico), cola (de sapateiro); cloreto de sódio (alimentos com sal), cana (derivados como açúcar e álcool), cacau (chocolate), etc.

Viciados em emoções: culpa, complexo de inferioridade e superioridade, ciúmes (de tudo e de todos); colo, carinho e cafuné (carência afetiva contínua), etc.

Viciados em pessoas: codependência, copular (prática do sexo excessiva), celebridades (tietagem, fã clubes, etc), crítica (falar ou fofocar, o tempo todo, dos outros), etc.

Viciados no comportamento: cama, cadeiras (preguiçosos), clube esportivo (times do coração), cultura (hábito excessivo de leitura e outros), compras, cartões de créditos, crediários, calçados (principalmente as mulheres), culto ao corpo (tatuagens, piercings, fisiculturismo), conectar-se a computadores e celulares (o tempo todo e em todo lugar), canções,cinema (cinéfilos), carros, chupeta, etc.

Um conhecido ditado popular alerta que “tudo demais é veneno”. O vício, por ser um hábito repetitivo, pode causar algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Já disse com propriedade o psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung “Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo”.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por que optar pela verdade nos torna descartáveis?

Dário José

Falar a verdade afeta, negativamente, ouvidos que são íntimos de línguas mentirosas. Quem “não quer” ouvir a verdade é gente cheia de melindres, que vive de falsa aparência e que são subservientes; gente que se aninha na mediocridade, que querem apenas o ego massageado; gente que prefere “amigos” convenientes dizendo apenas o que “querem” e “precisam” ouvir...

Defender a verdade é se opor  a todas as formas de mentira. Há a mentira pronunciada, que acrescenta ou elimina das frases a verdade. Há mentira praticada, ações que contradizem o que está escondido no coração. Há mentira suavizada, quando por meio de sofismas, engana com dolo e logro.

Buscar viver pela verdade é se tornar uma afronta em forma de pessoa. Com certeza isso afeta aos falsários, aos fingidos, aos simulados e aos dissimuladores da verdade. Desconcentra aos que ocultam, encobrem, disfarçam, imitam, aparentam ser o que não são. Desestabiliza os que são falazes, contadores de “estórias” e meros pabulosos.

Ninguém é dono da verdade. Ninguém é perfeito. Ninguém está isento de cometer erros, de falhar, de fracassar... Por isso que a  jornada dos que optam em seguir a Verdade (João 14.6) é difícil, pois os impelem a três coisas: 1)autonegação do eu, 2)autossujeição a cruz de cada dia, 3)automotivação em seguir o Mestre Jesus (Mateus 16.24). Quem O segue tem a necessidade urgente de fugir da mentira, de rejeitar o engano, de abandonar a falsidade, de se livrar da hipocrisia.

Escolher andar na Verdade, rejeitando a mentira, torna-se uma jornada árdua, solitária, sofrida... Mas é gloriosa, feliz e prazerosa no nosso espírito, pois retém a nossa mente a nítida certeza de que se aliar a verdade é se aproximar de Deus (Romanos 3.4; II Coríntios 13.8; Filipenses 4.8), e,  se aliar a mentira, infelizmente é se unir ao diabo (João 8.44).

Se aliar à Verdade é ter poucos amigos. É ter oportunidades raramente franqueadas, ter os próprios valores desprezados, ser presença indesejada. Mesmo assim, vale à pena! Oh, Como produz um gozo incomparável persistir em caminhar, lutar, suspirar, trabalhar e sonhar pela e com a Verdade (João 15.10,11; Romanos 15.13; I Pedro 4.12-16)!

Triste é ver os “íntimos e escravos da mentira”, sendo aceitáveis, recomendáveis, elogiáveis. Estes aparentam ser o que não é. Seus sorrisos são falsos, sua fidelidade é fingida, seu amor é só de palavras, seus elogios são lisonjeiros, sua pregação é prática e técnica teológica, sua “prosperidade” é fruto de barganha, seus projetos são meramente humanos, sua aparente “estabilidade” é resultado da adequação ao “sistema”.

É melhor se aliar à Verdade, mesmo se tornando descartável. Só os que são libertos pela Verdade (João 8.32), vivem na Verdade. Estes procuram pregar o que vive, têm o mesmo discurso na ausência e na presença, reconhecem suas próprias limitações e confessam a Deus os próprios pecados.


sábado, 20 de setembro de 2014

Quanto vale meu voto?

Dário José

Diante de tanto descrédito à política, no meu país varonil,
Há quem pergunte: “Quanto vale seu voto, nobre eleitor?”
Do Oiapoque ao Chuí, as respostas diferem em todo Brasil,
Conforme a oferta e a procura, “camaleões mudam de cor”.

