sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Tem gente brincando de ser pastor?

Dário José

Entendo e reconheço que, sendo descendentes de Adão, todos nós herdamos a suscetibilidade ao pecado e às tentações. O apóstolo Paulo nos fala de uma luta pessoal constante, dia após dias, dentro de cada um de nós (Romanos 7.14-24). Por isso somos aconselhados a vigiar e orar, pois a “carne” sempre será fraca (Mateus 26.41).

Hoje, porém, ao ouvirmos (eu e minha esposa) em aconselhamento pastoral, certa “ovelha”, me convenci que tem gente brincando de pecar, tornando-se “agente duplo”, ou melhor, “agente” de tentação. Tem “lobo” brincando de ser “pastor” (Atos 20.29).

Ouvimos o que não gostaríamos de nunca ouvir, pois quem “deveria” amar, cuidar, proteger, livrar, alimentar tal “ovelha”, está tentando, de todos os meios, destruí-la. Enquanto compartilhava do sofrimento da “ovelha”, me indignava por dentro e minhas entranhas se contraiam.

Há quem brinque de ser “pastor”, porque há quem “brinque” de ministério. E essa “brincadeira” existe pelas razões mais estapafúrdias que alguém possa imaginar. Brinca-se com coisas sérias (I Timóteo 3.6; 5.22).

Você que está lendo este post agora poderá até está pensando: “só ouviu a ‘ovelha’ e já está fazendo um juízo temerário (precipitado), sem procurar o tal ‘pastor’ e ouvir sua ‘versão’ dos fatos”.

Há uma frase bem conhecida de todos que diz: “contra fatos não há argumentos”, não é verdade? Pois é, a tal “ovelha” não titubeou em meio a argumentos sofríveis e “montados’, mas “apresentou” fatos impossíveis de serem recusados como “provas” cabais em qualquer tribunal. E Fatos são acontecimentos reais, não ficcionais.

Aconselhamos a “ovelha” a agir conforme a Palavra de Deus e nos comprometemos em ajudar em oração. Mas confesso que minha alma ficou sacudida por tristeza, repulsa, angústia, insatisfação (...)


Então, ao digitar estas linhas finais, lembro-me que essa “ovelha” não é “propriedade” de nenhum pastor terreno, mas do Sumo Pastor Jesus (João 10.11; Hebreus 13.17; II Pedro 2.25; 5.4). Que, sendo apascentada por um pastor, o tal tem que exercer seu pastorado em conformidade com as prerrogativas bíblicas, sendo exemplo para as ovelhas (II Pedro 5.1-4). 

Lembro-me também do “ai” que Jesus profere acerca dos que fazem tropeçar (em armadilhas e ciladas) aqueles que crêem nEle, tornando-se promotor de escândalo, cujo futuro, se não houver arrependimento, será o inferno (Mateus 18.6-9).

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