quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por que optar pela verdade nos torna descartáveis?

Dário José

Falar a verdade afeta, negativamente, ouvidos que são íntimos de línguas mentirosas. Quem “não quer” ouvir a verdade é gente cheia de melindres, que vive de falsa aparência e que são subservientes; gente que se aninha na mediocridade, que querem apenas o ego massageado; gente que prefere “amigos” convenientes dizendo apenas o que “querem” e “precisam” ouvir...

Defender a verdade é se opor  a todas as formas de mentira. Há a mentira pronunciada, que acrescenta ou elimina das frases a verdade. Há mentira praticada, ações que contradizem o que está escondido no coração. Há mentira suavizada, quando por meio de sofismas, engana com dolo e logro.

Buscar viver pela verdade é se tornar uma afronta em forma de pessoa. Com certeza isso afeta aos falsários, aos fingidos, aos simulados e aos dissimuladores da verdade. Desconcentra aos que ocultam, encobrem, disfarçam, imitam, aparentam ser o que não são. Desestabiliza os que são falazes, contadores de “estórias” e meros pabulosos.

Ninguém é dono da verdade. Ninguém é perfeito. Ninguém está isento de cometer erros, de falhar, de fracassar... Por isso que a  jornada dos que optam em seguir a Verdade (João 14.6) é difícil, pois os impelem a três coisas: 1)autonegação do eu, 2)autossujeição a cruz de cada dia, 3)automotivação em seguir o Mestre Jesus (Mateus 16.24). Quem O segue tem a necessidade urgente de fugir da mentira, de rejeitar o engano, de abandonar a falsidade, de se livrar da hipocrisia.

Escolher andar na Verdade, rejeitando a mentira, torna-se uma jornada árdua, solitária, sofrida... Mas é gloriosa, feliz e prazerosa no nosso espírito, pois retém a nossa mente a nítida certeza de que se aliar a verdade é se aproximar de Deus (Romanos 3.4; II Coríntios 13.8; Filipenses 4.8), e,  se aliar a mentira, infelizmente é se unir ao diabo (João 8.44).

Se aliar à Verdade é ter poucos amigos. É ter oportunidades raramente franqueadas, ter os próprios valores desprezados, ser presença indesejada. Mesmo assim, vale à pena! Oh, Como produz um gozo incomparável persistir em caminhar, lutar, suspirar, trabalhar e sonhar pela e com a Verdade (João 15.10,11; Romanos 15.13; I Pedro 4.12-16)!

Triste é ver os “íntimos e escravos da mentira”, sendo aceitáveis, recomendáveis, elogiáveis. Estes aparentam ser o que não é. Seus sorrisos são falsos, sua fidelidade é fingida, seu amor é só de palavras, seus elogios são lisonjeiros, sua pregação é prática e técnica teológica, sua “prosperidade” é fruto de barganha, seus projetos são meramente humanos, sua aparente “estabilidade” é resultado da adequação ao “sistema”.

É melhor se aliar à Verdade, mesmo se tornando descartável. Só os que são libertos pela Verdade (João 8.32), vivem na Verdade. Estes procuram pregar o que vive, têm o mesmo discurso na ausência e na presença, reconhecem suas próprias limitações e confessam a Deus os próprios pecados.


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