terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O que não está à venda!

Fonte: sousal.com.br
Dário José

Compra-se um caro e valioso relógio, mas não se compra as horas de paz  diante de Deus.

Compram-se ofícios e cargos, mas não se compra a posição de um verdadeiro discípulo-servo de Jesus Cristo.

Compra-se belas casas, mas não se compra um lar com uma família feliz.

Compra-se a melhor cama e o melhor travesseiro, mas não se compra o sono tranquilo.

Compram-se horas de sexo e prazer, mas não se compra um(a) companheiro(a) fiel.

Compra-se a inseminação artificial, mas não se compra filhos.

Compram-se subservientes interesseiros, mas não se compra amigos verdadeiros.

Compra-se momentos de entretenimentos, mas não se compra a real felicidade.

Compra-se, até, diplomas, mas não se compra a capacidade cognitiva e a inteligência.

Compram-se os melhores remédios e hospitais, mas não se compra a saúde do corpo e d'alma.

Compram-se líderes aparentemente ilibados, santos e religiosos, mas não se compra verdadeiros homens e mulheres de Deus.

Compram-se as roupas das grifes mais caras, mas não se compra as vestes da salvação.

Compra-se, com falsos discursos, uma multidão de incautos, mas não se compra quem conheça a Deus e sua Palavra.

Compra-se o calendário e montam-se agendas, mas não se compra o futuro.

Compra-se um corpo "novo", mas não se compra a juventude.

Compra-se "biógrafos" que imprimam estórias sobre o papel, mas não se compra as impressões deixadas na memória dos “livros" humanos.

Compra-se o silêncio e a neutralidade até de testemunhas oculares, mas não há quem compre o Reto Juiz de toda a terra.

O que não está à venda é o que já foi comprado por um valor inegociável! Nosso corpo, com visão, audição, paladar, olfato e tato, e, nosso espírito e alma com fé, consciência, intelecto, emoções e volição, devem glorificar a Deus, pois a Ele pertence. 

Se nos colocarmos à venda, estaremos evidenciando que de fato não somos dEle:

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Coríntios 6.20).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ilhados em terra firme

Dário José

Ilhados estamos sem mares,
Perdidos nos ares,
Mesmo estando em pares,
Só focamos nossos celulares...

Em todos os lugares:
Nos lares ou em ambientes hospitalares,
Sepultando com pesares
E até, ante aos altares...

Desconstruímos gestos seculares,
Afastamo-nos das atitudes basilares,
Não mais conversamos acompanhado dos olhares,
Mas nos ocultamos em cubículos particulares...

Nas pequenas telas somos populares
Ou simplesmente vulgares?
Mesmo tendo “amigos” aos milhares,
Estamos sempre “sozinhos” nos lugares???

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Espírito Santo, o Eterno Impulsionador dos servos de Deus

Dário José

A partir de hoje, publicaremos uma série de estudos bíblicos sobre o Espírito Santo, os dons e o fruto do Espírito. Vejamos neste primeiro post, uma pequena introdução sobre a ação do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamento.

Como o Espírito Santo agia no Antigo Testamento?

Antes da queda – O Espírito Santo agia criando (Gênesis 1.2); gerando vida (Gênesis 2.7; Jó 27.3); mantendo a vida (Jó 33.4; Salmos 104.30). 

Depois da Queda – desde a queda de Adão (Gênesis 3) ao dia de Pentecostes (Atos 2), se Deus queria se comunicar com alguém, Ele colocava Seu Espírito sobre as pessoas que eram alvo do seu propósito, pois o espírito do homem havia se corrompido. 

Eis alguns exemplos daqueles que recebiam do Espírito, mas sob medida: Moisés (Números 11.16,17, 26-30); Gideão (Juízes 6.33,34); Davi (I Samuel 16.13); José (Gênesis 41.38-40); Bezalel e Ooliabe (Êxodo 31.1-11; 35.30-35), etc.

Todos os profetas falaram e agiram sob a égide do Espírito Santo. Deus O colocou sobre eles inspirando e revelando sua vontade (Ezequiel 11.5; Zacarias 7.12; II Pedro 1.19-21).

O Espírito também se retirava sobre a vida dos que desobedeciam. O rei Saul é um exemplo típico da desobediência e resitência ao Espírito de Deus (I Samuel 15.26; 16.14).

Como o Espírito Santo age no Novo Testamento?

No ministério de Jesus.  O Espírito Santo agiu no seu batismo em águas (Mateus 3.13-17); na sua tentação (Mateus 4.1); em todo seu ministério (Isaías 61.1,2; Lucas 4.18,19; Atos 10.38), na sua morte (Hebreus 9.13,14), na sua ressurreição (Romanos 8.11).

