segunda-feira, 8 de junho de 2015

Corrupção versus integridade

Dário José

Integridade é a particularidade ou condição do que está inteiro; qualidade do que não foi alvo de diminuição na sua inteireza. O íntegro não sofre alteração na sua honestidade.

A corrupção é o antônimo de integridade. O corrupto é alguém que tem o seu caráter alterado ao longo do tempo, "vendendo ou negociando a sua alma”. Sofre corrupção tudo aquilo (coisa) ou aquele (pessoa) que era saudável, mas ficou doente; era limpo e tonou-se sujo; era são e ficou apodrecido, etc.

Nos dias atuais, se escancaram inúmeros escândalos e corrupções, que são geradores de uma grande crise de integridade moral, espiritual, política, social solapando instituições seculares, governamentais e religiosas ao redor do mundo. Diante disto, como cristãos, nunca podemos esquecer-nos da advertência bíblica que alerta a cada um de nós quanto à manutenção da  vida de integridade:

“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (I Coríntios 10.12,13 – Almeida Corrigida e Revisada Fiel, grifos nosso).

Vejamos algumas ações de pessoas íntegras e de corruptas e o que resultam de seus comportamentos, à luz da Bíblia:

O íntegro mantém sua esperança unicamente em Deus, pois sabe que “Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade” (Provérbios 2.7), e que, “O Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor concede favor e honra; não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade” (Salmos 84.11).

O íntegro busca ser fiel a Deus, mesmo recebendo o mal ao fazer o bem e até padece por amor da justiça, pois entende que o apóstolo Pedro não se enganou quando disse: “... tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal” (I Pedro 3.16,17).

O íntegro não precisa revelar álibis nem apresentar desculpas, pois “A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói” (Provérbios 11.3).

O íntegro não faz simplesmente o que as leis civis ordenam como correto ou deixa de fazer o que as leis religiosas condenam como errado, mas o que a lei moral (do seu coração) observa segundo as Escrituras, podendo dizer: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Salmos 119.11).

O íntegro não é gerenciado pela presença de outros. Suas motivações são internas e não externas, sabendo que “Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto” (Provérbios 10.9).

O íntegro conduz o seu pensamento ao que é bom, pois sabe que isto afeta o seu falar e o seu agir e trarão implicações no mundo natural, espiritual e na eternidade: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4.8).

O íntegro constrói seu caráter sobre base sólida, não em terreno pantanoso, pois “Quem procede com integridade viverá seguro, mas quem procede com perversidade de repente cairá” (Provérbios 28.18).

O íntegro abdica de certos “benefícios” que podem macular seu caráter, sabendo que “Melhor é o pobre que vive com integridade do que o tolo que fala perversamente” (Provérbios 19.1).

O íntegro se afasta do pecado, não aprova o engano, não se justifica e, se possível,  morre pelo que defende: “Não falarão os meus lábios iniquidade, nem a minha língua pronunciará engano. Longe de mim que eu vos justifique; até que eu expire, nunca apartarei de mim a minha integridade” (Jó 27.4,5).

O íntegro é diante dos homens o que ele é primeiramente diante de Deus, “... pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens” (I Coríntios 8.21).

O íntegro, independente de querer ou não, de ser líder ou ser liderado, torna-se exemplo aos que estão a sua volta: “Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tito 2.7,8).

O íntegro é mantido por Deus e goza da sua intimidade: “Por causa da minha integridade me susténs e me pões na tua presença para sempre” (Salmos 41.12).

Que o Senhor nos ajude sempre!

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