sábado, 20 de setembro de 2014

Quanto vale meu voto?

Dário José

Diante de tanto descrédito à política, no meu país varonil,
Há quem pergunte: “Quanto vale seu voto, nobre eleitor?”
Do Oiapoque ao Chuí, as respostas diferem em todo Brasil,
Conforme a oferta e a procura, “camaleões mudam de cor”.

A nossa política tem sido manchada por lamaçais de corrupção,
Muitos dos eleitos governam pela cartilha do “jeitinho brasileiro”.
Há políticos sérios, mas formam um pequeno grupo: a exceção,
Os demais quase sempre aparecem na mídia desviando dinheiro!

Há quem barganhe com votos, vendendo junto seus valores,
Até negociam, sem o consentimento das ovelhas, “sua igreja”!
Perdem os brios, tornando-se presa de políticos corruptores,
E quem não apoiar seu candidato, terá a “cabeça na bandeja”.

Voto como ser social que entende e percebe as necessidades humanas,
Voto como cristão que sabe diferenciar o José político e o político José,
Posso votar sem estar preso a cabrestos ou a religiosidade cega e insana,
Posso votar livre de currais eleitoreiros, de tradições e sem negar minha fé!

Meu voto vale mais que abraços, sorrisos fartos e apertos de mãos,
Não me iludem performáticos políticos fabricados por marketeiros.
Meu voto não troco por cargo fantasma ou materiais de construção,
 “Dário come na minha mão”, é a frase que não ouço de zombeteiros.

O valor do meu voto equivale ao valor dos meus princípios morais,
O “branco” não é a cor do meu voto e nem sigo as cores partidárias.
“Nulo” nunca será o meu esforço de ir às urnas em datas dominicais,
Também não voto por fantasia, como se vivesse em “terra imaginária”.

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