 Espírito Santo e o nascimento do alto

Só o Espírito Santo realiza um novo nascimento no homem, pois todos herdaram a pecaminosidade adâmica. O espírito do homem foi corrompido pelo pecado (Romanos 3.23,24), precisando de um novo nascimento, que só é possivel pela ação direta do Espírito Santo (João 3.1-6; I João 5.1; Gálatas 3.26).


(Continua no próximo post).

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Cheios ou vazios da Missão de Deus?

Dário José

Qual é a Missão de Deus? E Deus tem uma Missão? Sim! O Deus  Eterno, Criador e Mantenedor de todas as coisas tem uma Missão!

O Cerne da Missão de Deus

Deus, que é transcendente, estando acima do universo e independer dele, também é imanente, pois se humanizou para fazer parte da nossa humanidade, tornando-se gente como a gente, descendo ao nosso nível. O apóstolo João diz que Ele “habitou” entre nós, ou seja, “tabernaculou-se” ou “montou morada (tenda)” entre os homens (João 1.14).

Deus tem uma Missão (em latim, Missio Dei), que poderíamos chamá-la de Projeto Missionário Eterno, onde o testemunho do Cristo vivo, caminhando no meio dos seres humanos é o clímax de sua revelação a todos os pecadores (Hebreus 1.1-14)! A encarnação do Verbo divino é o cerne da Missão de Deus. Ele é Emanuel (hb) “Deus conosco” (Isaías 7.14; Mateus 1.23).

Pessoas vazias da Missão de Deus

O envio dos apóstolos e discípulos ao mundo para, sob a autoridade do alto, discipular e ensinar todas as nações com o evangelho, não é invenção religiosa. É a ideal e a real Missão de Deus!

A Igreja (o Corpo) é enviada e impulsionada a pregar o evangelho, pois assim ela complementa a grande Missão de Deus sobre a terra, seguindo a orientação de Cristo (a Cabeça) e sob a unção do Espírito Santo.

As palavras do Senhor Jesus são de uma simplicidade, mas ao mesmo tempo, as únicas revestidas da maior autoridade: “... assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” (Mateus 20.21; 28.18-20). Ele que foi enviado pelo Pai ao mundo, simplesmente nos envia no mundo! O mundo aqui não é apenas todas as terras, mas também todos que cruzam o nosso caminho todos os dias.

Só quem entende que Cristo chama, escolhe, vocaciona e envia discípulos ao mundo, se torna plenamente cheio (dominado, persuadido, convencido) da real Missão de Deus. Se não entendermos isso, seremos pessoas vazias e desassociadas da sua Missão.

Púlpitos vazios da Missão de Deus

Atualmente em muitos púlpitos não há mais espaço para se falar da Missão de Deus. Fala-se sobre tudo, menos da sua Missão. Pregadores e/ou ensinadores, nem implicitamente ou por inferência, declinam sobre esse tema que é a mensagem central de toda Bíblia.

O púlpito é lugar exclusivo para se falar da Missão de Deus. Quando de fala sobre qualquer outra coisa, menos sobre Obra Redentora do Cristo encarnado, auto-oferecido em sacrifício eterno, ressuscitado e assunto aos céus, onde está a Missão de Deus?

Prega-se mais sobre como ganhar o máximo de tudo (dinheiro, saúde, bem estar, etc) apenas “barganhando” com Deus, mas não se ensina todo conteúdo do genuíno evangelho de Cristo que leva indivíduos e igrejas a ganharem o maior número de pessoas para Deus.

Prega-se mais sobre os “sete passos” para ser vitorioso nesta ou naquela área, mas não se fala da maior vitória conquistada unicamente pela cruz e pela ressurreição de Jesus.

Prega-se mais sobre como esmagar ou amarar o diabo (antes do tempo bíblico determinado por Deus), mas não se evidencia o valor da obediência à Palavra e a submissão ao Espírito Santo, que nos faz reprimir a prática do pecado e das obras da carne.

Prega-se mais sobre o que “sicrano”, “fulano” e “beltrano” disseram, escreveram, defenderam e postulam em seus tratados teológicos, mas não se atém a transmitir os ensinos simples (porém profundos) do Nazareno sobre amor, autonegação, fé, discipulado, cruz, sofrimento, etc.


Recentemente li uma frase, mais ou menos assim: "Pregue o evangelho com a sua própria vida, porque há pessoas que o único sermão que ouvirão em vida será você".

A Missão vem de Deus e volta para Deus: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Isaías 53.11 – grifos nosso).

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Devemos ser sem ser!

Dário José

Como ministros de Cristo devemos ser sem ser! Parece paradoxo, mas é isso mesmo. No exercício do nosso serviço eclesiástico e desenvolvimento dos dons que recebemos do Senhor, devemos ter sempre em mente que tudo que somos e fazemos não é resultado de esforços próprios e capacidade humana.

