quinta-feira, 14 de agosto de 2014

As tragédias são inevitáveis?

Dário José

A tragédia, além de ser uma espécie de escrito dramático, se traduz por acontecimento triste, funesto, catastrófico. Ninguém está livre de se abatido por elas, ou seja, ninguém pode evitá-las (Eclesiastes 9,2,12). Como o que aconteceu na manhã chuvosa de ontem, dia 13, às 10h00 , vitimando o ex-governador de Pernambuco, o então candidato à presidência da República pelo PSB Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, outros quatro passageiros e os dois pilotos do jato comercial  Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, na cidade de Santos, litoral paulista. Eduardo Campos era neto do ex-governador pernambucano Miguel Arraes e filho de Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União (TCU).

Como entender a morte deste jovem estadista pernambucano, 49 anos, no ápice de uma promissora carreira política de mais de duas décadas? Não há resposta plausível. A consternação atinge todo o estado e o resto do país.

O acontecimento trágico que ceifou a vida do presidenciável Campos é do tipo que ninguém pode evitar, pois Deus na sua Soberania não dotou nenhum ser humano de capacidade, controle e força para barrar e intervir em tais acontecimentos. Ninguém conhece sobre o dia de amanhã (Tiago 4.13-15).

Porém, há outro tipo de “tragédia” que campeia a comunidade cristã, principalmente nas redes sociais e que poderia muito bem ser evitada, se houvesse bom senso (crítico), pesar no espírito, exame atencioso, maturidade, conhecimento bíblico aprofundado por parte da grande maioria que vive teclando e gerando todos os tipos de (des)informações medíocres. São textos de conteúdos bizarros, estapafúrdios, totalmente desencontrados com a realidade dos fatos e sem sintonia com Bíblia, a Palavra Viva, Verdadeira e Profética de Deus.

É inacreditável e indigno de ponderação o que se pode ler (textos) e visualizar (fotos) nas redes sociais. Há quem se porte como juiz dos mortos, tanto para sentenciar ao inferno como para presentear o céu; há quem lembre “certas profecias” procurando “encaixar” tais vaticínios aos atuais acontecimentos; há quem tente citar textos bíblicos sem ter o conhecimento correto das Sagradas Escrituras, cometendo as mais estranhas interpretações; há quem acredita em “teorias conspiratórias” incriminando este ou aquele adversário político; há até quem, por pura insensatez, critique Deus.

A morte de Eduardo Campos e a dos que com ele estavam na aeronave é um fato que não pode ser mudado. Como cidadãos, devemos ter empatia pelo sofrimento de todas as famílias que perderam seus entes queridos. Como cristãos, devemos orar pelos que ficam pedindo a Deus que os conforte e atenue a dilacerante dor que os atinge.

A nossa oração deve focar também os que “perdem seu precioso tempo” especulando sobre efemérides e questiúnculas, expondo o interior de suas próprias almas e  se embaraçando em vãs discussões.

Devemos orar pelo futuro político da nossa grande nação! Mas, aliado a intercessão, não nos esquecermos do exercício pleno da cidadania, que não deve ser cumprido apenas no dia de irmos às urnas, pois viver sob a Soberania de Deus não nos isenta de responsabilidades e deveres sociais durante toda nossa existência sobre a terra.

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