quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Espírito Santo, o Eterno Impulsionador dos servos de Deus

Dário José

A partir de hoje, publicaremos uma série de estudos bíblicos sobre o Espírito Santo, os dons e o fruto do Espírito. Vejamos neste primeiro post, uma pequena introdução sobre a ação do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamento.

Como o Espírito Santo agia no Antigo Testamento?

Antes da queda – O Espírito Santo agia criando (Gênesis 1.2); gerando vida (Gênesis 2.7; Jó 27.3); mantendo a vida (Jó 33.4; Salmos 104.30). 

Depois da Queda – desde a queda de Adão (Gênesis 3) ao dia de Pentecostes (Atos 2), se Deus queria se comunicar com alguém, Ele colocava Seu Espírito sobre as pessoas que eram alvo do seu propósito, pois o espírito do homem havia se corrompido. 

Eis alguns exemplos daqueles que recebiam do Espírito, mas sob medida: Moisés (Números 11.16,17, 26-30); Gideão (Juízes 6.33,34); Davi (I Samuel 16.13); José (Gênesis 41.38-40); Bezalel e Ooliabe (Êxodo 31.1-11; 35.30-35), etc.

Todos os profetas falaram e agiram sob a égide do Espírito Santo. Deus O colocou sobre eles inspirando e revelando sua vontade (Ezequiel 11.5; Zacarias 7.12; II Pedro 1.19-21).

O Espírito também se retirava sobre a vida dos que desobedeciam. O rei Saul é um exemplo típico da desobediência e resitência ao Espírito de Deus (I Samuel 15.26; 16.14).

Como o Espírito Santo age no Novo Testamento?

No ministério de Jesus.  O Espírito Santo agiu no seu batismo em águas (Mateus 3.13-17); na sua tentação (Mateus 4.1); em todo seu ministério (Isaías 61.1,2; Lucas 4.18,19; Atos 10.38), na sua morte (Hebreus 9.13,14), na sua ressurreição (Romanos 8.11).

 Espírito Santo e o nascimento do alto

Só o Espírito Santo realiza um novo nascimento no homem, pois todos herdaram a pecaminosidade adâmica. O espírito do homem foi corrompido pelo pecado (Romanos 3.23,24), precisando de um novo nascimento, que só é possivel pela ação direta do Espírito Santo (João 3.1-6; I João 5.1; Gálatas 3.26).


(Continua no próximo post).

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Cheios ou vazios da Missão de Deus?

Dário José

Qual é a Missão de Deus? E Deus tem uma Missão? Sim! O Deus  Eterno, Criador e Mantenedor de todas as coisas tem uma Missão!

O Cerne da Missão de Deus

Deus, que é transcendente, estando acima do universo e independer dele, também é imanente, pois se humanizou para fazer parte da nossa humanidade, tornando-se gente como a gente, descendo ao nosso nível. O apóstolo João diz que Ele “habitou” entre nós, ou seja, “tabernaculou-se” ou “montou morada (tenda)” entre os homens (João 1.14).

Deus tem uma Missão (em latim, Missio Dei), que poderíamos chamá-la de Projeto Missionário Eterno, onde o testemunho do Cristo vivo, caminhando no meio dos seres humanos é o clímax de sua revelação a todos os pecadores (Hebreus 1.1-14)! A encarnação do Verbo divino é o cerne da Missão de Deus. Ele é Emanuel (hb) “Deus conosco” (Isaías 7.14; Mateus 1.23).

Pessoas vazias da Missão de Deus

O envio dos apóstolos e discípulos ao mundo para, sob a autoridade do alto, discipular e ensinar todas as nações com o evangelho, não é invenção religiosa. É a ideal e a real Missão de Deus!

A Igreja (o Corpo) é enviada e impulsionada a pregar o evangelho, pois assim ela complementa a grande Missão de Deus sobre a terra, seguindo a orientação de Cristo (a Cabeça) e sob a unção do Espírito Santo.

As palavras do Senhor Jesus são de uma simplicidade, mas ao mesmo tempo, as únicas revestidas da maior autoridade: “... assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” (Mateus 20.21; 28.18-20). Ele que foi enviado pelo Pai ao mundo, simplesmente nos envia no mundo! O mundo aqui não é apenas todas as terras, mas também todos que cruzam o nosso caminho todos os dias.

Só quem entende que Cristo chama, escolhe, vocaciona e envia discípulos ao mundo, se torna plenamente cheio (dominado, persuadido, convencido) da real Missão de Deus. Se não entendermos isso, seremos pessoas vazias e desassociadas da sua Missão.

Púlpitos vazios da Missão de Deus

Atualmente em muitos púlpitos não há mais espaço para se falar da Missão de Deus. Fala-se sobre tudo, menos da sua Missão. Pregadores e/ou ensinadores, nem implicitamente ou por inferência, declinam sobre esse tema que é a mensagem central de toda Bíblia.

O púlpito é lugar exclusivo para se falar da Missão de Deus. Quando de fala sobre qualquer outra coisa, menos sobre Obra Redentora do Cristo encarnado, auto-oferecido em sacrifício eterno, ressuscitado e assunto aos céus, onde está a Missão de Deus?

Prega-se mais sobre como ganhar o máximo de tudo (dinheiro, saúde, bem estar, etc) apenas “barganhando” com Deus, mas não se ensina todo conteúdo do genuíno evangelho de Cristo que leva indivíduos e igrejas a ganharem o maior número de pessoas para Deus.

Prega-se mais sobre os “sete passos” para ser vitorioso nesta ou naquela área, mas não se fala da maior vitória conquistada unicamente pela cruz e pela ressurreição de Jesus.

Prega-se mais sobre como esmagar ou amarar o diabo (antes do tempo bíblico determinado por Deus), mas não se evidencia o valor da obediência à Palavra e a submissão ao Espírito Santo, que nos faz reprimir a prática do pecado e das obras da carne.

Prega-se mais sobre o que “sicrano”, “fulano” e “beltrano” disseram, escreveram, defenderam e postulam em seus tratados teológicos, mas não se atém a transmitir os ensinos simples (porém profundos) do Nazareno sobre amor, autonegação, fé, discipulado, cruz, sofrimento, etc.


Recentemente li uma frase, mais ou menos assim: "Pregue o evangelho com a sua própria vida, porque há pessoas que o único sermão que ouvirão em vida será você".

A Missão vem de Deus e volta para Deus: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Isaías 53.11 – grifos nosso).