Somos novas criaturas (nova criação) unicamente pelos méritos de Cristo e providência de Deus (II Coríntios 5.17,18a); as bênçãos subsequentes à salvação são também provenientes de Cristo (Efésios 4.11); somos escolhidos para o serviço não de maneira meritória, mas unicamente pela vontade e conhecimento do Senhor (I Samuel 16.7,12; Marcos 3.13; Hebreus 5.4).  

Então, devemos ser como se não fôssemos! Como ministros de Cristo e do seu evangelho, o que devemos focar?

Devemos nos ocupar em desenvolver o ministério da reconciliação (II Coríntios 5.18b). Devemos reconciliar grandes pecadores (dos quais, estamos inclusos) com um Grande Salvador. Ministério que não restaura, adoece; que não acolhe, perde; que não edifica, derruba; que não guia, dispersa; que não faz andar, atrofia...

Devemos pregar a mensagem da reconciliação (II Coríntios 5.19). A mensagem bíblica do evangelho não condena o pecador, mas aponta o Caminho da salvação: Jesus Cristo! A mensagem não pode ser modificada: é Jesus no começo, é Jesus no meio, é Jesus no fim! O evangelho que não transforma, não é de Deus e deforma.

Devemos como estrangeiros em pátria alheia e “embaixadores de Deus”, sob a autoridade do nome de Jesus, representá-LO na terra.  O foco da nossa missão é dizer ao mundo que Jesus, mesmo sem pecado, se fez pecado por nós para nos libertar do pecado (II Coríntios 5.20,21). Esta visão transforma a Igreja de Cristo na própria Missão de Deus!

Devemos nos perceber apenas como cooperadores de Deus, ponderarmos em nós mesmos e aconselhando aos demais a não desprezar a sua graça acessível (II Coríntios 6.1,2). Ninguém é detentor ou alvo de uma graça especial, mas todos são especiais sob a graça, executando obras especiais através da graça.

Devemos zelar pelos princípios éticos de nossa conduta para que nunca o nosso ministério seja censurado (II Coríntios 6.3). A autodisciplina não é responsabilidade de Deus, mas nossa. Nossos dons só poderão ir até onde nosso caráter permita. Podemos até ser caluniados, nunca censurados! A primeira tem a ver com a ação ardilosa e falsa de quem mente ao nosso respeito, a segunda é a comprovação factual de flagrantes erros e pecados cometidos, não confessados nem  tratados.

Devemos ter em mente que ser ministro de Deus não é viver em “zona de conforto”, mas desenvolver a paciência para suportar todo tipo de sofrimento e dores (II Coríntios 6.4-10). Ministérios saudáveis e que produzem com eficácia para o Reino de Deus são aqueles cujos ministros não ostentam bens e medalhas, mas cicatrizes de batalhas.

O que é ser sem ser? Ser sem ser é não absorver o cargo, título ou ofício que se exerce. Somos pessoas que exercitamos cargos, não cargos que comanda pessoas. O cargo é encargo, incumbência, responsabilidades e obrigações que indubitavelmente, em algum momento, nos levará a prestação de contas.   

Desenvolvamos nosso ministério: restaurando vidas sem publicidade e marketing pessoal; pregando a genuína mensagem do evangelho sem forçar ninguém à conversão, pois é Deus quem opera; representando a “Embaixada do Alto”, como autênticos cidadãos dos Céus, sem apegos as coisas terrenas; nunca esquecendo que apenas cooperamos, nunca operamos; fugindo, sempre,  de todos e quaisquer embaraços que nos rodeia, pois eles poderão nos  fazer cair e nos expor `a censura alheia; mantendo na consciência a firme certeza de que, no desenvolvimento do nosso ministério, alegria e sofrimento andarão sempre juntos!

Ministros, servos do Sumo Pastor, sejamos sem ser!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Em meio à crise, vale a pena confiar em Deus?

Dário José

O livro do profeta Habacuque se parece mais com um diário de alguém que vive uma crise existencial e teológica, em meio à uma crise social, política, moral e religiosa. Seu livro difere dos outros escritos proféticos. Habacuque “tenta” dialogar filosoficamente com Deus em torno da sua justiça.

O profeta Habacuque e a crise

Seu livro se encontra entre os profetas menores (os 12 livros que vai de Oseias a Malaquias). Habacuque foi mais um porta voz de Deus levantado para profetizar em tempo de crise. O pano de fundo histórico do seu livro o coloca no tempo em que reinava Jeoaquim (614 a. C a 604 a. C., também chamado de Eliaquim e que foi 17º rei de Judá; reinou por 11 anos).

