sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Até quando, Senhor?

Foto: internet

Dário José

Habacuque, perplexo, disse em meio a dor
Que açoitava sua’lma: “Até quando, Senhor?”
A pergunta não teve a resposta desejada
Pois vaticinava disciplina à nação amada
Israel havia se afastado do Fiel Pastor

Há séculos a mesma pergunta é repetida
Por quem busca em Deus sua guarida
Ao ver tanta injustiça campeando
E um total descontrole se avizinhando
Quando reservas de força é exaurida

Há “gritos” que nunca serão percebidos
Mistura de lágrima, sussurro e gemido
“Até Quando, Senhor?”- se diz baixinho
Não ouve os filhos, o cônjuge, o vizinho
Não escuta nem o melhor dos amigos

Há dominadores, injustiça, violência
Há vítimas, dor, escórias, carências
A verdade é duramente rejeitada
Enquanto a mentira é aceita e amada
Gerando a sensação de impotência

Há um único caminho a se percorrer
Por quem procura a Deus obedecer
Mesmo que faltem amigos e bens
Nunca se tornar do pecado refém
Pois o justo só pela fé deverá viver

Como Habacuque, temos a mesma indagação
“Até quando, Senhor?” – só ecoa no coração
De quem sabe seu grito nos lábios silenciar
Pois discerne que há cuidadoso apascentar
Do Pastor que sempre socorre com salvação


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