quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nós e os nós!

Dário José

nós e nós. Há o cujo plural é nós e nós que é a 1ª pessoa do plural do pronome do caso reto, que exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. Há também nos, pronome pessoal do caso oblíquo que exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal.

Veja a frase com todos os nós e nos que explica tudo: “Nós emprestamos as cordas aos vizinho da direita, mas infelizmente nos devolveram-nas cheia de nós”.

O nó entrelaça de um ou dois fios, linhas, cordões, etc., cujas extremidades passam uma pela outra, apertando-se.

Há nós que prendem, seguram, fixam, guardam... Mas há nós que atrapalham, confinam, cerceiam...

O nó cego é problema pra lá de complexo para ser resolvido. Pessoa nó cego é alguém de difícil convivência, trato e comunicação.

E o nó na garganta? Pense numa coisa difícil de aceitar, de “engolir”, pois não desce nem sobe. O nó na garganta pode ser também uma grande emoção acumulada e pronta para sair... A saudade causa pesar que chega a doer, dá certo nó na garganta...

Mas há o nó que é mais em baixo, no estômago. É a tão conhecida sensação de medo ou pavor.

Para segurar ou manter preso, de um grande e pesado navio a um pequeno e leve animal, precisamos fazer nós.

Mas há quem, equivocadamente, faça rezas e preces ora desejando “atar” ora querendo “desatar” certos “nós”...

Os nós também podem ser vistos como os laços afetivos de um casamento, ou seja, o elo unificador do vínculo matrimonial. Talvez, por isso, há quem brinque dizendo a quem está prestes a casar: “Hoje você vai se amarrar”.

O nó dado no cordão umbilical é necessário para vida do recém-nascido; enquanto no útero, tal nó é desnecessário.

E quem dá nó em pingo d’água? É aquele que é trapaceiro, ardiloso, trambiqueiro, vigarista, etc. E o sujeito que não faz nada sem dar ponto sem nó? É aquele que faz tudo com um propósito ou segundas intenções.

Há quem faça os nós e há quem desate tais nós.

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