quarta-feira, 15 de abril de 2015

Uma pequena mosca morta estraga tudo!

Dário José

“Qual a mosca morta faz o unguento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia.” - Eclesiastes 10.1

Deus é apreciador de boas fragrâncias. Na natureza, pôs aromas nas flores, plantas e em certas árvores. No culto do Tabernáculo, deu instruções sobre o óleo sagrado (e perfumado) para unções (Êxodo 30.22-25).

O texto acima alude à arte antiga dos perfumistas. A ideia e cena que o autor transmite é a do fabricante de perfumes, que sem perceber ou por descuido talvez, deixa cair no seu recipiente de unguento uma simples mosca. Pronto! É o necessário para apodrecê-lo, estragando todo o líquido!  

Temos aqui uma observação a ser ponderada e um problema a ser pensado:

Observação. Uma mosca tão pequena pode ser responsável por estragar e causar mau cheiro em toda grande porção e trabalho do perfumista!

Problema. A grande quantidade de unguento não anula o “mau cheiro da mosca”, mas se “encarrega” naturalmente de “multiplicá-lo".  

A parte final do texto de Eclesiastes 10.1 diz: “... assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia” (grifos nosso). Estultícia aqui é oriunda de um termo hebraico que pode também se traduzir por insensatez ou tolice.

Podemos ter uma vida inteira de honra e dignidade, mas uma simples e "pequena mosca" poderá arruinar todo esse legado histórico. Qualquer um de nós, sem exceção, podemos arruinar a nossa vida por causa de uma coisa que reputamos como pequena e ínfima.

Devemos ter cuidado com "as moscas”, pois somos perfume. O aroma que exalamos “afetará” naturalmente todos a nossa volta: família, Igreja, vizinhos, amigos, colegas de sala de aula, companheiros de ambiente de trabalho, etc. Devemos lembrar que o Deus que aprecia o bom aroma, colocando cheiro até na natureza, também busca sentir o “perfume” do nosso culto.

Do culto? Sim! Não falo simplesmente do culto ato litúrgico (I Coríntios 14.26), pois isso é o que fazemos reunidos em um templo ou salão, mas do culto atitude de vida (Romanos 12.1,2; Filipenses 4.8; Colossenses 3.1-4), que é o que somos fora do ambiente cúltico e que afeta nossos pensamentos, contagia nossas palavras e estimula nossas ações na continuidade dos nossos dias, meses e anos.

Tudo o que fazemos, mas TUDO mesmo deve ser feito unicamente para a glória de Deus. Isso  é culto, é ministério, é serviço (I Coríntios 10.23,24,31-33).

“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.” (II Coríntios 2.15). 

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