sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Chuva que rega ou tempestade que inunda?


Dário José

Este post fala de chuva e de água, tanto de maneira conotativa (sentido figurado) como denotativa (sentido determinado pelo dicionário).

Água e Chuva - Sentido denotativo

Estamos vivendo a crise hídrica no nosso país. Antes, a região mais castigada era a Nordeste. Mas em 2014, por incrível que pareça, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, foram os Estados mais atingidos pela crise no abastecimento de água. A população resgatou velhos hábitos, como o banho de caneca, para economizar o líquido essencial à vida.

A falta de água e a seca assusta e gera muitas dificuldades. Mas, o que é assustador também é que, quando chove, o grande volume de água de uma só vez provoca alagamentos, caos no trânsito e muitos outros transtornos.

Água e Chuva - Sentido conotativo

Numa perspectiva humana, subjetiva e comparativa, a “terra está sequíssima”... Quase não há mais nenhuma esperança no âmbito social, que se relacione à ética, a lisura das diversas atividades diárias, a manutenção de amizades sólidas, a prática do amor ao próximo, a prática da justiça, o cumprimento dos mandamentos divinos... Bem, quem continua nutrindo expectativas da vinda de “chuvas”, numa visão meramente humana, é melhor “tirar o cavalo da chuva”, não porque irá se molhar apenas, mas porque corre o risco de ser arrastado pelas “muitas águas”.

Não é pessimismo, mas realismo, as coisas irão piorar. Escuto ao longe certo “ruído” nada animador, pois sei que “trovão longe, chuva perto”. Grandes volumes d’água inundam rios em silêncio, e, “água silenciosa é sempre perigosa”.

Sei que precisamos de “chuvas” que reguem a terra, que nutram as plantas, que faça crescer e brotar os frutos. Chuvas geradoras de vida, saúde, esperança!

Mas vejo “nuvens escuras”. São tempestades com volumes atípicos de água se formando no céu. Essas “tempestades” arrasam tudo o que “brotou viçosamente das chuvas regulares”. Como todos sofrem o efeito da seca, todos também sofrem com as “águas excessivas”!

Mesmo sabendo que “todos os rios correm para o mar”, que “água e conselho, só se dá quem pede”, que falar de “tempestade” para quem está em “zona de conforto” e não observa as nuvens é “chover no molhado”, que “águas passadas não movem moinhos”, prefiro ser um dos que se arrisca em “sobreviver”, afinal de contas, “quem está na chuva é para se molhar” e só “quem foi molhado na chuva não tem medo de sereno”.

Só os que “persistem em sobreviver” à seca ou tempestade, sabem que “enchentes” causam estragos, mas só “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

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