segunda-feira, 1 de junho de 2015

Vai chuver muito!

Dário José

- Tempestade à vista, irmão!
- É. Não se ver mais a secura do chão...

-Nuvens escuras se concentram,
No céu vejo o sinal da tormenta...

- Há abrigos seguros, meu caro irmão?
- Até as casas elevadas inúteis serão!

- O sólido do presente será no futuro fragmentos,
As águas subirão cobrindo de casebres a monumentos...

- Invadidos pela inundação,
Quantos “segredos” serão...

- Para onde iríamos “aportar”,
Se terras não poderemos avistar?

- Nadaremos até encontramos algum torrão!
- Como? Será universal e completa a inundação!

- Mas, não tem como evitarmos tudo isso?
- Não! A chuva já cai como chuvisco...

- Não há nenhum “jeitinho” de sermos poupados?
- Ei! Acorda! Não diga que nunca foi avisado?

- Avisos, avisos... Quem o devido respeito lhes daria?
- É... Mas, cadê os “loucos” que diziam que um dia choveria?

- Nós nos divertíamos e os “loucos” construíam um barco o tempo inteiro...
- É mesmo, lembro-me deles! Ainda não os vi sob todo esse aguaceiro!

- Veja! Está ainda lá no alto o barco deles! Ele nos salvará...
- Não, não adianta... Não poderemos mais entrar!

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