Deus em silêncio

No início da narrativa do seu livro, Habacuque fica meio desorientado. Parecia que Deus estava apático e inativo diante da crise e do sofrimento dos justos sob as ações de corruptos. O que  era revelado ao profeta era muito “pesado ao seu coração”, levando-o ousadamente a indagar: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?” (Habacuque 1.1,2).

A causa da crise

O reinado de Jeoaquim foi marcado pela injustiça social crescente e pela violência. Tais fatores geraram crise e decadência à nação de Israel: apostasia na fé, idolatria, vícios, imoralidade, falta de equidade na aplicação das leis, frouxidão da justiça e ilegalidade.  Toda nação de Israel foi afetada espiritual, moral e socialmente (Habacuque 1.3,4).

Lideranças descomprometidas com a moralidade e a ética mexem com a espiritualidade do povo; dificuldades econômicas mexem com a estrutura financeira da nação; egocentrismo exacerbado mexe com o estado psicossomático das pessoas gerando carências afetivas e relacionais... Crises geram crises, que por sua vez, geram indagações, amargura, dores e perdas...

Deus responde

Vale a pena, em meio à crise, ter fé e confiar Deus? Habacuque, que havia questionado o silêncio de Deus no início do seu livro, obtém resposta a sua oração... Mas, bem diferente do que esperava, pois o Senhor fala que permitirá a invasão dos caldeus (babilônicos) para julgar o seu próprio povo (Habacuque 1.4-11).

Habacuque, mesmo reconhecendo a Soberania de Deus que pode utilizar-se do “meio” que quiser para corrigir e disciplinar o seu povo (Habacuque 1.12), ainda prossegue indagando-LHE com alguns porquês: 1) “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?”, 2)”E por que farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?”, 3)“Porventura por isso esvaziará a sua rede e não terá piedade de matar as nações continuamente?” (Habacuque 1.13,14, 17 – grifos nosso).

Será que somos diferentes de Habacuque? Em meio às crises da vida, não nos cercamos de perguntas e questionamentos? Às vezes até nos precipitamos no falar e nos agir.

Fé – único meio de sobrevivência à crise

Vale a pena confiar em Deus! A resposta à crise é a fé. Nossa segurança não deve ser firmada nas emoções, como fazem os autoconfiantes (soberbos), mas unicamente em Deus através de uma fé viva (Habacuque 2.4).

No meio da crise, só há duas opções: desesperarmos-nos e reclamarmos de tudo e de todos ou exercitamos a fé unicamente no Deus Soberano. Devemos manter a fé nEle mesmo que se revele indiferente às nossas orações; mesmo que suas respostas não sejam as que esperamos; mesmo que se utilize de “instrumentos” estranhos para nos disciplinar; mesmo que venhamos a perder tudo.

A oração salmodiada de Habacuque

No final do livro (Habacuque 3.1-19), o profeta descreve um quadro negro de escassez. A crise afetará toda a base econômica do seu povo (Habacuque 3.17). Não obstante a revelação da visão sombria, por fé o profeta enxerga motivos de se alegrar no Senhor e exultá-LO! Por quê? Porque só em Deus há salvação (Habacuque 3.18)!

Mas, afinal de contas, o que leva o profeta a ter alegria em meio à crise? Eis a reposta: “O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Habacuque 3.19).

A cerva (ou corça) era um animal típico da região, de faro apurado, que sentia o cheiro da grama e de água, à distância. Quando tudo estava seco, sem grama e sem água, ela captava a sua existência. Geralmente, nos lugares altos, no topo dos montes, onde o orvalho mais incidia. Com patas fortes e ágeis, ela escalava a montanha e encontrava o alimento a sua sobrevivência.

O profeta diz que Deus lhe daria “patas fortes” para escalar as “montanhas” em busca de “comida”. Faltando meios de sobreviver nas planícies, Deus capacitaria os que nEle confiassem a escalar montanhas e encontrar subsistência lá em cima.

Lições aprendidas com o profeta Habacuque

Deus não isenta ou poupa ninguém de contrariedades ou crises. Sofrimentos, momentos críticos, privações quando vem não poupa fiéis ou infiéis. Quem disse que confiar no Senhor nos blinda e nos imuniza de quaisquer sofrimentos? (Habacuque 3.17).

Numa crise, só os fiéis conseguem adorar a Deus e entender sua didática e o seu trabalhar nas crises (Habacuque 3.18).

Só na crise é que somos fortalecidos (Habacuque 3.19). O louvor torna-se adoração; o faro (sensibilidade espiritual) torna-se apurado; as pernas (andar, postura e comportamento) são fortalecidas (maturidade).

O interessante é que “grama molhada de orvalho” já existe, mas só os que confiam no Senhor tornam-se capacitados para subir as montanhas e encontrá-las em meio à crise. Há sempre pasto úmido em cima quando a escassez nos tinge em baixo. Deus não aplainará montanhas para ninguém. Ele apenas dará “sensibilidade olfativa” e “pernas fortes” para subi-las.

