sábado, 28 de fevereiro de 2015

É melhor prevenir do que remediar!

Dário José

Ouvi essa frase muitas vezes dos lábios da minha saudosa mãe. Esse ditado popular português, que se adéqua a incontáveis situações no cotidiano das pessoas, remete-nos de imediato à manutenção da saúde, pois quem não gasta menos com prevenções, gastará depois muito mais com tratamentos.

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;

“Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” I Pedro 5.8,9

No texto acima, o apóstolo Pedro nos adverte a sermos sóbrios (prevenidos) e mantermos aguçada vigilância para não sermos presas fáceis ao nosso adversário (v. 8).

No texto seguinte, Pedro nos mostra a única maneira de estarmos imunes (prevenidos) do mal é “resistirmos o nosso inimigo firmes na fé”. Em seguida, acrescenta que não estamos sós nessa jornada, pois outros irmãos nossos também se previnem contra o mesmo adversário em outros lugares no mundo (v.9).

O diabo que brama como um leão que devora age também sutil e ardilosamente como uma serpente que engana (Gênesis 3.13,15; Apocalipse 12.9; 20.2). O apóstolo Paulo diz: “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo” (II Coríntios 11.3).

O perigo da falta de prevenção se estabelece no fato de buscarmos resistir o mal sem firmeza de fé que é gerada e mantida Pela Palavra (Romanos 10.17; 4.19-21). Sem fé firme, nos afastamos “da simplicidade e da pureza que há em Cristo”, perdendo o seu “perfume” que é “cheiro” de saúde espiritual (II Coríntios 2.14-16).

Deus, como o Grande Médico dos nossos corpos e almas (Êxodo 15.26; Salmos 23.1-6), tanto faz uso da “medicina” preventiva como da curativa. Quando ouvimos e obedecemos a sua voz (seus ensinos à luz das Sagradas Escrituras), temos resistência e imunidade ao “veneno” do pecado (Salmos 119.11,105; João 17.17; Efésios 5.26). Porém, se pecarmos e recorrermos a Ele, precisamente nos socorrerá com tratamento curativo (Provérbios 28.13; I João 2.1,2).

A dor da espetada da agulha cuja seringa contém algum tipo de vacina preventiva será sempre menor e menos dolorosa do que a de uma cirurgia curativa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Calçadas


Dário José

Calçadas:
Por onde alguns, em plena felicidade, se beijam e se abraçam,
Outros tristes caminham com os sonhos que se despedaçam;
Onde alguns, vitimados ou drogados, mendigam a fome aguda,
Outros passam de largo sem entender o valor da palavra “ajuda”.

Calçadas:
Por onde passam os contrastes: os paupérrimos e os nobres,
Quem tem riquezas sem nada ter e os ricos que são pobres!
Passam os que vivem insatisfeitos, passam os que são quietos,
Quietos sem nada possuírem e insatisfeitos fartos e repletos.

Calçadas:
As das periferias, onde se recreiam os que têm pouca “grana”,
As de Hollywood, onde astros e estrelas perseguem fútil fama,
As dos rincões distantes, onde se contam causos à luz do luar,
As das megas cidades, onde multidões só pensam em comprar.

Calçadas:
Que quando estão quebradas, cheia de buracos e com defeitos,
Denunciam seus gestores públicos: os vereadores e os prefeitos;
Mas, quando são cuidadas, limpas, transitáveis e bem conservadas,
Nada se diz ou se comenta, pois são simplesmente meras calçadas.

Calçadas:
Ora cenário de quem “ganha à vida” em flagrante prostituição,
Ora passarela de gente “tão ilibada”, mas sem amor nem emoção;
Nelas transitam os vitimados da vida, que margeiam a sociedade,
Também transitam os esnobes, enclausurados na individualidade.

Calçadas:
Que nos grandes centros, suportam a tudo silenciosamente,
Do pisar dos transeuntes a leves folhas caindo suavemente,
Que nas caladas das noites a criminalidade vê, mas esconde,
 E se noutro dia for indagada? Nada comenta nem responde!

Calçadas:
Circundam casarios, bares, lojas, ruas, praças, muros, avenidas,
Calcadas pelos pés de quem chega e de quem já está de partida,
Pelos que pisa macio e os que fazem barulho com suas passadas,
Se forem feias, sujas, arrumadas ou limpas... São apenas calçadas!?