segunda-feira, 31 de março de 2014

“Euquipe” ou equipe!



Ilustrações: D. Felix (esquerda) e Máximo Campos Leyba (direita)
Dário José 

Ouvi de certo professor a seguinte expressão: “Ninguém reúne uma “euquipe” em si mesmo, mas precisa de uma equipe para realizar bem qualquer trabalho em torno de si. Há os que trabalham em equipe e os que se sentem a própria “euquipe”.

O euquipe é centralizador.

Quem lidera uma equipe divide tarefas.

O euquipe vê as pessoas como “meios descartáveis” para atingir seus fins.

Quem guia uma equipe enxerga um alvo que deve ser alcançado para o bem de todos no final.


O euquipe diz: “quem manda aqui sou EU”, “fui EU que realizei”, “sem MIM nada funciona”...

Quem coordena uma equipe elege e elencam partícipes, reconhecendo os méritos de cada um.

O euquipe não “enxerga” aptidões e talentos alheios, achando que isso o inferioriza;

Quem tem visão de equipe torna-se grande ao fazer seus liderados crescerem e desenvolverem seus dons.


O euquipe forma um “grupo silencioso” em volta de si buscando sempre ser blindado.

Quem dirige uma equipe, às vezes até se fere para defender os seus e aprende com as críticas.


O euquipe só consegue enxergar o próprio “umbigo”.

Quem comanda uma equipe tem visão de “corpo”: cuida desde a “unha” do pé aos “fios do cabelo”.

O euquipe até pede sugestões, mas no fim só prevalece a sua opinião.

Quem conduz uma equipe estar sempre aberto a ouvir opiniões e conselhos.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Urgente ou importante?


Dário José

Confundir essas duas palavras pode comprometer as coisas, principalmente no que diz respeito ao uso do nosso tempo, quando precisamos saber o que prioridade e o que é necessidade (Efésios 5.16).

Urgente – o que urge e que se deve fazer com brevidade, sem adiar. O que é eminente, imediato, rápido, veloz.  Mas o urgente pode ser angustioso, apertado, estreito. O urgente tem efeito rápido e imediato e geralmente é visto como prioridade.

Importante – o que tem importância, que não se pode esquecer ou deixar de atender. Tudo que é digno de apreço, de estima, de consideração. O que é importante tem grandes créditos, é de notável influência, é útil e essencial. Tudo o que é importante é necessário.

Um exemplo simples, mas bem esclarecedor: quando alguém sofre um acidente grave numa rodovia, é imprescindível que aquele que presta socorro saiba o que urgente e o que é importante antes de remover a vítima do local.

Nunca devemos misturar as coisas, ou melhor, nunca devemos entendê-las de maneira confusa. Determinadas coisas que alguém faz pela urgência do momento pode até parecer certo, mas pode ser apenas adequação à situação, conveniência, desejo, esforço pessoal, impulso, etc. Por outro lado, quando se pesa valores e se busca coerência nos atos e nas tomadas de decisões, torna-se mais fácil identificar a real importância de cada coisa. 

Operacional ou devocional?

Numa passagem do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Lucas, o autor evidencia a recepção dada pelas irmãs Marta e Maria a Jesus em sua casa, na aldeia de Betânia. Essa narrativa é bem esclarecedora sobre o que deve ser visto como urgente e o que deve ser encarado como importante. Preparar uma boa refeição para o Mestre parecia ser urgente e prioritário, mas estar aos seus pés ouvindo seus ensinamentos (naquele momento), era mais importante e indispensável (Lucas 10.38-42)!

O problema todo reside nas motivações interiores do ser humano. Foi isso que o Senhor Jesus viu em Marta, pois o que motivava o seu coração era a  inquietude (Lucas 10.41).

Diante do urgente, como ponderamos? Diante do que é importante, como agimos? O operacional é importante, pois conhecimentos, técnicas e funcionalidades são necessárias para o andamento de quaisquer empreendimentos. E o devocional? Também é importantíssimo! Mas, como conciliar ambos?

Precisamos da operacionalidade de Marta, mas também precisamos da devoção de Maria. Mas é necessário entender que há um momento certo para cada coisa. Precisamos ter equilíbrio para elegermos o que é urgente e o que é importante!