É melhor esperar em Deus calado, mesmo sem nada entender, do que achar que entende tudo, mas viver murmurando. É melhor esperar em Deus adorando! Toda crise é pedagógica para os que vivem por fé!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nós e os nós!

Dário José

nós e nós. Há o cujo plural é nós e nós que é a 1ª pessoa do plural do pronome do caso reto, que exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. Há também nos, pronome pessoal do caso oblíquo que exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal.

Veja a frase com todos os nós e nos que explica tudo: “Nós emprestamos as cordas aos vizinho da direita, mas infelizmente nos devolveram-nas cheia de nós”.

O nó entrelaça de um ou dois fios, linhas, cordões, etc., cujas extremidades passam uma pela outra, apertando-se.

Há nós que prendem, seguram, fixam, guardam... Mas há nós que atrapalham, confinam, cerceiam...

O nó cego é problema pra lá de complexo para ser resolvido. Pessoa nó cego é alguém de difícil convivência, trato e comunicação.

E o nó na garganta? Pense numa coisa difícil de aceitar, de “engolir”, pois não desce nem sobe. O nó na garganta pode ser também uma grande emoção acumulada e pronta para sair... A saudade causa pesar que chega a doer, dá certo nó na garganta...

Mas há o nó que é mais em baixo, no estômago. É a tão conhecida sensação de medo ou pavor.

Para segurar ou manter preso, de um grande e pesado navio a um pequeno e leve animal, precisamos fazer nós.

Mas há quem, equivocadamente, faça rezas e preces ora desejando “atar” ora querendo “desatar” certos “nós”...

Os nós também podem ser vistos como os laços afetivos de um casamento, ou seja, o elo unificador do vínculo matrimonial. Talvez, por isso, há quem brinque dizendo a quem está prestes a casar: “Hoje você vai se amarrar”.

O nó dado no cordão umbilical é necessário para vida do recém-nascido; enquanto no útero, tal nó é desnecessário.

E quem dá nó em pingo d’água? É aquele que é trapaceiro, ardiloso, trambiqueiro, vigarista, etc. E o sujeito que não faz nada sem dar ponto sem nó? É aquele que faz tudo com um propósito ou segundas intenções.

Há quem faça os nós e há quem desate tais nós.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Olá! Você sabe quem eu sou?

Dário José

Ei! Habitantes do extenso planeta terra,
Permitam, educadamente, me apresentar!
Tenho ligação e parentesco com outras logias,
E vocês começarão a entender quando citar:
Filosofia, geografia, antropologia, economia,
Geologia, pedagogia, sociologia, psicologia...
Todas me ajudam os fatos unir e perpetuar!

Ainda não descobriu quem sou eu, não é?
Deixarei ainda algumas dicas subjetivas,
Use apenas o seu aguçado raciocínio lógico...
Vivo a neutralidade: nem inerte nem proativa,
Estou nos estudos ecológicos, ideológicos,
Cronológicos, escatológicos, teológicos...
Sou antiga, não decrépita. Sou muito ativa!

Com todas essas pistas, já sabe quem eu sou?
Encho páginas e livros com textos aglutinados...
Bons, respeitam-me; maus, me veem com aversão...
Por cunhas, penas, lápis, pincéis, tipos, teclados,
Escrevo e descrevo a paixão, a solidão, a invasão,
A ilusão, o chão, a construção, a podridão, a razão...
Estabeleço elo entre futuro, presente e passado!

Penso que você já está percebendo quem sou eu!
Permeio pensamentos, sou repassada de forma oral,
Falo do conquistador, mas também do recluso asceta.
Sou veloz, contínua, vibrante, didática, cruel, temporal...
Sou registro nas Pinacotecas, bibliotecas, discotecas,
Sou guardada nas videotecas, cinematecas, revistecas...
De tragicomédias a melodramas, sou o palco principal.

Tenho certeza que você já sabe quem de fato eu sou...
Fui de Pedra, de Cobre e de Ferro; de Média fui chamada;
Fui Moderna e depois me chamaram de Contemporânea,
Alguns mentem sobre mim, por outros sou bem contada!
Organizada sou coletânea, sem registro sou miscelânea,
Na cronologia, tanto sou simultânea como espontânea,
Mas, pelo Todo poderoso, sou magistralmente controlada.

Se você ainda não descobriu quem sou, então permita me revelar:
Existo desde os desenhos rupestres a atual era da virtualidade,
Registrando tanto os fatos alegres como experiências inglórias,
Marco sorrisos, lágrimas, dor, raiva, inveja, terror e saudade...
Estou nas memórias! Exponho as fétidas escórias, escrevo as vitórias,
Enumero grandes trajetórias ou apenas vanglórias... Sou a História!
Sou cíclica “girando a roda”, sou amiga do tempo e irmã da verdade!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Voltemos, depressa, ao evangelho de Cristo!

