sexta-feira, 15 de julho de 2016

Fazemos tudo para a glória de Deus?

Dário José

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31).

Comer e beber. Essas duas palavras quando na Bíblia aparecem juntas, pode significar subsistência da vida física sobre a terra. O verbo fazer (do grego poieo), conforme o texto acima significa produzir, construir, formar, modelar, efetuar, executar, celebrar; considerar ou designar alguém, etc.

Glória. A palavra glória no Antigo Testamento em hebraico é kãbhôdh, que é de uma raiz vinda dos termos como “dignidade” e “peso”.  No Novo Testamento glória, do grego, é doxa que além de significar esplendor e brilho, também tem o sentido de opinião positiva, ponto de vista e julgamento a respeito de alguém, que resulta em louvor, honra, e glória.

Portanto, comer, beber ou fazer qualquer outra coisa para a glória de Deus envolve um leque de atividades. Tem a ver com tudo que pensamos, tudo que falamos e tudo que realizamos.

Glória de Deus e glória humana

As realizações, a sabedoria, o status, a riqueza ou o poderio de uma pessoa é visto como a sua glória. Mas essa glória humana é meramente passageira (Isaías 40.6-8). Esse tipo de glória difere da glória que é exclusiva de Deus e que não pode ser direcionada ou transferida aos homens (Salmos 115.1; Isaías 42.8).

A glória de Deus indica a presença de dEle na história da humanidade. Na Bíblia temos exemplos da glória (visível) de Deus numa nuvem acompanhando a caminhada do povo, no monte Sinai se manifestando através de raios e trovões, no Templo de Jerusalém, nas visões de Ezequiel, de Isaias, etc. A manifestação da excelência e da dignidade de Deus é a beleza de suas perfeições multiformes (Isaías 44.23; João 12.28; 13.31-32).

A presença da glória de Deus estava na Pessoa e na obra de Jesus, através dos milagres e sinais, na transfiguração, ressurreição e ascensão (Lucas 2.9-14; João 1.14).

Fazer tudo para a glória de Deus ou para a nossa?

É perigoso transferir a glória de Deus para qualquer outra pessoa ou coisa (Romanos 1.20-23). É extremamente danoso fazer algo por vã glória (Filipenses 2.3-8) ou por puro exibicionismo religioso (Mateus 6.1-8, 16-18). Quem se gloriar glorie-se no Senhor (II Coríntios 10.17).

Nossa salvação não é baseada em obras para que não haja glorificação pessoal (Efésios 2.8-10). Na verdade, toda obra salvífica gera glória e louvor ao nosso Deus (Efésios 1.5,6). Há um “peso de glória” no tempo presente que é dosado e permeado com sofrimento (II Coríntios 4.16-18), pois há uma glória que ainda será revelada em nós no futuro (Romanos 8.17,18; II Timóteo 4.6-8; I Pedro 5.4).

Fazer tudo para a glória de Deus é reconhecer a sua magnificência, excelência, preeminência, dignidade, graça, majestade, etc. Glorificá-LO é responder com honra e adoração às suas manifestações, como adoradores, por meio do louvor dos lábios, das ações de graça e da obediência a ele e a sua Palavra (João 17.4; Romanos 4.20; 15.6,9; I Pedro 4.12-16)!


Soli Deo Gloria!

Um comentário:

  1. Gostei do blog. Partilho Uma linda mensagem de Aline e Osíris. https://www.youtube.com/watch?v=Upv-P5h2opw

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