segunda-feira, 23 de março de 2015

Pragmático, subserviente ou servo?

Dário José

O pragmático. A pessoa pragmática é prática; segue um conjunto de regras, formalidades ou etiquetas. Tem objetivos definidos, fugindo dos improvisos. Conceitua que, ideias e ações só são verdadeiras se servirem para a solução imediata de seus problemas, por isso busca resolvê-los de maneira ágil, “destruindo” ou “contornando” todos os obstáculos. Se necessário, o pragmático “aparenta” ser subserviente.

Para o pragmático, os “fins justificam os meios” sempre, pois sabe muito bem “aonde” quer chegar, mesmo que burle, faça chantagens, negocie, se venda...

O subserviente. Já o subserviente “serve” às ordens de outrem servilmente, muito condescendente (com exagero e indo além do que foi pedido), sempre adulando e bajulando. Faz isso, às vezes, sem visar retornos ou sem objetivos definidos.

Para o subserviente, estar sempre presente e elogiar exageradamente os feitos e as qualidades de alguém sem nunca contrariar-lhes as ideias é o único meio de ser visto e, quem sabe, ser “promovido” a alguma “coisa” que nem mesmo sabe o que é, pois não sabe aonde quer chegar.

O que é útil servindo. A pessoa que serve consciente das suas atribuições e obrigações, nunca se prestaria ao pragmatismo “polido”, tampouco a repugnante subserviência. Prestar serviços como servo ou criado é ajudar, auxiliar, cumprir tarefas; ser útil, ser servidor.

O que serve bem nas suas atribuições o faz na presença ou na ausência. Serve bem e com a mesma intensidade tanto aos seus líderes quanto aos seus liderados. Nunca queima etapas, nunca contorna ou encurta caminhos.

Ao servir, nunca ver seu serviço como um meio para obter algum tipo de vantagem. Os fins sempre serão justificáveis pela Verdade e os meios sempre serão éticos e corretos.