Dário José

De quem é o evangelho? É de Deus, pois é gerado dEle (Romanos 1.1; I Tessalonicenses 2.2,9); é de Cristo, pois é o conteúdo do seus ensinos (Marcos 1.1,14; Romanos 1.16; 15.19); é da graça, porque provém do amor de Deus (Atos 20.24); é da promessa pois é baseado no plano eterno de Deus anunciado pelos seus profetas (Atos 13.32); é da salvação, pois transforma vidas (Efésios 1.13); é da paz, porque gera gozo e alegria (Efésios 6.15); é glorioso, pois resplandece a luz de Deus (II Coríntios 4.4); é do Reino, porque revela o domínio de Deus sobre todas as coisas (Mateus 4.23; 24.14); é eterno, pois  foi planejado antes de tudo existir (Apocalipse 14.6,7).

Para quê o evangelho existe? Para ser crido (Marcos 1.15); para ser amado e priorizado antes de qualquer outra coisa (Marcos 10.29,30); para ser pregado (anunciado) em todo o mundo (Marcos 16.15).

O que é pregar o evangelho? É cumprir o ide de Jesus ressurreto, que antes de ascender aos Céus, incumbiu aos seus discípulos à transmissão de todos os seus ensinamentos doutrinários às gerações futuras (Mateus 28.18-20; Marcos 16.14-20; Lucas 24.44-49; Atos 1.8). A pregação do evangelho só é eficaz quando se vive o que se prega e se prega o que se vivencia (Atos 20.17-27; Filipenses 1.27,28; I Coríntios 10.31-33). Quem prega o evangelho tem que, no seu pensar, falar e agir, se parecer com Jesus (Filipenses 1.17; 2.5-16; I João 2.5,6; I Pedro 3.13-17).

Para o verdadeiro cristão viver ou não viver o evangelho é simplesmente uma questão de vida ou morte:

Sem o evangelho queremos ser vistos e aceitos a qualquer preço; com o evangelho até nossa ausência provoca saudades.

Sem o evangelho tateamos na escuridão tentando acertar; com o evangelho discernimos bem tudo sob a luz dos ensinos de Cristo.

Sem o evangelho nosso “eu” procura desesperadamente um trono; com o evangelho Cristo reina e domina o nosso espírito.

Sem o evangelho queremos palcos e aplausos; com o evangelho somos expostos à “arena” de ferozes leões.

Sem o evangelho almejamos obter status para sermos alguma coisa; com o evangelho perdemos a nossa vida para sermos o que Deus planejou para nós.

Sem o evangelho fazemos qualquer “negócio” para obter o poder que impõe obediência; com o evangelho o poder de Deus nos instrumentaliza a exercermos autoridade como servos.

Sem o evangelho buscamos impressionar todas as pessoas; com o evangelho expressamos em tudo a Pessoa de Jesus Cristo.

Sem o evangelho o que nos ofusca é o brilho da coroa; com o evangelho o que nos impacta é a cruz.

Sem o evangelho somos meras criaturas cheias de pecados; com o evangelho o Espírito de Deus nos torna nova criação.

Sem o evangelho nos cobrimos com as apodrecidas vestes da autojustiça; com o evangelho somos vestidos da justiça de Cristo.

Sem o evangelho tudo que falamos não passa de blá, blá, blá; com o evangelho até o nosso silêncio torna-se um portentoso sermão.

Sem o evangelho todos os meios são justificáveis na obtenção dos fins; com o evangelho só há um Meio para um Fim: Jesus Cristo!

Encarnar o evangelho é praticar os ensinos de Jesus, ou seja, “guardar todas as coisas” que Ele no cumprimento do seu ministério terreno viveu, ensinou e ordenou aos seus seguidores  em todos os lugares e em todas as épocas (Mateus 28.18-20). Se cumpro (pratico) sua Palavra, tenho vida nEle (João 6.63)! Para cumpri-la integralmente tenho que crer em Deus e no seu Filho Jesus (João 3.15-17).

Se não cumpro os ensinos de Jesus é porque provavelmente estou apenas olhando, ouvindo e até entendendo, mas não praticando (Tiago 1.21-25). Saber e não praticar é como não acreditar. É viver como morto e potencialmente condenado (João 15.18-21)! É perigoso recebermos a mensagem do evangelho, cumpri-la por certo tempo e depois abandoná-la. É como pensar que estamos vivos, quando na realidade já morremos (Apocalipse 3.1)!