A nossa política tem sido manchada por lamaçais de corrupção,
Muitos dos eleitos governam pela cartilha do “jeitinho brasileiro”.
Há políticos sérios, mas formam um pequeno grupo: a exceção,
Os demais quase sempre aparecem na mídia desviando dinheiro!

Há quem barganhe com votos, vendendo junto seus valores,
Até negociam, sem o consentimento das ovelhas, “sua igreja”!
Perdem os brios, tornando-se presa de políticos corruptores,
E quem não apoiar seu candidato, terá a “cabeça na bandeja”.

Voto como ser social que entende e percebe as necessidades humanas,
Voto como cristão que sabe diferenciar o José político e o político José,
Posso votar sem estar preso a cabrestos ou a religiosidade cega e insana,
Posso votar livre de currais eleitoreiros, de tradições e sem negar minha fé!

Meu voto vale mais que abraços, sorrisos fartos e apertos de mãos,
Não me iludem performáticos políticos fabricados por marketeiros.
Meu voto não troco por cargo fantasma ou materiais de construção,
 “Dário come na minha mão”, é a frase que não ouço de zombeteiros.

O valor do meu voto equivale ao valor dos meus princípios morais,
O “branco” não é a cor do meu voto e nem sigo as cores partidárias.
“Nulo” nunca será o meu esforço de ir às urnas em datas dominicais,
Também não voto por fantasia, como se vivesse em “terra imaginária”.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quando uma igreja cresce saudável?

Dário José

É salutar e legítimo desejar o crescimento da igreja local. O líder compromissado com o Dono da Obra e com a sua Palavra anseia ver o rebanho crescer em número e em qualidade. Esse desejo não repousa apenas nos corações de líderes sérios, mas também é anseio de uma membresia bem instruída no evangelho.

Mas, com a crescente competitividade de igrejas na atualidade, há duas atitudes extremas e perigosas: a ostentação de números ou a frustrada tentativa de justificar o “déficit” por nenhum crescimento. A primeira atitude expressa o exagero comportamental do apego pela quantidade, pois dizem: “o grande crescimento numérico da nossa ‘membresia’ é uma prova inconteste de que Deus tem aprovado o nosso trabalho”. A segunda atitude, tanto pode revelar incompetência (pessoas não qualificados por Deus liderando) ou santidade exagerada (pessoas que vivem a hipocrisia mascarada de pureza). Estes últimos costumam dizer: “Deus quer qualidade, não quantidade”.

Inchar, engordar ou crescer?

No livro do profeta Ezequiel, capítulo 34, há uma série de advertências contra os pastores infiéis da nação de Israel. Esses pastores eram os líderes, sacerdotes e reis da época, que só cuidavam de si (autopastoreio), mas não atentavam mais para as ovelhas. Por esse pecado de omissão, estavam sob o juízo divino (Ezequiel 34.1-31).

Hoje, na era da Igreja, os mesmos erros são repetidos por muitos (maioria?) dos atuais líderes que estão à frente do rebanho do Sumo Pastor (João 10.11,14, 15; Hebreus 13.20,21; I Pedro 2.25; 5.4). Por todos os lados, há gemidos, gritos por socorro, reclamações e choro. Há ovelhas com fome, sede e frio; ovelhas sem rumo, direção e cuidados; ovelhas doentes, cambaleantes e até prostradas.

Tais líderes têm abandonado a Palavra! E a Palavra é comparada a alimento, água, bálsamo, caminho reto, cajado, vara e remédio. Tudo isso pode ser traduzido por pastoreio amoroso, saudável e eficaz (Salmos 23.1-6)!

O crescimento saudável

Há igrejas que incham, há outras que engordam e há as que de fato crescem! Obviamente, nos três casos houve aumento de tamanho, mas só um pode ser visto como crescimento saudável.

Igreja inchada. O “inchaço” aqui equivale à doença. É a igreja que tem na sua membresia, um amontoado de ovelhas, porém doentes e sem nenhum cuidado pastoral.

Igreja gorda. A igreja “gorda” é que cresce desproporcionalmente. É a membresia que come de tudo. Não há critérios, por parte da liderança, sobre o alimento servido às ovelhas.

Igreja saudável. O que de fato comprova que uma igreja está crescendo saudável e não apenas inchando ou engordando? O seu crescimento completo, proporcional e com saúde!

Quais os indicadores que de fato atestam o real crescimento de uma igreja? Como poderemos comparar o saudável crescimento do rebanho em todos os níveis? Avaliaremos tal crescimento conforme o que nos diz o apóstolo Paulo na sua carta aos cristãos da comunidade de Éfeso, capital da província romana na Ásia. No texto da epístola aos Efésios 4.11-16, observamos que o Senhor Jesus concede líderes em forma de dons à Igreja (v.11), não para ostentação de status, mas com o propósito de:

Aperfeiçoar os santos (v. 12). Este aperfeiçoamento visa à preparação dos cristãos (ovelhas) para o pleno desenvolvimento do seu serviço para Deus.

