quarta-feira, 12 de março de 2014

Urgente ou importante?


Dário José

Confundir essas duas palavras pode comprometer as coisas, principalmente no que diz respeito ao uso do nosso tempo, quando precisamos saber o que prioridade e o que é necessidade (Efésios 5.16).

Urgente – o que urge e que se deve fazer com brevidade, sem adiar. O que é eminente, imediato, rápido, veloz.  Mas o urgente pode ser angustioso, apertado, estreito. O urgente tem efeito rápido e imediato e geralmente é visto como prioridade.

Importante – o que tem importância, que não se pode esquecer ou deixar de atender. Tudo que é digno de apreço, de estima, de consideração. O que é importante tem grandes créditos, é de notável influência, é útil e essencial. Tudo o que é importante é necessário.

Um exemplo simples, mas bem esclarecedor: quando alguém sofre um acidente grave numa rodovia, é imprescindível que aquele que presta socorro saiba o que urgente e o que é importante antes de remover a vítima do local.

Nunca devemos misturar as coisas, ou melhor, nunca devemos entendê-las de maneira confusa. Determinadas coisas que alguém faz pela urgência do momento pode até parecer certo, mas pode ser apenas adequação à situação, conveniência, desejo, esforço pessoal, impulso, etc. Por outro lado, quando se pesa valores e se busca coerência nos atos e nas tomadas de decisões, torna-se mais fácil identificar a real importância de cada coisa. 

Operacional ou devocional?

Numa passagem do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Lucas, o autor evidencia a recepção dada pelas irmãs Marta e Maria a Jesus em sua casa, na aldeia de Betânia. Essa narrativa é bem esclarecedora sobre o que deve ser visto como urgente e o que deve ser encarado como importante. Preparar uma boa refeição para o Mestre parecia ser urgente e prioritário, mas estar aos seus pés ouvindo seus ensinamentos (naquele momento), era mais importante e indispensável (Lucas 10.38-42)!

O problema todo reside nas motivações interiores do ser humano. Foi isso que o Senhor Jesus viu em Marta, pois o que motivava o seu coração era a  inquietude (Lucas 10.41).

Diante do urgente, como ponderamos? Diante do que é importante, como agimos? O operacional é importante, pois conhecimentos, técnicas e funcionalidades são necessárias para o andamento de quaisquer empreendimentos. E o devocional? Também é importantíssimo! Mas, como conciliar ambos?

Precisamos da operacionalidade de Marta, mas também precisamos da devoção de Maria. Mas é necessário entender que há um momento certo para cada coisa. Precisamos ter equilíbrio para elegermos o que é urgente e o que é importante!

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