Mas há, ainda, oportunidade de arrependimento hoje (Apocalipse 2.4,5, 14-16, 20; 3.2,3 15-20). Rejeitemos o outro evangelho - adulterado, diferente e estranho (II Coríntios 11.4; Gálatas 1.7,8; Apocalipse 22.18,19). É o evangelho das obras (sem a graça), é o evangelho da prosperidade (sem a cruz), é o evangelho performático (sem o poder do Espírito Santo).

Voltemos ao verdadeiro e único evangelho, o evangelho do Senhor Jesus! Esse evangelho tem todo o poder (Mateus 28.18), é para todas as pessoas (Mateus 28.19), contém todo o conselho doutrinário de Deus (Mateus 28.20), tem toda a supervisão do Senhor Jesus (Mateus 28.20). Aleluia!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mourão, cerca e porteira!

Dário José

Recordo-me de cercas feitas de troncos envelhecidos,
Fixadas a arames farpados, pelo tempo, enferrujados,
Nas antigas terras dos meus pais, hoje já adormecidos,
Onde eu corria, pulava e brincava no meio do roçado.

Estas cercas tanto evitavam escape como a intrusão,
E também demarcavam os limites de uma propriedade.
Ah! Como meus pensamentos ao passado velozes vão,
Enchendo minha memória de tudo que é pura saudade!

Em cada extremidade da cerca, onde havia saída e entrada,
Fincava-se robusto mourão, de sucupira podia ser a madeira,
Era tronco bem afundado no solo e apto a levar “pancadas”,
Dos que, de propósito ou descuido, soltava a pesada porteira.

Que época boa! Dela cultivo excelente e riquíssima lembrança,
Quando de cima da porteira avistava, entre árvores, a estrada,
“O mundo se finda na curva”, pensava eu quando ainda criança,
Sem nada entender sobre a realidade de uma extensa jornada.

Aquela estrada, que via cheia de folhas no outono e seca no verão,
Lamacenta no inverno ou bem ladeada da florescência primaveril,
Tinha como “pedágio” uma rústica porteira com seu velho mourão...
Era em frente da minha antiga casa, num rincão esquecido do Brasil.

Às vezes, no quintal da minha casa, mesmo entretido nos folguedos,
Escutava o estampido da porteira batendo contra o tosco mourão...
Sobressaltado olhava para o tronco, soltando das mãos os brinquedos,
Mas observava que ele continuava inabalável e bem fincado no chão!

Das muitas lições que venho aprendendo durante a minha vida inteira,
As sobre mourões, porteiras e cercas são de um grande valor didático:
“Cercas” nunca irão obstacular quem aprende “abrir” velhas porteiras,
E, nenhuma “pancada forte” pode derrubar mourões firmes e estáticos!

(Esta poesia foi concebida através da sugestão de Ronilson Santos, um companheiro na vida cristã).

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Profecia ou profetada?

Dário José

O neologismo “profetada” é um termo equivalente à profecia falsa, duvidosa, sem amparo das Escrituras e sem a inspiração de Deus. Vivemos atualmente uma dura realidade, pois muita gente ama as profetadas, e, em detrimento, despreza as profecias verdadeiras. Desprezam a pregação genuinamente cristocêntrica. Precisamos de discernimento para não sermos fisgados pelo engodo das falsas profecias (Oseias 4.6; I Coríntios 2.15,16; I João 4.1).

A origem da profetada

A profetada se origina na carne, o seja, no coração humano que é tendencioso ao engano (Jeremias 17.5-10). O rei Davi, depois das grandes vitórias e conquistas, tendo seu trono estabelecido sobre toda nação de Israel e morando em um palácio de cedro, desejou construir um templo para abrigar a arca do concerto de Deus. A ideia era excelente e o propósito digno de aplausos, mas... Esta não era a vontade divina!

Natã era um profeta sério e comprometido com a vontade de Deus (II Samuel 12.1-13). Entretanto, diante da “bem intencionada ideia” do rei Davi em construir um local para a arca da aliança, se descuidou e agiu por pura emoção, deixando sair dos seus lábios essa “profetada”: “... Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o Senhor é contigo” (II Samuel 7.3). Foi repreendido por Deus, tendo que voltar a presença do rei no outro dia pela manhã e lhe dissuadir da “fantástica ideia”, pois essa não era a vontade do Todo Poderoso (II Samuel 7.4-13).

A profetada também pode ter sua origem no diabo, que tem capacidade de “soprar” no ouvido de alguém aquilo que “parece” fazer parte dos planos e da vontade de Deus para a vida de alguém, mas que na verdade é velado engano.