Edificar o Corpo de Cristo (vv.12-16). Para edificar membros na Igreja, o Corpo místico e misto de Cristo, se requer tempo. Toda boa edificação se processa lenta e gradualmente. A Igreja deve ser edificada: 1) na unidade da fé, 2) no pleno conhecimento do Filho de Deus, 3) na maturidade, 4) no discernimento espiritual e 5) no verdadeiro amor.

Que Deus tenha misericórdia de nós, pois somos sua Igreja!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O que faremos com a verdade?

Dário José

Verdade é aquilo que é ou existe iniludivelmente. É a concepção clara de uma realidade, juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente. A verdade intimamente se liga a tudo que é sincero, correto e certo.

Uma verdade nunca será contrária a outra verdade. A verdade não é simplesmente o oposto da mentira, mas a ausência dela. Não existem meias verdades, pois “meia verdade é sempre uma mentira inteira” (provérbio judeu).

Verdade relativa é a “verdade” que se aplica de maneira “diferente” para os lugares e situações diferentes. É a verdade de cada pessoa, não para todas as pessoas. É a verdade de acordo com o ponto de vista ou perspectiva pessoal.

Verdade absoluta é a verdade que em todos os lugares tem a mesma essência. A verdade para uma pessoa é a mesma para as demais pessoas. Verdade que não deixa de ser verdade com o tempo. Se acreditarmos nela ou não, continua sendo verdade. A verdade é descoberta ou é revelada, não é fruto da invenção de uma cultura, de pessoas ou de religiões.

Num mundo relativista, onde a ideia da verdade absoluta é repudiada, como saber o que é certo e errado? Buscando um padrão. Há padrões que todos usam diariamente em ciência e matemática. Desde um foguete lançado ao espaço a construção de um prédio de dez andares, usa-se cálculos e mais cálculos matemáticos. Esses cálculos seguem normais universais, que são leis (verdades) absolutas, que se violadas, atrairá consequências drásticas. A natureza não pode ser mudada, como a matemática é inalteravelmente aderida às leis criadas por Deus.

A Palavra de Deus é o padrão da Verdade

O "homem é a medida de todas as coisas". Essa frase famosa do filósofo grego Protágoras destaca a ideia de que cada pessoa pode decidir o seu próprio padrão do que é certo e o que é errado. O que é moralmente certo para um, pode estar errado para outro. Esta é a essência de relativismo. Uma “verdade relativizada” nunca mudará a Verdade Absoluta.
O político alemão Joseph Goebbels (1897-1945), o ardoroso seguidor de Adolf Hitler ministro da propaganda do Reich, disse certa vez: “Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade.” Goebbels não estava certo, porque ninguém é proprietário, detentor ou dono da verdade, que, mais cedo ou mais tarde sempre prevalece!

Joseph Goeggels (à esqueda) se enganou achando que uma "mentira contada várias vezes tornar-se-ia uma verdade". O Padrão da Verdade vem da Palavra de Deus.
A Igreja é coluna e baluarte da verdade (I Timóteo 3.15). Quem pertence Igreja, NUNCA se desviará para o relativismo camuflado de verdade ou meias verdades. o conhecimento da Verdade liberta (João 8.32). Doe ver pessoas que dizem ser cristãos e servos de Deus, mas estão “aprisionadas” à mentira. Tentar argumentar com elas acerca da Verdade é como falar a gente petrificada e insensível, pois “criam suas próprias verdades” para autodefesa.


Nós não podemos refutar a Verdade pela “relativa verdade” dos nossos sentimentos, por isso precisamos da sondagem de Quem nos conhece por inteiro (Jeremias 17.9,10; Salmos 139). A mentira que é maquiada de verdade traz funestas consequências (Romanos 1.25-27). Só a Verdade deve ser seguida (Efésios 4.15,16). Jesus é, em pessoa, a expressão da própria Verdade (João 14.6). Ele e a sua Palavra se fundem como a Verdade (João 1.1,14; I João 1.1; 17.17; Apocalipse 19.13).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

As tragédias são inevitáveis?

Dário José

A tragédia, além de ser uma espécie de escrito dramático, se traduz por acontecimento triste, funesto, catastrófico. Ninguém está livre de se abatido por elas, ou seja, ninguém pode evitá-las (Eclesiastes 9,2,12). Como o que aconteceu na manhã chuvosa de ontem, dia 13, às 10h00 , vitimando o ex-governador de Pernambuco, o então candidato à presidência da República pelo PSB Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, outros quatro passageiros e os dois pilotos do jato comercial  Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, na cidade de Santos, litoral paulista. Eduardo Campos era neto do ex-governador pernambucano Miguel Arraes e filho de Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União (TCU).

