terça-feira, 8 de julho de 2014

Ser alvo de vergonha ou provocar vergonha?

Dário José

A Igreja dos primórdios (primitiva) foi envergonhada diante de um mundo fétido, por pregar a genuína mensagem do Evangelho de Jesus. Os membros do Corpo de Cristo (líderes e liderados) foram “abusados” na sua decência, vilipendiados no seu decoro, ultrajados pela ética dos seus atos, abandonados pelo poder político por confiar inteiramente em Deus, desprezados pelo seu amor sacrificial, levados aos vexames públicos ao defenderem a sua fé.

A Igreja da atualidade (com raríssimas exceções) envergonha ao Senhor Jesus diante do (mesmo) mundo fétido, por pregar a adulterada mensagem de um evangelho, que não é de Cristo. Membros apenas de igrejas locais (líderes e liderados), são os que “abusam” da decência alheia, que vilipendiam o decoro entre os verdadeiros cristãos, que ultrajam sordidamente a ética ministerial e pastoral, que afagados por políticos confiar-lhes até seus púlpitos, que desprezam os menos favorecidos pelo amor ao dinheiro, que expõem os defensores da fé pura às situações vexatórias.
Ei! Você! És membro da Igreja ou apenas freqüentador de igrejas? Você escolhe ser alvo de vergonha por amar a Cristo ou envergonhar-LO por amar o mundo (Romanos 1.16; II Timóteo 1.8-14; I Pedro 4.12-16; Mateus 18.6-9; I Jo 2.15-17).
Há nos dias atuais ainda muitas perseguições contra a Igreja de Cristo, principalmente nos países da Janela 10/40(*).  Mas há outra perseguição, velada e silenciosa, da parte dos que envergonham a Cristo contra os que preferem ser envergonhados por amor a Cristo.
Veja o vídeo abaixo. Você sentirá vergonha por não ser alvo de vergonha ou se alegrará  por não envergonhar o Evangelho de Cristo?


(*) Janela 10/40. Faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia, formando um retângulo entre os graus 10 e 40. É nessa região onde habita 66% da população mundial (com etnias e línguas diferenciadas), ocupando 33% da área total do planeta e compreendendo 62 países. É onde vive o maior número de povos não alcançados, predominando os seguidores do islamismo, do hinduísmo e do budismo que não foram confrontadas com o Evangelho de Jesus Cristo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Um fiapo de esperança?

Dário José

(*) O pecado grassa nas tendas de um povo que diz ser do Senhor. Louvam com os lábios, mas mantém os corações bem distantes dEle. Isso ocorre porque o pecado começa na Tenda da Congregação. Lá há desvios, mentiras, mancomunações e falsa santidade.

O sumo sacerdote ver e finge que não viu outros sacerdotes inescrupulosos, indecentes, frívolos, lascivos. Onde está a retidão, a disciplina, os critérios, a seriedade, a ética, a lisura comportamental?

As “águas” estão turvas e a “sede” atinge a todos. Há uma pergunta que não quer calar: “onde encontrar águas límpidas?” Água pura é um “produto raro”. Dias após dias, muitos morrem de sede.  Incautos são conduzidos ao erro (águas sujas) por quem deveria ensinar só o caminho da verdade (águas limpas). A maioria dos líderes tornou-se execráveis (abomináveis, detestáveis, horrorosos, sacrílegos, ímpios).

O som das festas e danças sensuais em território santo é tão ensurdecedor que abafa o falar dos “poucos” que ainda se opõem e se indignam com tais práticas. Pecados não confessados e não tratados proliferam como furúnculos não espremidos. Há gritos de inocentes e injustiçados que não são ouvidos.

Se terminarmos aqui este post, toda esta exposição não passará de um texto fúnebre, que pressagia ou exprime apenas a queda e morte de um sistema falido e doentio. Mas Deus existe! Ele é real e nunca perde o controle, não obstante os homens se “perderem” achando que são detentores de “algum poder”.

A maldade cresce célere! Um anônimo torna-se boca de Deus e profetiza: “os que oficializam o serviço dos cultos apenas pela teoria e não pelo conhecimento pleno de Deus, que profanam o santuário, que roubam o que é dEle  e não dão ouvidos à sua voz, tornando-se maus exemplos a todo povo, certamente culminará em Icabô!” O que é Icabô? É a glória (de Deus) que se retira gerando grandes derrotas no meio do seu povo.

Porém, paralelo a todo esse pecado que se avoluma, há o crescimento secreto e sadio de um “menino insignificante”. Esse menino é o “fiapo”, ou seja, o pequeno fragmento de esperança dos “poucos” que ainda clamam, gemem e choram apenas balbuciando diante de Deus. Esses poucos são vistos equivocadamente como “filhos de Belial” por quem (pasmem!!!), permite a permanência no serviço sacerdotal os verdadeiros “filhos de Belial”.

O menino (o “fiapo” de esperança) é o único que tem “água pura e potável” em todo o cenário deixado pelo rastro lúgubre do Icabô. Ele crescerá, crescerá e crescerá até atingir a maturidade. É ele quem trará o Ebenézer! O que é Ebenézer? É a Pedra de socorro ou ajuda que será erguida como memorial de vitórias. Ele (o menino, já crescido e amadurecido), dessedentará aos que estão morrendo sem o “líquido raro”.

Todos os que promoveram o Icabô, serão desprezados por Deus, perderão a autoridade espiritual, passarão necessidades e serão atingidos por graves problemas emocionais.
Todos que serão alvo da liderança e ensinos daquele que trará o Ebenézer, se converterão ao Senhor, afastar-se-ão da idolatria, terão seus corações transformados, confessarão seus os pecados, clamarão ao Senhor e sacrificarão a Ele.

Icabô é o afastamento da glória de Deus, pela prática deliberada e contumaz do pecado. Ebenézer é o retorno a dependência de Deus e ao temor da sua voz.


(*) Essa reflexão se baseia no que ocorreu em Israel nos dias do sacerdote Eli, conforme I Samuel, capítulos 1- 7.