Algo parecido aconteceu com o apóstolo Pedro em Cesareia de Filipe, que depois de ser impulsionada pelo Espírito Santo a reconhecer Jesus como o Messias prometido e enviado do Pai (Mateus 16.13-19). Porém, em seguida, ao ouvir o seu Mestre predizer e antever sua entrega, morte e ressurreição conforme já estava estabelecido nas Escrituras (Lucas 24.25-27), quis dissuadi-LO a não cumprir a vontade de Deus. Pedro foi repreendido por Jesus, que reconheceu na sua “profetada” inspiração satânica (Mateus 16.21-23).

Contrastes entre profecia verdadeira e profecia falsa

Não pense que é tão fácil detectar entre a falsa e a verdadeira profecia. A profetada em algum momento, não no todo, há de contradizer a vontade diretiva de Deus.
A precipitada aliança do rei Josafá (Judá - reino do sul) com o desviado rei Acabe (Israel - reino do norte), intencionando a reconquista de Ramote-Gileade que fora tomada pelos sírios (I Reis 22.1-4), confirma que o engano invade os corações de quem não mais consulta a Deus (I Reis 22.5). Acabe tinha centenas de “profetas” que o elevava em elogios e ao mesmo tempo o enganava com suas profetadas (I Reis 22.6,10, 12).

Um tal de Zedequias, filho de Quenaana, parece se destacar entre os profetas acabianos de mensagens alvissareiras, pois produziu para si uns chifres de ferro como símbolo da vitória contra os sírios (I Reis 22.11). Quem tem algum conhecimento bíblico, sabe que chifre ou ponta nas Escrituras é símbolo de poder (I Samuel 2.1; Salmos 92.10; Jeremias 48.25; Daniel 7.8, etc); sabe também que o ferro simboliza liderança implacável ou dureza e severidade (Levítico 26.19; Deuteronômio28. 23; Salmos 107.10; Daniel 22.33, etc). Zedequias provou com esses chifres que seu “poder” era falso, pois sendo de ferro, era “fabricado” e não natural; que sua profecia era mentirosa, pois mesmo usando o “assim diz o Senhor”, quem o impulsionava a falar não era Deus, mas o seu coração (Jeremias 17.9).

Josafá, mesmo sendo imprudente em se unir a Acabe, entendeu que tudo estava muito “fácil”, pois as palavras dos profetas só destilavam “mel”. Pediu outra fonte de consulta, então surge Micaías, um autêntico profeta de Deus (I Reis 22.13,14). Na presença dos reis e dos profetas, Micaías a princípio ironizou. Mas, em seguida suas palavras inspiradas pelo Senhor só teria gosto de “fel”, pois descortinou o que havia por trás de todos aqueles falsos vaticínios. Deus é Soberano e nada foge do seu controle (Jó 1.12; 2.5,6). Ele permitiu a “operação do erro”, tornando os profetas de Acabe agentes de mentira (I Reis 22.15-23).

Micaías por profetizar a verdade, foi ferido no queixo por Zedequias (o dos chifres de ferro, lembra?), e em seguida lançado na prisão para sobreviver a pão de angústia e a água de amargura (I Reis 22.24-27). O desfecho de toda essa história é que Deus cumpriu cabalmente o que falara através do profeta Micaías (I Reis 22.29-40)!

Portanto...

A profetada, que até pode ser dada por gente séria em algum momento por descuido, normalmente é oriunda de falsos profetas. Estes, através de suas vidas (frutos) revelam quem de fato são. O Senhor Jesus nos alerta dizendo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis...” (Mateus 7.15,16).

Quem gosta de profetada enxerga Deus como mágico ou gênio da lâmpada, pois estão ávidos para que seus desejos declarados (ou secretos) sejam todos realizados. Só quem ama a Deus, observando a sua palavra e reconhecendo a sua Soberania, saberá discernir a verdadeira profecia da falsa. Só Ele tem o controle do passado, presente e futuro (Isaías 44.6,7; 46.9-13; João 13.7; Apocalipse 1.8). A profecia nunca fugirá dos seus três princípios: edificação, exortação e consolação (I Coríntios 14.3). Profetadas mais se parecem com adivinhação, “chute”, clarividência. Se houver algum acontecimento parecido, será apenas “parecido”. O que se parece não é real.

Toda profecia verdadeira tem origem em Deus. Jesus é Deus (João 1.1-4). O seu testemunho é o espírito da profecia: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse 19.10 – grifos nosso).

Profetada não se cumpre na íntegra, profecia sim: “E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele” (Deuteronômio 18.21,22).

A profecia só é verdadeira se for de acordo com a Bíblia. Deus não entra em contradição. Ele não afirma alguma coisa que vá de encontro ao que já falou, apenas para agradar a alguém. Qualquer profecia tem que estar de acordo com a sua Palavra. Veja o que apóstolo Paulo diz: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.8,9 – grifos nosso).

Só lembrando: anátema é o mesmo que maldição!