Como entender a morte deste jovem estadista pernambucano, 49 anos, no ápice de uma promissora carreira política de mais de duas décadas? Não há resposta plausível. A consternação atinge todo o estado e o resto do país.

O acontecimento trágico que ceifou a vida do presidenciável Campos é do tipo que ninguém pode evitar, pois Deus na sua Soberania não dotou nenhum ser humano de capacidade, controle e força para barrar e intervir em tais acontecimentos. Ninguém conhece sobre o dia de amanhã (Tiago 4.13-15).

Porém, há outro tipo de “tragédia” que campeia a comunidade cristã, principalmente nas redes sociais e que poderia muito bem ser evitada, se houvesse bom senso (crítico), pesar no espírito, exame atencioso, maturidade, conhecimento bíblico aprofundado por parte da grande maioria que vive teclando e gerando todos os tipos de (des)informações medíocres. São textos de conteúdos bizarros, estapafúrdios, totalmente desencontrados com a realidade dos fatos e sem sintonia com Bíblia, a Palavra Viva, Verdadeira e Profética de Deus.

É inacreditável e indigno de ponderação o que se pode ler (textos) e visualizar (fotos) nas redes sociais. Há quem se porte como juiz dos mortos, tanto para sentenciar ao inferno como para presentear o céu; há quem lembre “certas profecias” procurando “encaixar” tais vaticínios aos atuais acontecimentos; há quem tente citar textos bíblicos sem ter o conhecimento correto das Sagradas Escrituras, cometendo as mais estranhas interpretações; há quem acredita em “teorias conspiratórias” incriminando este ou aquele adversário político; há até quem, por pura insensatez, critique Deus.

A morte de Eduardo Campos e a dos que com ele estavam na aeronave é um fato que não pode ser mudado. Como cidadãos, devemos ter empatia pelo sofrimento de todas as famílias que perderam seus entes queridos. Como cristãos, devemos orar pelos que ficam pedindo a Deus que os conforte e atenue a dilacerante dor que os atinge.

A nossa oração deve focar também os que “perdem seu precioso tempo” especulando sobre efemérides e questiúnculas, expondo o interior de suas próprias almas e  se embaraçando em vãs discussões.

Devemos orar pelo futuro político da nossa grande nação! Mas, aliado a intercessão, não nos esquecermos do exercício pleno da cidadania, que não deve ser cumprido apenas no dia de irmos às urnas, pois viver sob a Soberania de Deus não nos isenta de responsabilidades e deveres sociais durante toda nossa existência sobre a terra.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Não se reclama o que se consente!


Dário José

Entre os ditos populares, há o que diz “quem cala, consente”, expressando que, quando alguém não se manifesta contra uma atitude é porque concorda com ela. Desde o século XIII, este é o significado da máxima “quem cala, consente”. Presente em várias línguas, como o inglês “silence gives consent” e o espanhol “quien calla otorga”, a expressão foi cunhada pelo Papa medieval Bonifácio VIII (1294-1303), em uma das suas decretais (cartas papais em resposta a consultas populares).

O silêncio pode refletir três coisas: 1)sabedoria de quem procuram falar só na hora certa, 2)atitude omissa de quem tem o caráter maculado, 3) mudez, atitude típica dos tolos que não falam por não ter ou saber o que dizer.

Manter-se em silêncio (o tempo todo) diante de algo que “não anda bem”, fingindo que não ver e não ouve parece ser a única saída (in)sensata de quem se omite por não haver irrepreensibilidade na sua conduta. O silêncio se traduz por cumplicidade com “chegados”, amigos ou parentes, porque reclamar daquilo que se permite, seria no mínimo loucura. 

Quem consente aprova, permite, anui, concorda, dar ocasião e  torna possível todas e quaisquer  atitudes, das mais simples as mais escabrosas, nada “vendo”, nada “ouvindo” e nada “falando”.

Ninguém, que no mínimo tenha bom senso, irá esbravejar raivoso, bater no capô ou chutar o pneu do próprio carro parado numa rodovia sem combustível, simplesmente porque não o abasteceu, quando o poderia ter feito.

Mas não se assuste, há quem tenha um comportamento estranho, atípico e até incompreensível, porque o tempo TODO permite TODO tipo de atitudes de TODOS a sua volta e mesmo assim ainda reclama de TUDO o que consente. Este, diferente daquele que nada diz para não expor sua cumplicidade, vocifera visivelmente raivoso exigindo, protestando e reivindicando “solução imediata” sobre o que está errado, mesmo sabendo que TUDO resulta do seu consentimento. Pura encenação!